Temas Bíblicos

Evangelho de João (29) Jo 15,18-16,33 (V). “Eu venci o mundo” (16,33)

Novembro 2013

Foi vencedor do mundo o “Unigênito Deus” (Jo 1,18) que, na condição de enviado do Pai, tendo assumido a natureza humana, realizou a purificação dos pecados.

Os Apóstolos alcançaram a condição de segui-lo somente após o envio do Espírito Santo, que Jesus mereceu com a sua Morte de Cruz. Ao entrar no céu com o seu sangue o compartilha com aqueles que ama e que começam a se purificar escutando as suas palavras. O Espírito se uniu a ele, que voltou vivo para estar para sempre com os seus, para que vivam, no amor, pela prática dos mandamentos. Conduzidos, então, a toda Verdade, se tornarão morada do Pai e do Filho, porque Jesus se manifestará a eles. Unidos a ele, estarão em comunhão com o Pai. O Espírito que Jesus compartilha dará testemunho neles. Realizar-se-á neles a plena condição de vida eterna porque estarão se amando uns aos outros como ele os amou. Foi dessa forma que o Filho proporcionou a plena comunicação de vida divina à sua humanidade. Guardando os preceitos do Pai, permaneceu nele, fazendo sua vontade até doar a vida pelos seus, numa manifestação suprema de amor. Quem permanece nele pela observância dos mandamentos alcança a mesma condição de vida, como “filho adotivo em Jesus Cristo” (Ef 1,6). Esses são preceitos de vida eterna porque são palavras que o Pai ordenou que o Filho no-las transmitisse. É nessa condição que os Apóstolos honrarão o Pai, produzindo muitos frutos, porque terão chegado a ser verdadeiros discípulos de Jesus.

No seu discurso ao longo da Última Ceia, Jesus, nos revela que age de forma irresistível. A maldade humana não poderá detê-lo. Pelo contrário, o mundo será instrumento da sua glorificação e da glorificação do Pai, pela obra que ele realizará e da qual dará continuidade pela sua Igreja que, por sua vez, se tornará irresistível, porque a ela Jesus enviará o Paráclito (o Defensor), que confundirá o mundo quanto ao pecado, à justiça e ao julgamento, com ela permanecendo para sempre. Os Apóstolos até se alegrarão ao compreender toda a grandeza da sua Morte. Quando João escreve o seu Evangelho, a Igreja, há vários decênios, celebra o memorial da Morte de Cristo no dia do Senhor (Ap 1,9), o dia em que ficaram contentes ao vê-lo, em que os discípulos de Emaús sentiram seu coração arder quando Jesus lhes explicava as Escrituras, o dia em que receberam o Espírito Santo para o testemunho.

O ânimo destemido dos Apóstolos nos explica as suas afirmações: “Nós somos de Deus”, “Quem nos escuta é da verdade”, “Sabemos que amamos a Deus quando amamos os irmãos pela observância dos mandamentos, pelo Espírito que nos deu”. A transformação foi radical. De uma ambição de poder, passaram a amar o serviço, lembrados de Cristo Jesus que ensinara: “O Filho do Homem não veio…”. Dispuseram-se a dar a vida pelos irmãos porque viram, no amor, desabrochar uma esperança que não permitia que mais pudessem ser separados de Cristo. Nisto constataram uma efusão do Espírito Santo neles, que os levou pelo entendimento, conselho, fortaleza, ciência e piedade, a toda sabedoria. De uma compreensão inicial da messianidade de Jesus, chegaram ao conhecimento da sua divindade, recordando, pela ação do Espírito, “tudo o que Jesus lhes tinha dito”. E puderam testemunhá-lo e anunciá-lo. Desapareceu neles o pavor diante do mundo pérfido e violento. Enfrentaram-no, inspirando o Espírito o que deviam dizer e até alegrando-se por terem sido achados dignos de sofrer pelo Nome do Senhor.

O mundo é exatamente a realidade que o “Unigênito Deus” veio vencer: uma humanidade dominada por um sistema perverso, montado pelo homem que, na sua rebeldia se afastou do Criador, para enveredar o seu caminho de realização. Longe de Deus, pensando ser sábio, entregou-se a toda obra de injustiça. Os vãos arrazoados da sua mente o levaram a prestar culto divino a aves e répteis, quadrúpedes e homens. Por causa disso, nele se apresentou a concupiscência da carne. É a realidade que não crê no Filho que o Pai enviou no seu amor, não obstante todas as provas de ele ser de Deus. Isto porque suas obras são más e prefere as trevas à luz. Na sua perversão, chega até a odiar. Até a justiça humana não encontra motivo algum. De fato, o motivo aduzido pelos escribas é a verdade que só não aceitam porque procuram a sua glória (Jo 6, 42.44).

Os Apóstolos estiveram em condição de enfrentar o mundo porque o Espírito enviado por Jesus os assistiu. Com isso, além da ciência, além da compreensão dos mandamentos de Jesus, os Apóstolos têm uma terceira prova da presença do Espírito neles, a da compreensão da doutrina acerca da Pessoa de Jesus. Entendem qual é o pecado do mundo, a justiça que Deus fez glorificando o Filho injustiçado, a vitória da Cruz.

Pelo discurso de Jesus, vemos como ele tem a perfeita noção do sentido da sua Morte, da missão dos Apóstolos e do mundo no qual terão que vivê-la.

Perguntas para reflexão:

1ª) De que forma a vitória de Cristo se torna a nossa vitória?

2ª) De que forma a vitória de Cristo se manifesta na vida da Igreja?

3ª) Qual é a realidade perversa do mundo?

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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