Temas Bíblicos – Mai2017

 

(9) Chave de leitura da Bíblia – 1Pd 1,3-9                                                                                                    

 

               O primeiro capítulo da Primeira Carta de Pedro é uma amostra perfeita de quanto, de graça e verdade, nos é dado alcançar quando aplicamos a nossa linguagem lógico-dedutiva à linguagem figurativa.

 

               Quando lemos 1Pd 1,3-9, vemos que estamos diante da abertura de um cântico que evoca Ef 1,3-14. Instruídos por aquele texto, a palavra “Deus” (v.3) assume toda a sua significação, porque lembramos “Aquele que de antemão, por livre decisão de sua vontade, nos predestinou a sermos, em Jesus Cristo, seus filhos adotivos” (Ef 1,5). É o Deus-Bondade, que sempre age no amor, aquele que, “em sua grande misericórdia”, nos gerou de novo: verdade que nos é extensamente descrita por Jo 3 e comentada por 1Jo 4. Por aquilo que Deus realizou em favor dos homens podemos compreender a riqueza da vida que pode ser promovida em nós pela purificação e a observância dos mandamentos de Cristo: uma vida pura, sem mancha, sem ocasião de tropeço, que se explicita no amor aos irmãos, para que permaneçamos em Cristo Jesus da mesma forma que ele permaneceu no Pai, observando os seus mandamentos (Jo 15,10).

               O Filho é aquele que foi constituído “Cabeça da Igreja, seu corpo”, a quem prestamos culto na Missa em cada oração que termina com as palavras: “Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho”. Dele, Paulo descreve o poder que “Deus manifestou ao ressuscitá-lo dos mortos”, tornando-o “a Plenitude daquele que se plenifica em todas as coisas” (Ef 1,23).

               Notamos uma clara evocação de Rm 6, quando Pedro lembra  toda a ação que nos regenera para uma vida nova e nos leva a uma “esperança viva”. Temos, aqui, em síntese, a teologia que Paulo desenvolve diante da perspectiva daquilo que devemos apresentar “por ocasião da Revelação de Jesus Cristo” (v.7).

               Tudo aquilo que João desenvolve no discurso da Última Ceia, acerca da fé, da perseverança no testemunho diante do mundo e do compromisso moral da nossa santificação, aqui é sintetizado num só parágrafo (v.6). Sabemos, contudo, que a nossa fé é a condição de termos a vida que Deus quer comunicar aos homens, que Paulo chama de justificação. Ela deve se desenvolver “porque o justo viverá pela fé” (Rm 1,17). A forma enigmática de Paulo encontra agora, em Pedro a sua explicitação, que pode ser completada com aquilo que Pedro diz na sua segunda carta: “devemos juntar à fé a virtude” (2Pd 1,5). A vida de caridade, que é a vida que despontou porque justificados pela fé, em virtude do anúncio da Boa Nova por parte dos que Cristo Jesus enviou, se desenvolve, como nos lembra Rm 5,1-5, através da perseverança nas tribulações. Ela nos alcança a constância, virtude comprovada, que faz desabrochar nos nossos corações uma esperança que nunca esmorecerá.

               Pedro, a essa altura, nos remete a tudo o que Jesus ensinou no seu discurso ao longo da Última Ceia, quando falou da missão da Igreja. Os seus discípulos sofrerão tribulações, mas será por pouco tempo. Suportadas com paciência, em união com Cristo na sua Paixão, levarão à sua plenitude a alegria de quem colocou a sua fé em Cristo (v.6).

               Descobrimos, enfim, pelas palavras de Pedro (v.8-9), que quase literariamente nos cita as palavras de Jesus dirigidas a Tomé e aos outros Apóstolos que chegaram a exclamar: “Meu Senhor e meu Deus”, diante do Senhor ressuscitado que lhes apareceu com as suas chagas gloriosas, que estamos incluídos entre aqueles que Jesus considera felizes. De fato, nós somos aqueles que agradaram a Deus por ter acreditado sem ter visto. A nossa fé despontou sem os percalços da fé dos Apóstolos. Seremos bem-aventurados caso vivamos o que os Apóstolos nos pregaram, segundo a exortação de Paulo: “Justificados pela fé, tenhamos paz com Deus” (Rm 5,1), “solícitos em guardar a unidade do Espírito, pelo vínculo da Paz” (Ef 4,3).

Pe. Fernando Capra

btn_cepar_468x150  Cepar
  • Alfabetização, cidadania, comunicação, saúde, coral, ações sociais e eventos, você encontra aqui!
Saiba mais

Apostolado da Oração, Congregação Mariana, Grupos de Oração, Liga Católica, Movimento Mãe Rainha e Pastoral Vocacional...

Saiba mais

Você, jovem ou adolescente, que quer se aproximar mais de Deus, confira as opções de grupos jovens que nossa paróquia oferece.

Saiba mais

Aqui você encontrará informações sobre CF, Fé e Dons, Círculos Bíblicos, Cursos da Palavra, Escola de Evangelização Santo André e Mater Eclesiae e Luz e Vida.

Saiba mais

Informações sobre Batismo, Crisma ou Confirmação, Eucaristia, Confissão ou Penitência, Extrema Unção, Ordem e Matrimônio ministrados em nossa paróquia.

Saiba mais

localVeja o mapar de como chegar a Paróquia e Santuário Nossa Senhora de Loreto:

Ladeira da Freguesia, 375 -Freguesia - Jacarepaguá – RJ

CEP 22760-090

Saiba mais  

Entre em contato conosco através dos emails da Administração, Ação Social Loreto, Pe. Barnabitas, Igreja N. Senhora de Loreto, Jornal O Mensageiro, Secretaria, Pascom e Pastoral da Juventude.

Saiba mais

Confira o horário de atendimento de nossa secretaria, missas, confissões, eucaristia e batismo.

Saiba mais
CAPELAS

capelaNeste espaço, você encontrará os endereços das Capelas assistidas pela nossa paróquia e seus respectivos horários das Missas:

    • » NOSSA SENHORA DA PENNA
    • » NOSSA SENHORA DO AMPARO
    • » NOSSA SENHORA DE BELÉM
    • » SÃO JOSÉ (CARMELO)
    • » SANTO ANTONIO
Saiba mais
HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

Saiba mais
HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

Saiba mais
CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

Saiba mais
HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

Saiba mais