Temas Bíblicos – Junho 2019

 

Marcos (15) Mc 12                                                                                                                               

 

               Mc 12 apresenta elementos que detalham a animosidade das autoridades religiosas judaicas, que começou a ser lembrada pelo evangelista desde o início de Mc 2. Diante da aberta declaração que Jesus faz da sua divindade, comprovada pelo sinal da cura do paralítico, os fariseus, como o prova a reação negativa que mostraram quando Jesus, em dia de sábado, para provar que era o Senhor do sábado, curou o homem da mão ressequida, endurecem o seu coração (Mc 3,5). Foi o momento em que “os fariseus com os herodianos imediatamente conspiraram contra ele sobre como o destruiriam” (v.6). O ódio já tinha provocado a calúnia. De fato, os escribas tinham chegado a acusar Jesus de expulsar os demônios “pelo príncipe dos demônios” (3,22). O evangelista anota, agora, que as autoridades religiosas já querem prender Jesus porque são por ele acusadas de quererem matá-lo. Movidos por esse intuito tentam comprometer Jesus com questões capciosas, quais a do imposto a ser pago a César e a da ressurreição dos mortos.

               Em contraste, não obstante a atitude desleal dos seus adversários, Jesus continua a oferecer uma doutrina rica em verdade, para todos aqueles que mostram ser pessoas de boa vontade. Lembra qual é o primeiro mandamento da Lei ao escriba que o interroga e que até elogia pela sua sinceridade dizendo: “Tu não estás longe do Reino de Deus” (12,34). Em relação à pobre viúva que ofertou no templo duas moedinhas, esclarece, mais uma vez, que o que agrada a Deus é a sinceridade do coração.

               Os escribas, não obstante o seu saber, são pessoas detestáveis porque agem com hipocrisia, “devorando as casas das viúvas e simulando fazer longas preces” (v.40). Jesus os desafia questionando-os sobre o sentido profético da abertura do Sl 110: “O Senhor disse ao meu Senhor…”. É a sua resposta a todas as tentativas frustradas dos escribas e fariseus hipócritas que queriam encontrar motivos para desacreditá-lo diante do povo. Ele é o Senhor, exatamente como vinha proclamando desde quando sugeriu aos escribas que deixassem em paz os seus discípulos que não faziam nenhum mal ao debulhar espigas ao longo do caminho, enquanto saciavam a sua fome.

               É fundamental, enquanto advertimos a condição divina de Jesus, valorizar o seu ensinamento. Ele não reduz a Lei a meros preceitos humanos; a interpreta segundo o seu espírito. Aquele que, portanto,guarda os seus mandamentos encontra na verdade a condição da sua realização. A sabedoria de Jesus se apresenta através da santidade da sua vida, a visão clara que ele tem do plano de Deus que ele atua aceitando até a imolação de cruz, os pronunciamentos proféticos que como uma espada separam a sua pessoa da condição decadente das autoridades religiosas, que se tornaram guias cegos. Em virtude do Espírito Santo, que está com ele, anuncia até “as coisas futuras”; fato que se repetirá com os Apóstolos, após tê-lo merecido para eles com a sua imolação de cruz: “Que fará o dono da vinha? Virá e destruirá os vinhateiros e dará a vinha a outros” (12,8).

Ao tomar conhecimento da tentativa dos saduceus de comprometer Jesus com a ridícula problemática de quem seria o marido da mulher, na outra vida se ela teve sete maridos, descobrimos que a realidade que Deus oferece ao homem é infinitamente superior à visão que podemos ter. Jesus tem a visão de quem participa da sabedoria do Pai e do Espírito. Enquanto nós nos apegamos aos termos de uma lei ditada por Deus e os analisamos segundo as nossas categorias, Jesus discute o mesmo problema à luz da visão que Deus tem. Se o homem é destinado à vida em Deus, é evidente que a condição do homem para dela participar não está vinculada às condições próprias de uma vida terrena: “Quando ressuscitarem dos mortos, nem eles se casam, nem elas se dão em casamento, mas serão como anjos nos céus (12,25).

 

Pe. Fernando Capra

 

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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