Temas Bíblicos – Jul2018

 

O Evangelho de São Marcos – Marcos (4) Mc 3                                                                         

               Depois da solene e exaustiva apresentação de Jesus na sua condição de messias e na sua condição divina, precedida pela imponente apresentação inicial que no-lo descreve na condição de “Senhor que vem” para nos visitar e nos trazer os benefícios da sua realeza, precedido por João Batista, “a voz que grita no deserto”, que proclamou ser Jesus o “Filho, o amado, em quem o Pai se compraz”, a Descendência que, em virtude do Espírito que está com ele, vence o Maligno e restabelece a paz; que nos anunciou de Jesus, o querigma e que manifestou que a sua obra teria a sua continuidade através da ação dos Apóstolos que constituía “pescadores de homens”, Marcos volta a lembrar de quanto às multidões viviam agitadas atrás da cura dos seus males, preocupadas somente em querer tocar a todo custo no manto de Jesus. Volta, também, a lembrar que o exorcismo era o sinal que especificamente caracterizava a atividade messiânica de Jesus (Mc 3,7-12). Exorcismos e curas eram sinais da sua condição messiânica, embora os exorcismos apontassem, também, para a sua condição divina, como, de fato, o demonstra a argumentação do próprio Jesus quando responde à insinuação dos fariseus de que ele expulsa os demônios pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demônios (vv. 22-27). Em Mc 3, vemos, também, como Jesus completa o número dos Apóstolos que darão continuidade à sua obra. Deles, aqui, temos a lista completa (3,16-19). É importante notar a sua específica missão: “Constituiu doze, para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova, com o poder de expulsar os demônios” (vv. 14-15).

               Entre as rápidas anotações em que se constitui Mc 3, aquela que goza de uma maior extensão é aquela da argumentação de Jesus com os fariseus. Ela é importante porque Jesus, por ela, nos faz uma revelação de extremo valor, qual é aquela que encontramos formulada de modo explícito nos textos paralelos de Mateus e Lucas: “Se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, é porque o Reino de Deus já chegou até vós” (Mt 12,28; Lc 11,20). Estamos diante do começo da explicação daquilo que Jesus anunciou nos seu programa messiânico: “Completou-se o tempo, o Reino de Deus está perto” (Mc 1,15). É Jesus que estabelece a nossa condição de realeza enquanto, na condição de “Descendência da Mulher”, esmaga a cabeça da antiga Serpente (cf. Gn 3,15).

               É importante notar que, com a recusa em aceitar as argumentações acerca da correta interpretação do repouso sabático, quais apresentadas na abertura de Mc 3, dá-se a ruptura total da possibilidade de um entendimento de Jesus com as autoridades religiosas judaicas que decidem levá-lo à morte. A recusa dos fariseus em se dobrarem diante da evidência da forma correta de agir em dia de sábado, depois de tantas argumentações apresentadas, nos relata Marcos, deixou Jesus profundamente entristecido. A maneira segundo a qual se apresenta o agravamento dos sentimentos hostis naqueles que já se tornaram adversários de Jesus, vai nos traçando o caminho segundo o qual evoluiu a determinação dos fariseus de matar Jesus.

Não podemos deixar, enfim, de levar em consideração o último quadro de Mc 3. Trata-se de um quadro catequético que determina quem é verdadeiramente discípulo de Jesus. Utilizam-se as figuras da mãe e dos irmãos que, não obstante a sua condição de íntima relação com Jesus, devido à consanguinidade, de fato, não são importantes. Estão em íntima relação com ele os que escutam a Palavra e a põem em prática. Primeira condição, portanto, não é o parentesco, mas a adesão de fé àquele que revela ser, pelos seus gestos, o Cristo, Filho de Deus.

 

Padre Fernando Capra

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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