Temas Bíblicos – Jan 2019

 

Marcos (10) Mc 7,24-8,21          

                                 

            Esta perícope pode ser dividida em três partes:

 

  • 7,24-8,9: apresenta a condição universal da salvação trazida por Jesus;
  • 8,10-21: volta a caracterizar a incompreensão contra a qual Jesus deve lutar;
  • 8,22-26: é mais um quadro que tenta sintetizar, catequeticamente, qual é a nossa condição diante de Jesus que pode nos curar.

 

                Na primeira parte, vemos que Jesus, que se afastou do território de Israel, para fugir das hostilidades e incompreensões do seu povo, acolhe o pedido de uma mãe pagã que suplica pela cura de sua filha, possuída por um espírito impuro. Começa a realizar-se o que lemos em Mt 8,11, quando se apresenta um centurião romano pedindo a cura de um dos seus servos. Jesus, então declara: “Muitos virão do oriente e do ocidente…”. Vemos, também, que Jesus cura um surdo-mudo, agindo de tal forma que fica evidente a sua vontade de curar, também, pessoas não judias. Em terceiro lugar, vemos que Jesus realiza uma segunda multiplicação de pães. Torna-se evidente que, como o foi no caso da primeira multiplicação, estamos diante de uma narrativa catequética motivada pela necessidade de ilustrar a Eucaristia que Jesus instituiu na Última Ceia, que, após a sua Ascensão ao céu, se realizava nas casas, onde se reuniam os fiéis, juntamente com os Apóstolos, para meditar a Palavra e celebrar a Fração do Pão. A segunda narrativa da multiplicação dos pães visa sublinhar a importância da Eucaristia para os pagãos convertidos. Podemos notá-lo pela simbologia numérica adotada na narrativa. Fala-se de sete cestos que sobraram em relação a quatro mil homens, enquanto na primeira multiplicação realizada em ambiente judaico, os números são sete e cinco mil. Em ambos os casos, deve ser dada a maior importância à instituição da Eucaristia, para que os nossos corações não fiquem endurecidos e deixemos de ser o bom terreno que produz frutos abundantes; ensinamento contido na explicação da parábola do semeador (4,13-20).

 Na segunda parte, é evidenciada a culpa dos fariseus e de Herodes, por causa da sua obstinada recusa à conversão: Herodes, por ter respondido à admoestação de João Batista ordenando que fosse preso e, mais tarde, decapitado; os fariseus por ter se negado em reconhecer em Jesus o “Filho do Homem, Senhor do Sábado” (2,28). Notamos que Jesus deve, mais uma vez, enfrentar a inimizade dos fariseus que querem, mais uma vez, “pô-lo à prova” (8,11). É por isso que se nega a realizar um sinal.

                Na terceira parte, à semelhança do quadro do leproso (1,40-45), temos um ensinamento cheio de simbolismos que querem lembrar o castigo que Deus infligiu a Israel, por causa dos seus pecados, e que acabou atingindo todos os povos da terra. O homem pode voltar a “ver claramente” porque o “Deus de Israel a seu povo visitou e libertou”.·.

                A síntese de Marcos nos permite definir os elementos da sua extensa apresentação da Pessoa divina de Jesus e do ambiente em que ele teve quer viver a sua missão messiânica. O Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, manifestado com poder, em Espírito de santidade, pela sua ressurreição dos mortos, é o “Poderoso Salvador” que nos visitou para estabelecer o Reino, vencendo o Mal. A sua Igreja não deve temer porque a ela Jesus provou ser o Senhor da criação, silenciando o vento e amainando as ondas do mar. Nutram-se os seus discípulos com a sua Palavra que não penetrou na alma dos escribas e fariseus por terem eles tornado a Lei de Deus meros preceitos humanos que praticam de forma ostensiva para serem vistos pelos homens.

 

Padre Fernando Capra

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quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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