Temas Bíblicos – Carta aos Hebreus (5) A importância da Escatologia

Para poder entender o peso da argumentação do Autor da Carta aos Hebreus que visa animar os fiéis das comunidades às quais se dirige para que continuem a viver no ardor inicial, devemos notar, primeiramente, a importância que ele, juntamente com os que fielmente nos transmitiram a salvação anunciada por Jesus, o Senhor da Igreja, deu ao Tempo do Fim, isto é, à escatologia. Não haverá outra condição de salvação melhor e maior daquela que Deus nos ofereceu em Cristo Jesus. Dessa forma, devido à maneira insuperável que nos foi oferecida, temos que advertir que temos uma responsabilidade ainda maior em relação àqueles que receberam a Lei, transmitida por anjos (12,18-21.25). Se eles foram punidos por causa das suas transgressões, quanto maior será a nossa punição em relação à Palavra que Deus nos dirigiu em Jesus Cristo, se desanimamos. De Jesus, devemos considerar os atributos, primeiro dos quais, no nosso caso em que estamos lutando para a nossa salvação eterna, o autor lembra o de “herdeiro”. Isto significa que, antes, não havia condição de herdar o reino dos céus, enquanto, agora, recebemos o anúncio da salvação daquele que é “princípio e realizador da fé” (12,2). Jesus inaugurou esse tempo a partir do momento em que anunciou: “Completou-se o tempo, o Reino dos céus está próximo de se revelar. A conversão é uma questão de vida ou de morte. Deem a sua adesão de fé à Boa Nova que vos prego” (Mc 1,14). Comentou-o com o seu discurso escatológico. Proclamou-o realizado com a sua Ressurreição, somente faltando, agora, a sua manifestação gloriosa que todos aqueles que dele querem participar devem esperar vigilantes. São Paulo reafirma o discurso de Jesus a partir da sua primeira Carta aos Tessalonicenses. Nessa linha estão as Cartas de Pedro e o Apocalipse. Dele nos separa um tempo breve. Ao longo da sua duração, devemos ser perseverantes no testemunho para não perdermos a “coroa da vida” (Ap 2,10). O Reino que já foi conquistado e do qual participam os santos, ainda não se tornou manifesto porque é preciso que se complete o número dos mártires. Essa explicação está em Ap 6, uma interpretação da condição histórica da Igreja. De fato, o Reino dos céus já está presente. Os santos reinam com Cristo, enquanto os maus são impedidos de entrar no céu. Tornaram-se presa do “fogo devorador de Deus” (Hb 12,29).

Nós que estamos vivendo os últimos tempos e que, por isso, estamos em condição de ver de que forma se realizam as promessas, porque, por Jesus, nos tornamos herdeiros do Reino inabalável, da nossa salvação, sendo que somos chamados a ser coerdeiros com ele, se sofrermos com ele para sermos glorificados com ele, temos a obrigação de prestar ouvido Àquele que nos fala pelo Filho. Deus nos fala por Aquele que é o Criador, a Sabedoria, o Resplendor da sua glória e a Expressão da sua substância; que é o nosso Redentor, e que é o nosso Sumo-sacerdote no Santuário do céu.

A exortação do autor da carta visa, portanto, em primeiro lugar, nos alertar sobre “Deus que nos fala”, sobretudo porque, agora, trata-se não de um profeta e sim, do filho-herdeiro, que nós, Igreja, reconhecemos: “Palavra criadora, Resplendor da Glória de Deus, Imagem, Providência”. Recebeu o reconhecimento de Deus, por Ele ter realizado a nossa redenção. No céu, é o nosso eminente Sumo-sacerdote, que Deus constituiu acima da sua casa. Ele é capaz de interceder por nós, tendo sofrido a provação, por primeiro.

Nossa vocação é a de reinarmos no mundo futuro porque Jesus, “em favor de todos os homens”, foi levado à perfeição pelo sofrimento e agora “está coroado de honra e de glória”. Embora de condição divina, se tornou um de nós ao assumir a natureza humana de forma que, ao celebrarmos a sua glorificação já celebramos a nossa também. Pela sua morte nos libertou do Maligno. Coroado de honra e de glória, aquele que sofreu para entrar na glória e nos santificar, o Autor da nossa salvação, entrou agora no Santuário do céu “para expiar os pecados do povo”, na condição de Sumo-sacerdote, capaz de socorrer os que são tentados (2,5-18).

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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