Temas Bíblicos – ago2017

 

Chave de leitura da Bíblia – Os Evangelistas    

        

                Quando lemos o evangelho de Lucas notamos que se trata de uma obra literária, fruto de um laborioso empreendimento que visou compor uma história, explorando acontecimentos transmitidos por testemunhas oculares, que “se tornaram ministros da Palavra” (Lc 1,2). Mateus e Marcos, certamente, estão entre as fontes de Lucas. Nestes, notamos que os textos refletem o estilo da linguagem sapiencial cuja característica é aquela de apresentar uma doutrina através de um enredo histórico livremente elaborado, e a utilização de recursos literários quais a genealogia, o midrash, a simbologia numérica, o provérbio, a linguagem figurativa, etc.

                Lucas não se atém à precisão da linguagem semítica. Cria sua linguagem, preocupado, sobretudo, em transmitir a doutrina da Igreja apostólica aos pagãos que se converteram. Com isto, a sua obra resulta de estilo compósito. Na condição de homem culto, sabe apreciar o valor literário dos quadros que apresenta nos seus primeiros dois capítulos do seu evangelho; respeita a originalidade literária das parábolas do Bom Samaritano, do Filho pródigo; faz sua as narrativas catequéticas dos Discípulos de Emaús e das aparições de Jesus no cenáculo. Evidenciadas estas características, notamos que, quanto à doutrina, segue a preciosa exposição de Mateus, evangelho escrito para perpetuar a pregação da Igreja apostólica que se manteve unida em Jerusalém de 30 até 51.

                Em Mateus, notamos a originalidade do estilo da linguagem da tradição sapiencial do povo judeu que, quando entendida, nos leva a uma fácil compreensão da mensagem de Jesus que os Apóstolos, na condição de testemunhas, nos transmitiram.

                Através da forma segundo a qual Lucas utilizou Mateus, podemos notar a liberalidade segundo a qual ele construiu o enredo histórico da sua narrativa. Podemos notar, também, como Mateus, de fato, juntou num só discurso o que Lucas prova ser uma coletânea de sentenças de Jesus, pronunciadas em momentos diferentes. Dessa forma podemos definir o intuito de cada evangelista, que é aquele de apresentar o ensinamento do Senhor ressuscitado, através da recordação dos seus ditos, pronunciados quando ainda estava conosco. Isto fica claro quando lembramos o testemunho de Papias (60-120), bispo de Hierápolis, que lembra como Marcos registrou a pregação de Pedro em Roma, da forma segundo a qual este a realizou. Concluímos, dessa maneira, que houve uma pregação inicial em Jerusalém que Mateus sistematizou no seu evangelho. Seu reflexo despretensioso é o evangelho de Marcos, síntese da pregação de Pedro, em Roma. Lucas elaborou um escrito dirigido aos gregos que manteve o esquema de Mateus, tendo sido acrescentados textos de outros escritos quais os do Evangelho da infância e as narrativas das aparições de Jesus aos discípulos de Emaús e aos Apóstolos no cenáculo.

                O evangelho de João é uma elaboração teológica do fim do primeiro século, que apresenta o Senhor da Igreja numa linguagem fiel à tradição da reflexão sapiencial judaica. Contudo, João não está mais ligado ao esquema expositivo da Igreja jerosolimitana. Dele assume, todavia, o tema central, a figura do “Filho do Homem”, dela desenvolvendo, particularmente, a condição divina, através do título que lhe atribui: o de “Eu sou”. Jesus é o Cristo, isto é, aquele que realiza em si as figuras do AT, a ponto de ser reconhecido, pela Igreja apostólica, na condição de Filho de Deus, Palavra criadora, que é Vida eterna (1Jo 1,1-2; 5,20). Por ele chegou o “Dia do Senhor”. Com ele se manifesta a Glória da Vida Trinitária. Nele alcançamos, na condição de filhos adotivos, a visão da Glória eterna, através da purificação dos pecados.

 

Pe. Fernando de Capra

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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