Temas bíblicos – 1Jo (4) Exôrdio (1,1-4)

Para quem começa a ler pela primeira vez essa carta, o seu exórdio parece ser uma aglomeração tumultuada de pensamentos. De fato, João escreve esse trecho num único respiro, pastoralmente preocupado, em relação aos fiéis, para que vivam a sua fé segundo todas as suas exigências, para alcançarem a vida eterna.
Para isso, o Apóstolo deseja que os fiéis guardem a comunhão de fé com ele e com os outros Apóstolos, para que continuem a viver em comunhão de vida com o Pai e seu Filho, Jesus Cristo. É dessa forma que levarão à plena alegria aqueles que tanto trabalharam para lhes transmitir à fé que professam. Não serão, então, achados longe de Cristo, quando da sua vinda.
O que justifica a pretensão de João é a certeza dele ter sido chamado, juntamente com os outros Apóstolos, para dar testemunho de tudo o que viram, ouviram, contemplaram e, até, apalparam da Palavra da Vida, “Aquele que era desde o princípio” (2,13), a Vida que se manifestou, Vida eterna, porque é o Filho que, no seio do Pai, voltado para o Pai, dele tudo nos revelou (Jo 1,18).
Nesse trecho, além de termos a exortação do Apóstolo à fidelidade ao ensinamento dos Apóstolos, temos o fundamento da mesma, um fundamento que será ainda mais ilustrado quando João exortar os fiéis a não compactuarem com os anticristos, exatamente porque eles negam ser Jesus o Cristo. Renegando aquilo a que a unção do Espírito os levou, indo além daquilo que os Apóstolos semearam, anunciaram uma doutrina inaceitável, corrompidos pelo espírito do mundo. Dessa forma abandonaram a verdade, voltando a andar nas trevas, dominados pelo espírito da mentira.
O ímpeto do seu espírito, nesse exórdio, leva João a uma definição fantástica de Jesus: Ele é a Palavra da Vida, a Vida, Vida eterna. A divindade de Jesus é, dessa forma, sumariamente traçada, enquanto toda a sua grandeza é explicitada. Jesus é o Filho que vive voltado para o Pai e que, ao manifestar-se, dele tudo nos revela.
A ênfase que João põe nas suas palavras nos revela quanto ele está compenetrado com o Mistério da divindade de Jesus Cristo. É essa ênfase que nos transmite a segurança do seu testemunho e nos previne para não darmos a nossa adesão aos anticristos, que negam ser Jesus o Cristo. O que dá ainda mais firmeza ao seu ensinamento é a convicção da sua função, juntamente com os outros Apóstolos, de serem testemunhas qualificadas, escolhidas por Deus.
Fundamentado nessas convicções e compenetrado com a preciosidade da Vida que recebemos pela fé em Jesus, é insistente em nos exortar a viver, em tudo, a nossa comunhão de fé com ele e com os outros Apóstolos e em nos lembrar: “Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus nos ouve” (4,6). Esse é o sentido das palavras continuamente repetidas ao longo da carta: “Eu vos escrevo…” e do seu pedido aos fiéis, que levem à plenitude a sua alegria. A adesão à sua pregação ou o afastamento dela são condição de estarmos na verdade ou no erro.
A carta é motivada, portanto, pela preocupação pastoral de João diante dos problemas das comunidades cristãs quais o abandono da prática da purificação dos pecados, da observância dos mandamentos que Cristo nos deixou, sobretudo, do mandamento do amor ao próximo e o perigo das seitas que negam a divindade de Cristo.
Consciente da sua função, João exorta os cristãos, lembrando-lhes a necessidade de estar em comunhão de fé com os Apóstolos, para que estejam em comunhão de vida com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo.
De fato, os Apóstolos foram chamados para o testemunho, uma vez que, desde o princípio estiveram com Jesus Cristo. Ouviram-no, viram-no com seus olhos, contemplaram-no e o tocaram com suas próprias mãos. Chegaram a conhecê-lo como a Palavra de vida, Aquele que é desde o princípio (2,13), a Vida, e o anunciaram como Vida eterna, o Unigênito Deus que, no seio do Pai, vive voltado para o Pai e que, tendo-se manifestado, tudo nos revela.
Perguntas para reflexão:
1ª) Por que João escreve a carta?
2ª) Quais são os fundamentos que embasam a sua autoridade?
3ª) Com que palavras João define Jesus?

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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