Temas Bíblicos – Maio 2019

 

Marcos (14) Mc 11

                                                                                        

               O capítulo 10 de Marcos termina com a figura do cego que curado por Jesus decide acompanhá-lo no seu caminho.  Bartimeu é a figura do discípulo que recebe a graça de poder ser verdadeiramente discípulo de Jesus enquanto consegue reconhecê-lo como Messias, Filho de Davi, e entender os seus ensinamentos, desligado da maneira terrena de interpretar os fatos. De fato, a interpretação que a sua geração dava de Jesus, era a causa que tinha reduzido Israel a uma figueira estéril, frondosa em seus ramos, mas sem frutos. A gravidade desta carente condição moral de Israel foi ostensivamente denunciada por Jesus através do seu gesto profético, qual foi aquele de expulsar cambistas e vendedores de pombas, além de impedir que alguém atravessasse o templo carregando as suas mercadorias. O sentido do seu gesto está na citação bíblica que ele pronuncia: “Minha casa será chamada casa de oração, vós, porém fizestes dela um covil de ladrões” (v.17). Quando, ao longo do caminho, os apóstolos lhe indicam a figueira que realmente ressecou, por causa da sua maldição, Jesus, então, explica qual deve ser a conduta dos seus discípulos: deve consistir numa vida de fé que tudo alcança em virtude da sua perfeição, porque animada pela mesma caridade com que Deus lida com os homens, fazendo surgir o sol e cair à chuva indistintamente sobre os bons e sobre os maus. Portanto o seu discípulo terá que ser, sempre, misericordioso, mostrando essa sua condição magnânima pelo perdão das ofensas.

               Diante do gesto profético de Jesus realizado no templo, as autoridades religiosas e mais particularmente os chefes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos do templo reagem indignados. Abordam Jesus para saber com que autoridade ele age e para que diga quem lhe concedeu esta autoridade para agir assim. Jesus responde propondo, por sua vez, uma questão, para saber deles de onde vinha o batismo de João? Jesus já sabia que a sua explicação sobre aquilo que tinha feito teria sido em vão, porque o, por si mesmo, revelava que ele estava agindo segundo a vontade de Deus. Os fariseus e os herodianos já tinham recebido a devida explicação acerca do seu modo de agir quando os questionou se era ou não lícito fazer o bem em dia de sábado. Tinha ficado claro que ele agia na condição de Filho do Homem, Senhor do sábado. Também, o silêncio dos seus interlocutores teria provocado nele, mais uma vez, a ira profética e a profunda tristeza de quem via diante de si homens de coração endurecido (Mc 3,1-6).

               Dessa forma, vemos como Marcos 11 volta a apresentar o pano de fundo da atividade de Jesus. Não obstante todos os sinais da sua condição messiânica que fundamentavam o seu ensinamento acerca da sua condição divina, Israel permanecia na sua cegueira. As autoridades religiosas, na sua hipocrisia, se mostravam escandalizadas, aduzindo, como pretexto, serem violações da Lei as curas que Jesus realizava. O gesto profético da purificação do templo acabava de instigar neles o ódio. Some-sacerdotes, anciãos do templo, herodianos, escribas e fariseus, ao se solidarizarem, estavam se tornando uma nuvem tempestuosa que haveria de devastar todo o empreendimento do plano de Deus. De fato, a morte de Cristo resultaria como verdadeiro sucesso desta aliança diabólica. O sucesso, contudo, acabou demonstrando que prevaleceu a sabedoria divina que desde sempre idealizou a realização do seu plano através daquilo que a perfídia humana poderia praticar, para que resplandecesse em todo o seu fulgor a glória daquele que é a Bondade que, fiel ao seu amor, só pode agir, em relação ao homem, na sua misericórdia.

Pe. Fernando de Capra

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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