- Convite a Responsabilidade
Queridos irmãos leitores, como sempre comentamos, o tempo voa e quando menos se espera, surgem eventos que supúnhamos ainda distantes, os quais nos surpreendem. Parece que foi ontem, votamos para Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Em outubro próximo vindouro, voltaremos as urnas cumprindo o que determina a lei. É público e notório que nossa Igreja não pode emitir opiniões e/ou sugestões citando nomes de candidatos. Portanto trago para vocês, transcrito da Revista Cidade Nova, nº 532, um importante artigo que servirá como reflexão para todos nós.
AS ELEIÇÕES DESTE ANO se realizarão sob a marca da Lei da Ficha Limpa, grande conquista para a moralização da política.
Uma conquista que se insere no caminho de amadurecimento da sociedade civil brasileira que está mais consciente de seu papel na mudança política do país. Essa conscientização poderá fazer a diferença nas eleições deste ano, segundo o pesquisador Alexandre Aragão, da Universidade Federal do Ceará.
Mas nem tudo está feito. A democracia é um processo em construção e muitos passos ainda devem ser dados, sobretudo, no que diz respeito ao relacionamento entre os cidadãos e os candidatos, entre os eleitores e os eleitos. É preciso ainda superar a mentalidade de que o voto é uma delegação incondicional dada aos políticos para que eles decidam em nome de toda a comunidade.
Entre candidatos e eleitores deve ser estabelecido um "pacto de cidadania" que deve continuar, depois, entre eleitos e cidadãos.
Trata-se de um pacto que exige, da parte do cidadão, o compromisso de acompanhar - apoiando, sugerindo e criticando - o trabalho de seu representante político e, da parte deste, a decisão de exercer o mandato como um serviço ao bem comum.
É claro que um pacto desse tipo se apoia na consonância de visões e de projetos de cidadãos e candidatos. Nesse sentido, é fundamental conhecermos bem o que pensam os candidatos sobre as principais questões que preocupam toda a sociedade. É preciso prestar bem atenção ao discurso dos principais candidatos à presidência da República, para que conhecer suas ideias sobre temas como desenvolvimento, políticas sociais, papel do Estado, política ambiental, respeito à vida, entre outros.
Naturalmente, estamos conscientes de que os discursos de campanha não são suficientes para revelar o que os candidatos realmente pensam. É preciso ler o que está escrito nas entrelinhas desses discursos. Isso só é possível quando assumimos a árdua tarefa de conhecer bem a história, a visão e os interesses dos grupos aos quais cada candidato está ligado, sem nos deixarmos iludir pela aparente homogeneidade ideológica dos diversos partidos políticos.
As eleições estão se aproximando. Devemos ir ao encontro delas com a consciência de que, para além dos candidatos, estamos elegendo um projeto para o nosso futuro. É uma questão de responsabilidade com o nosso país.
José António Faro (Da Revista Cidade Nova nº532)
jantoniofaro@cidadenova.org.br
Louvores e Glórias a Deus Zamoura (Da Diva)
- Casal Bodas de Ouro
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