: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som|  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Ore Conosco
Galeria de Fotos
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

 
S.O.S. Brasil: Justiça, Solidariedade e Mística |SETEMBRO

“Temos um grande desafio: globalizar a solidariedade e a luta pela justiça, de mãos dadas”

Alguns dados estatísticos e a nossa convivência no dia-a-dia nos indicam que das mais profundas entranhas do nosso povo ecoa um ensurdecedor grito por justiça, solidariedade e uma espiritualidade (mística) libertadora. l % das pessoas mais ricas do Brasil possui renda equivalente a 13.8% da população, enquanto os 50% mais pobres possuem somente 13.5% da renda. 2,8%. dos latifúndios possuem 57.6% das terras, enquanto 62,2% dos minifúndios possuem apenas 7,9%, das terras. A Petrobras tira petróleo do mar de uma profundidade de 2.300 metros, enquanto por falta de vontade política ''não existe" tecnologia para tirar água a 50 ou 80 metros do subsolo para matar a sede do povo do semi-árido brasileiro, que está morrendo de sede. No mundo, a cada ano, duzentos milhões de crianças morrem, por conseqüência da falta d'água. No Brasil. existe isenção fiscal para revistas eróticas, mas falta livros didáticos nas escolas estaduais e municipais. A ONU já disse que em 2.025, se continuar o atual ritmo de devastação ambiental, 40% da população do mundo vai ficar sem água. Se continuar a atual idolatria do mercado, em 2.020, apenas 2% dos trabalhadores encontrarão trabalho e produzirão o necessário para toda a população (que ainda estiver sobrevivendo).

Diante dessa dramática realidade, temos um grande desafio: globalizar a solidariedade e a luta pela justiça, de mãos dadas (cf. SI 85,11). "É hora de articular bem a luta por justiça, com solidariedade e mística libertadora. Pois a luta por justiça sem solidariedade e sem mística pode recair em "mera ação política": transforma algumas estruturas, mas não recria as pessoas.
Solidariedade sem justiça e sem mística pode recair em "mero assistencialismo ou paternalismo", o que gera dependência e não liberta as pessoas. Mística sem justiça e sem solidariedade pode recair em "mero pietismo alienante".

O "episódio-parábola" do bom samaritano (cf. Lc 10,25-37) pode ser um paradigma excelente para nos ajudar a articular, de maneira crítica e criativa, o tripé luta pela justiça, solidariedade e mística libertadora. O samaritano era um estrangeiro, herege segundo os judeus e discriminado por eles, tachado de pagão, um "impuro". um "bárbaro"; enfim, um excluído que entrou para a História como o pai dos voluntários autênticos. Ele denuncia uma estrutura assaltante do povo sendo solidário de modo gratuito e libertador.

Em Lc 10,33-35, com uma riqueza de detalhes, o samaritano percorre os passos interligados e interdependentes da compaixão que deságua na misericórdia:

1°) Ao passar, em viagem, pelo caminho no qual havia um homem que fora despojado e espancado, ele se aproxima da realidade do caído e semimorto. Não passa adiante. Não levanta teorias que justificam a exclusão e aliviam a consciência. Interrompe seus planos e deixa-se guiar pelo inesperado, pelo inédito, pelo que acontece.

2°) Vê o excluído semimorto. Entrega seu olhar ao outro que sofre. Olha com benevolência e ternura. Deixa que a dor do outro entre através dos seus olhos. Certamente foi um olhar penetrante. Passa a ver o mundo a partir da dor do outro. Deixa-se guiar pela visão que vê o outro sofrendo.

3°) Move-se de compaixão frente à dor do excluído. A dor do outro entra pelos olhos e invade todo o corpo. Penetra nas entranhas, no coração, revolvendo-os. Revira o corpo por dentro. Quem está comovido se entrega ao outro, não o agride. Sentir compaixão é associar-se à dor do outro, partilhando-a. Dor partilhada é dor diminuída. A dor sentida pelo excluído foi suavizada pelo odor da companhia do samaritano.

4º) Aproxima ainda mais da pessoa sofrida, se entrega gradativamente ao outro.

5º) Cuida (fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas) do outro. A compaixão esquenta o corpo e particularmente o coração e aciona as mãos para a prática da misericórdia. A solidariedade efetiva conclui o processo da misericórdia.

6°) Faz-se solidário no imediato e no mediato ("E colocando-o sobre o seu próprio animal, o levou a uma pensão, onde cuidou dele"). Dá os primeiros socorros, mas depois encaminha o semimorto para o restabelecimento completo da vida. O samaritano não se contenta com o mínimo de assistência a alguém em perigo, mas dá seu tempo, seu dinheiro e o seu ser, sem calcular. Para ele o dom do dinheiro não é substituto, mas o complemento da ação pessoal. Ele mostra que amar é agir com o coração, é ter coragem.

7º) Deixa o assaltado encaminhado. Foi embora, mas deixou marcas de bondade e saiu marcado positivamente para o resto da vida.

8°) O samaritano soube a hora exata de entrar na vida do outro e soube o momento oportuno para sair da vida do outro. Foi embora. Não deixou o nome e nem endereço. Agindo assim, o samaritano impossibilitou que se criasse vínculo de dependência entre ele e a pessoa semimorta. Logo, ele foi solidário de modo gratuito e libertador.

Frei Gilvander Moreira
membro da Ordem dos Carmelitas

 
 
 

VEJA NO MÊS DE SETEMBRO/2007:


- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16
 
 
Ore Conosco
cf2008

Você já é um voluntário para o JMJ 2013?
Vou abrigar os peregrinos.
Vou ser voluntário
Ainda não me decidi.

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores
JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

ABR MAI JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ
JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário