Sorrir não custa nada
Queridos irmãos, lá vamos nós rumo ao final do ano litúrgico de 2007. Claro que tudo está passando muito rapidamente. Parece que foi ontem, quando estávamos louvando e nos confraternizando na Missa de Natal de 2006... Mas.. é a vida que segue. O título deste artigo merece uma profunda reflexão, pelo fato de notarmos que alguns irmãos e irmãs, exercem seus trabalhos litúrgicos e/ou pastorais com a cara amarrada, parecendo que estão de mal com a vida ou que estão atuando contra vontade. Ora, se a ALEGRIA ESTÁ NO CORAÇÃO DE QUEM JÁ CONHECE A JESUS, por que negar sorrisos aos irmãos ? E o que é pior, no ambiente da própria Igreja?
Que me desculpem os que exercem a sublime missão de Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, mas é por demais desagradável receber a comunhão de um ministro com a cara emburrada, que fala baixinho CORPO DE CRISTO, sem nenhuma alegria e/ou motivação. Afinal, o Cristo tem e deve ser sempre anunciado com alarde, com alegria, com motivação, com respeito, com tambores e trombetas, com cânticos de paz e louvor. Entendemos que os ministros devem atuar com sorrisos, afinal SORRIR NÃO CUSTA NADA. Vejam bem, ao entrarmos numa fila, que dependendo do horário da Missa, é sempre grande, chegamos em frente ao ministro, e ele com cara de poucos amigos, só falta nos enfiar a partícula goela a dentro sem esboçar um sorriso sequer ou sem aparentar a alegria que não pode faltar naquele momento sagrado e sublime. Realmente, este ou esta que age assim, precisa pedir uma licença e voltar a freqüentar o curso de formação para MESC. Desculpem a dureza das minhas palavras, mas esta coluna chama-se FALANDO FRANCAMENTE, razão pela qual procuramos ser bem claros e francos ao abordar assuntos tão delicados. É o tal negócio, ministros da eucaristia não são santos, têm problemas, afazeres com família etc., mas vamos e venhamos, quando brigarem com o cônjuge no dia em que vão exercer este ministério, que peçam substituto, será muito mais digno do que atuarem de cara feia.
Queremos deixar bem claro, que há muitas exceções, graças a Deus. De verdade em verdade lhes digo : nossas palavras também são direcionadas aos irmãos que exercem o trabalho pastoral, porque carinho, paciência, fraternidade, respeito, atenção e muitos sorrisos não podem faltar naqueles que lidam com o povo de Deus. Como é maravilhoso se pedir uma informação e ser atendido com sorrisos e palavras carinhosas, principalmente em nome da nossa Igreja e no seu próprio recinto. Aos novos agentes pastorais, devemos dedicar muita paciência, ensinando-lhes o bê-a-bá de suas atribuições. Aos catequistas, cabe o dever de acolher, orientar e mostrar sempre um sorriso franco e repleto de bondade e carinho durante os ensinamentos.
Foi exatamente isso que eu e minha esposa recebemos da querida Ir. Lúcia Imaculada quando cursamos a Catequese de Adultos no sacrossanto ambiente da Irmandade de N.Sra de Belém. Recordo no meu tempo de criança, com apenas 7 anos, minha professora de bandolim, pegava na minha mão, e colocava meus dedos sobre as cordas, nas posições corretas no braço do instrumento em busca do melhor som. É isso que está faltando em muitos de nós: Pegar na mão, ouvir com carinho, caminhar junto e de braços dados, corrigir fraternalmente sem negar sorrisos. Deixar de lado inveja, fofocas, picuinhas, ressentimentos e indiferenças. Afinal de contas onde está o perdão? Deus disse : Amai-vos uns aos outros. Nós dizemos SORRIR NÃO CUSTA NADA, sem falsidade logicamente. Louvores e Glórias a Deus.
Zamoura (Da Diva) 15° E.C.C.
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