“- Eliseu, você acredita que esta casa é sua?”. E lá vem o Eliseu, rosto sorridente, pele negra brilhando, entrando pela grande porta recém-pintada, encaminhando-se pelo corredor verde-água cheirando a novo.
Há sete anos atrás o que mais Eliseu fazia era xingar ao ser provocado pelos meninos na rua, sentado no chão de pedra, em frente à Igreja.
Eliseu é hoje "o mascote", o primeiro acolhido de Betânia... Essa casa que, seguindo sua missão, abriga hoje cerca de 50 homens oriundos das ruas em decorrência do uso de álcool e outras drogas sabe-se lá por qual motivo lá chegaram. Muitos hoje, já recuperados, voltam às suas famílias, trabalhando e cuidando de sua auto-estima.

Após sete anos de fundação, a Casa de Betânia do Loreto, recebeu a bênção de Dom Edson de Castro Homem no dia 29 de julho e com ela, a inauguração parcial desse grande empreendimento fruto de um sonho da Irmã Maria Elci Zerma. E foi Eliseu quem recebeu das mãos de Dom Edson, o tijolinho nº 1, lembrança por ser o primeiro acolhido de Betânia.
Nestes sete anos, muitos voluntários, beneméritos, associados, profissionais pela casa passaram.
Quantos momentos significativos foram aqui vividos, quantas comemorações de aniversário, Natal, Páscoa, momentos de orações contritas, choros e lágrimas, sorrisos e alegrias... Porém agora é hora de dar graças ao Pai por tão grandioso feito como obra de caridade social.
A todos queremos dar as boas-vindas na nova casa e convidar aos novos para conhecerem a obra que deve continuar, pois muitas etapas ainda estão por vir.
Venham receber seu "tijolinho" de lembrança, pois certamente você faz parte desta construção.
Tereza do Nelson |