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Profeta é quem fala em nome de Deus | SETEMBRO

Profetismo, tema eterno. Tão vasto que se presta a diversas acepções e a confusões. Na visão prosaica, profeta é aquele que adivinha o futuro; e há um tipo de "profeta" ou adivinho que faz isso desde que o mundo é mundo. A Bíblia trata com sarcasmo a essa espécie de vidente. Por exemplo, os que procuram artificialmente o êxtase para entrar em contato com os "espíritos".

Uma outra acepção, mais correta, é a do profeta como homem justo que fala pela boca de Deus. Neste sentido, há milhões de profetas conhecidos ou desconhecidos; gente que está em sintonia com o Reino, que tanto verbera injustiças como consola os aflitos.

No contexto da Bíblia, entretanto, profeta é aquele que fala em nome de Deus porque recebeu, para isso, um carisma específico, uma missão.

O primeiro, e o maior de todos, foi Moisés, condutor de povos, que falava com Deus "face a face". Da revelação mosaica decorre tudo o que vem depois. Houve, em seguida, profetas cuja missão era, de novo, conduzir o povo em situações críticas.
Débora se destaca no livro dos Juizes; e surge a figura imensa de Samuel, que ungiu os dois primeiros reis. No reinado de Davi, aparece o profeta Natá, aquele que diz ao rei a verdade sobre o cume que ele cometera.

Outro colosso desses velhos tempos é Elias, que enfrenta os reis idólatras e atrai o fogo do céu.

Para nós, entretanto, tão longe dessa época histórica, parece mais relevante a linhagem dos profetas "escritores" ou que tiveram a sua palavra compilada por discípulos fiéis. Neles está o anúncio da era messiânica, ao lado dos anátemas dirigidos contra os que tinham traído a Aliança. Há os "pequenos profetas (pequenos 50 pela dimensão reduzida dos seus escritos); e os "grandes", sobretudo os três grandes. Isaias, Jeremias, Ezequiel. Neles vibra a expectativa da salvação; neles se vê a treva mais espessa transformar-se em dia, porque o Senhor é fiel com os que observam a Palavra. É um dos sinais da autenticidade dessa mensagem é que eles não se candidataram, de forma alguma, a missão tão elevada: foram literalmente "apanhados no laço". Profetizam, às vezes, dentro da maior angústia como Jeremias, que chega a maldizer a hora em que nasceu.

E o ministério da Palavra avassalando aquele que foi escolhido sem ter sido consultado; e que, no entanto, se oferece como que em holocausto à Verdade que lhe cabe expressar

Luiz Paulo Horta - Jornalista
(Retirado do Informativo Loyola nº10)
 
 
VEJA NO MÊS DE SETEMBRO/2003:

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Após a morte acontece o julgamento particular. Quem faz o julgamento?
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