Samz – fev2018

 

Os desafios de ser seminarista hoje

 

O homem, mais do que nunca, é aferrado pelas delícias que o mundo pode proporcionar. Multiplicaram-se as ocasiões de prazer sem, no entanto, haver a possibilidade de se encontrar a felicidade. Nesse contexto tão amplo, encontra-se a figura do seminarista, que é aquele rapaz que ingressa em um seminário como o intuito de dar uma resposta ao chamado de Deus em sua vida. O ideal do seminarista é tornar-se padre, mais do que isso, é procurar dar sentido à própria existência, em busca da verdadeira felicidade, que é estar diante de Deus, de maneira que ele consiga transmitir essa felicidade aos outros.
            Olhando externamente ao seminário, que corresponde ao âmbito da formação religiosa e eclesiástica, pode-se constatar que do lado de fora, assim como todo cristão, o seminarista tem que enfrentar inúmeras tentações e obstáculos à sua perseverança. O ter, o poder e o prazer constituem a síntese de tudo o que pode desviar o cristão das coisas eternas, pois ao passo que podem ser meios de transformação positiva, podem também acarretar a ganância e o egoísmo humano. Do lado de fora do seminário, o jovem tem a possibilidade de evoluir, alargando os próprios horizontes, ao mesmo tempo em que corre o risco de se frustrar e de não conseguir alcançar os objetivos planejados.

            Do lado de dentro do seminário, o indivíduo tem a possibilidade de crescer humanamente em vista do ministério que deseja alcançar na Igreja em função do anúncio do Evangelho, da construção de valores e do acompanhamento ao povo de Deus. No entanto, dentro da casa de formação, o seminarista tem que aprender a lidar com as situações, caso contrário, ainda que tenha vocação e reta intenção, poderá sofrer severos abalos causados pelo ambiente de convívio formativo. Não deve escandalizar o fato de que algumas das maiores dificuldades daquele que está em processo formativo se dão entre os muros do seminário, posto que muitas falhas da sociedade sejam reproduzidas em menor teor também no contexto “seminarístico”.

            O seminarista acaba por vezes enfrentando a realidade de que ele se encontra em um período de transição de forma que pelo povo ele é visto como aprendiz de padre, enquanto por parte do clero ele é visto como povo e, de fato, ainda é leigo. Contudo, os estudantes que aspiram ao sacerdócio não só rezam e repousam, mas, em maior ou menor teor, trabalham e têm de estudar bastante se não quiserem ser medíocres naquilo que fazem, tentando conciliar horários, disciplina e regras, somados à diversidade de temperamentos com os quais convivem, tentando lidar de maneira salutar com seus superiores. Isso tudo, sem esquecer que são humanos, que riem e que choram, que se alegram e se entristecem, que enfrentam noites escuras, mas que confiam no alvorecer da própria esperança em Cristo.

            Os que se submetem a serem formados da melhor maneira possível em função do sacerdócio e da vida religiosa têm que manter os olhos fixos no Senhor sem deixar de estarem atentos aos sinais cotidianos para que o sujeito não se torne obtuso, nem pietista e não fuja das responsabilidades para consigo e com os outros. O período de formação inicial é um estágio, um momento, algo que não é para sempre e que deve ser vivido com simplicidade e coragem em vista da própria formação de maneira integral, abrangendo o seu lado humano e espiritual, para que, antes de qualquer coisa, a pessoa se torne um autêntico católico e, se chegar ao estado clerical ou de vida consagrada, tenha a plena consciência de que não é padre nem religioso para simplesmente erguer uma bandeira, mas é padre ou religioso para a Igreja e, consequentemente, para Cristo que derrama a sua misericórdia sobre a humanidade.

 

“É preciso que você avance cada vez mais e em coisas mais perfeitas”

(Santo Antônio Maria Zaccaria – Constituições 18)
 

 

Por:  Edvando Soares Barros

Estudante barnabita da Província Norte do Brasil.

 

 

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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