PAZ Este é o clamor do povo!

 

É o clamor de todos os brasileiros, mas em particular é um brado incessante e quase desesperado, do povo carioca.

               O Brasil, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública 2017, registrou mais vítimas de mortes violentas intencionais, do que a guerra da Síria. Foram 279.567 mortes de janeiro de 2011 a dezembro de 2015 no Brasil, contra 256.124 mortes na Síria, no mesmo período.

               Em meio a esses números alarmantes está o nosso estado e a nossa cidade maravilhosa. O Rio de Janeiro sofre com a violência cotidiana. Os números de assassinatos e assaltos só cresce. A falência do Estado contribui significativamente para o agravamento dessa problemática e em meio ao caos, a política de Segurança Pública atual não protege moradores nem policiais. “As operações policiais no Rio de Janeiro seguem um padrão de alta letalidade, deixando centenas de pessoas mortas todos os anos, inclusive policiais no exercício das suas funções”, nos disse Rodrigo Pimentel, na plenária da Campanha da Fraternidade, ocorrida aqui no Loreto, em março.

               A população carioca quer passar essa história a limpo. O desejo comum entre todas as pessoas é um grito, ainda que abafado, pelo fim da violência. Mas precisamos entender como chegamos a essa situação e como podemos contribuir para restabelecermos a paz, combatendo toda e qualquer atitude de violência, em todos os lugares.

               A violência que aparece nos noticiários, e que nos aterroriza, é a que envolve armas de grande porte e estão relacionadas às organizações criminosas. Reclamamos então, uma política de segurança pública mais eficaz, reforço no armamento e contingente policial, e esquecemos que enquanto não se eliminar a desigualdade social, enquanto não tivermos ações contundentes de combate à fome, a miséria, às injustiças sociais e toda forma de desigualdade, será impossível acabar com a violência.

               Também existem situações de violência, não menos letais, para as quais não podemos fechar os olhos. Ai, mais uma vez, entra o nosso poder de combate, promovendo ações de conscientização nas famílias, nos locais de trabalho, nas escolas. Estamos falando da violência racial, contra índios, migrantes, imigrantes, mas, em especial a violência praticada contra os negros. Também da violência contra as mulheres. No Brasil, em 2016, uma mulher foi morta a cada duas horas. Violência contra os trabalhadores rurais, contra as crianças, enfim, não queremos aqui mapear a violência, mas identificar quais são as iniciativas que temos para superar essa situação e, é então, que entra a Campanha da Fraternidade deste ano.

 

Campanha da Fraternidade 2018 – “Fraternidade e Superação da Violência”

 

               Em 2018, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência”. E, extraído do capítulo 23 do Evangelho de São Mateus, o lema: “Vós sois todos irmãos”. Com o objetivo de construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da palavra de Deus como caminho de superação da violência.

 

Por que o tema: “Fraternidade e Superação da Violência”, foi escolhido para a campanha de 2018?

 

O tema foi escolhido dado ao crescimento assustador da violência em todos os sentidos. A violência em casa, na rua, pelos meios de comunicação social e tantos outros locais. Devemos lembrar que toda violência exclui, toda a violência mata e nós não queremos a morte, nós queremos a vida, defender a vida custe o que custar, visto que ela é um dom de Deus e deve ser defendida desde a concepção até a morte natural. De modo que, ninguém pode matar ninguém, esse é um mandamento da lei de Deus e por isso a urgência de tratar deste tema, no viés fraternidade e superação da violência. Nós só vamos superar a violência quando nos se sentirmos irmãos.

 

O que gera a violência ou quais são as raízes da violência?

A violência começa nos pequenos gestos dentro de casa: não saber perdoar, vingar-se porque alguém fez alguma coisa errada, porque quebrou um prato ou porque deixou algo fora do lugar ou simplesmente, porque você não gosta daquela atitude. A violência nasce nesses pequenos gestos e erros que não somos capazes de perdoar. Mas, a violência também está presente em outras formas no nosso país: na questão da pobreza, nas diversas formas de discriminação, na distribuição injusta de renda e no consumismo, essa diferença social é a grande raiz da violência, pois todos querem vida e dignidade. Por isso, nós buscamos a fraternidade e ações de não violência, como a atitude de perdão, reconciliação, agradecimento, compreensão e arrependimento, esse é o caminho da não violência.

 

Lutar contra a violência parece algo fora do alcance do cidadão comum. Como fazer essa Campanha da Fraternidade ter frutos?

Para que a Campanha da Fraternidade tenha êxito, o indivíduo precisa passar por um processo de conversão pessoal e, em seguida, familiar, promovendo a cultura da paz, a cultura da não violência. Cada um de nós deve fazer seu exame de consciência e se perguntar: os meus gestos e as minhas atitudes, dentro de casa, no meu trabalho, com os meus amigos, nos momentos de lazer, na hora de encontrar as pessoas que amo, são atitudes de paz e de ternura? Quais são os gestos de violência que às vezes usamos e não nos damos conta? Como posso mudar? Parece pouco, mas não é.

 

Violência e Ações para a Superação da Violência

“A superação da violência nasce da relação com o outro. A cultura da paz acontece em todas as realidades da vida e na relação com todos os seres. O primeiro lugar onde o ser humano aprende a se relacionar é a família. Os comportamentos e estímulos de superação da violência exercitados na família balizam as atitudes a serem desenvolvidas na comunidade e na sociedade”.(Texto Base da CF 2018, item 208 AGIR)

 

Violência na família, como superar?

A proposta da CF no Vicariato de Jacarepaguá é aproveitar o carisma, a metodologia e a experiência de atuação de cada Pastoral/Movimento/Grupo, leigos e leigas que se dedicam a evangelização nas famílias para praticar a cultura da paz. Assim espera-se atingir, de forma organizada e eficaz, a todas as famílias, especialmente aquelas mais feridas.

Trabalhando juntos, de forma integrada e despojada de individualismos, em favor das famílias, estaremos vivenciando o que é ser “Igreja em saída”, conforme orienta o Papa Francisco.

Os 6 pilares da cultura da paz são: respeitar a vida; rejeitar a violência; ser generoso; ouvir para compreender; preservar o planeta; e redescobrir a solidariedade.

 

A Equipe da Campanha da Fraternidade do Loreto

Como primeira etapa de organização da CF na Paróquia NSa de Loreto, foi criado uma equipe de articulação e organização da CF, composta por 6 casais. Sugerimos as Pastorais/Movimentos/Grupos, que partam do estudo do texto-base, em rodas de leitura e conversa, e possam pensar em ações específicas. Portanto, abaixo, enumeramos algumas dicas, a nosso ver, necessárias à consolidação da Campanha.

1. Estudar coletivamente o texto-base da CF;

2. Planejar diversos momentos de leitura e estudo do tema;

3. Pensar na inserção litúrgica do tema;

4. Produzir subsídios para distribuição nas missas e celebrações da Palavra, nos grupos de catequese, nas reuniões regulares e em encontros específicos;

5. Divulgar a CF nas redes sociais mantidas pela Paróquia;

6. Pensar em reflexões temáticas específicas para escolas, universidades e associações de bairro e/ou culturais, integrando as linguagens da arte.

 

 

Um tempo para agir

“O enfrentamento da violência é feito através de vários caminhos. O primeiro deles é a tomada de consciência de que a violência não se encontra apenas fora de nós. Ela já tomou conta de cada pessoa, à semelhança de alguém que, vivendo num ambiente poluído, inala continuamente a fumaça até o dia em que, assustada, se pergunta porque está doente se nunca produziu poluição. O segundo caminho é o da denúncia de todas as formas de violência, suas causas e consequências. Não há como calar. Não há como manter-se afastado das vítimas, consolando-se com o fato de a violência não nos ter atingido. Se um irmão sofre, todos sofrem com ele (cf. 1 Cor 12,26), pois nós todos, lembra-nos o lema da Campanha da Fraternidade deste ano, somos irmãos.  A novidade deste ano consiste na urgência em ultrapassar as atitudes apenas de denúncia, chegando a atitudes, como o próprio tema indica, de superação. Quando identificamos e denunciamos uma situação de violência, é necessário que imediatamente encontremos caminhos para a superação, para que as causas não se repitam e as consequências sejam sanadas ou, pelo menos, amenizadas. Se nosso mundo cria e multiplica a violência, devemos ser ainda mais unidos e criativos para encontrar caminhos de superação. Esta é a finalidade da Campanha da Fraternidade deste ano. Este é o motivo pelo qual me preocupo tanto ao percorrer nossa cidade e me encontrar com inúmeras vítimas da violência. Esta, enfim, é a razão pela qual resolvi escrever esta Carta Pastoral. Confiante na graça de Deus, entrego-a, agradecendo pela leitura e a colocação em prática das suas propostas”.  (Carta Pastoral de Dom Orani).

 

Na celebração do dia mundial da paz de 2017 o Papa Francisco disse:

“Todos nós desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para construí-la”.

 

Por fim, ressaltamos que a CF de 2018 está inserido dentro de um contexto celebrativo fundamental para a Igreja no Brasil: o Ano Nacional do Laicato (ANL). Iniciado em novembro de 2017, com término em novembro de 2018, o ANL objetiva promover a importância do apostolado laical no seio da Igreja e, de modo especial, relembrando a identidade, vocação e missão dos leigos e leigas no mundo, partindo da Igreja.

 

Equipe da CF da Paróquia N. S. de Loreto

 

Fontes:

– Texto Base da CF 2018

– Carta Pastoral de Dom Orani

– Portal Kairós

– Dom Anuar Battisti, Arcebispo de Maringá (PR) e presidente do conselho diretor da Pastoral da Criança.

– Assis Souza de Moura, ofs souassisgba@gmail.com

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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