Pastoral do Batismo

Como nos comprometemos em mostrar para a comunidade um pouco mais sobre as pastorais, dedicando uma edição a cada uma delas, este mês entrevistamos a Pastoral do Batismo. Os atuais coordenadores Célia e Carlinhos generosamente tiraram nossas dúvidas quanto à estrutura, trabalho e participação da equipe na Igreja.

O Mensageiro: Quantos agentes atuam na Pastoral e quem é o dirigente espiritual?

Atualmente temos 23 agentes na Pastoral. Nos organizamos na acolhida, música e palestrantes. Normalmente contamos no domingo, que é dia de batismo, com dois agentes. O nosso dirigente espiritual é o padre Luiz Antonio.

O Mensageiro: Como se organizam e trabalham a formação dos membros da pastoral?

Temos a equipe que ministra as palestras, que são catequéticas, falando sobre o batismo e também um pouco da experiência quanto ao batizado do próprio palestrante.

As reuniões de formação aconteciam mensalmente, mas agora passará a ser bimestral. Tentamos reunir também toda a pastoral para uma reflexão. Fizemos com os agentes, recentemente, uma reflexão da qual participamos em agosto no Edifício João Paulo II, que foi um aprofundamento com o Frei Neilor. Repassamos então à pastoral e o nosso dirigente espiritual esteve conosco também. A nossa formação e preparação espiritual é feita nessas reuniões bimestrais e no próprio desenrolar do trabalho. Vamos orientando as pessoas que vem trabalhar com a gente, assim como fizeram conosco, quando entramos na pastoral, a cerca de 1 ano e meio.

Já trabalhávamos com a catequese, então já tínhamos uma formação em relação ao próprio batismo, mas nós viemos adquirindo um maior o conhecimento no trabalho do dia-a-dia, juntamente com a pastoral.

O Mensageiro: Qual a maior necessidade e/ou dificuldade enfrentada pela pastoral?

Contamos com as equipes de acolhida, música e palestrantes e normalmente temos na média apenas três pessoas por equipe, dificilmente mais que isso. Esse é um grande problema que temos enfrentado exatamente por termos poucas pessoas, acaba que temos de nos dividir, tendo que trabalhar triplicado, dando palestras, realizando as inscrições e indo para acolher.

Tem uma coisa muito importante que percebemos: se você não chamar, esperar as pessoas virem para a pastoral, elas não vêm. Agora se você chamar, a pessoa fica feliz em ter sido lembrada. O que está faltando é essa disponibilidade de ambas as partes, das pessoas se interessarem e irem buscar a pastoral e em contrapartida também esse chamado da nossa parte. Temos de nos desdobrarmos para isso.

O Mensageiro: O que é preciso para ser um agente da pastoral?

Na verdade o que precisamos é de boa vontade. É claro que é importante quem vai palestrar, ter um conhecimento de fé, conhecimento do tema, as questões do próprio batismo e o porquê a Igreja nos convida a batizar nossos filhos. Entretanto, mesmo os que não são batizados podem fazer parte da pastoral, uma vez que a formação a pessoa vai adquirir até mesmo durante a ação na pastoral. Durante o trabalho a pessoa vai se conscientizar da importância do sacramento para ela também, podendo colaborar em diversas funções, como a acolhida, poderá participar da palestra, nos auxiliar na parte burocrática, etc. Dessa forma o não batizado, vai acabar sendo tocado, ou seja, se disponibilizar a estar numa pastoral já é o primeiro passo. Inclusive estamos tentando buscar jovens, já que precisamos de pessoas para ficar com as crianças de até 5 anos, por exemplo. Às vezes os pais não têm onde e com quem deixar as crianças e eles e os padrinhos precisam participar das reuniões, então levam seus filhos. Por isso, seria interessante jovem para ficar brincando com as crianças, até mesmo “catequisando” enquanto elas brincam por perto. O jovem tem esse jeito alegre de acolher.

O Mensageiro: Existe conexão entre a Pastoral do Batismo e a Iniciação Cristã de Jovens e adolescentes (ICJA)?

Sim, nossa pastoral está diretamente ligada com a catequese infantil, catequese de adolescentes, com a pastoral da família e com o curso de noivos (EPVM). O curso de noivos principalmente, pois muitas vezes os pais só vão ter consciência dos sacramentos quando buscam o batismo de seus filhos e isso quando a criança já nasceu. Nós trabalhamos diretamente com os pais e padrinhos, em dois encontros, sendo dois domingos ou duas quintas – feiras.

A ICJA trabalha com diretamente as crianças, que necessitam de uma preparação maior, uma vez que vai lidar com pessoas cujas ideias e mentes já estão formadas, assim exige um aprofundamento maior.

O Mensageiro: Qual a idade máxima das crianças cujos pais e padrinhos são preparados pela pastoral?

Até a fase catequética. As crianças até 5 anos mais ou menos, os pais fazem as reuniões e batizam o filho. Após essa idade, a criança já está em idade de catequese, então após essa idade a criança não pode ser batizada sem antes fazer o período de catequese de aproximadamente 2 anos e meio. A criança faz a catequese e depois então, os pais e os padrinhos fazem o curso para batizá-la. Normalmente recebe o sacramento do batismo primeiro – que acontece por volta de junho ou novembro – e depois recebem a primeira eucaristia. Nesse caso, o batismo é separado.

O Mensageiro: O que é preciso para batizar uma criança no Loreto?

  • As inscrições para o batismo são as quintas feiras e sábados, de 09:00 às 11:00hs.
  • A documentação necessária: Certidão de nascimento da criança e nome COMPLETO DOS PADRINHOS.
  • Para ser padrinhos precisa que eles sejam solteiros (mas não vivam maritalmente com ninguém) ou casados na Igreja católica, tenham recebido o sacramento do batismo e tenham no mínimo 16 anos como os mandamentos canônicos.

O Mensageiro: Ainda recebemos muitas famílias que não são católicas para batizar seus filhos (os chamados “católicos não praticantes”)?

Existem muitas famílias que batizam seus filhos por tradição, por que todos batizam. Algumas se revoltam quando falamos que pessoas separadas ou viúvas que vivem em segunda união, sem o matrimônio, não podem ser padrinhos. Se os pais não tem uma formação, não tem uma vivência para educar seu filho na doutrina cristã, como a Igreja pede, os padrinhos devem assumir. Claro que a responsabilidade é dos pais, mas se os pais não têm, os padrinhos devem pegá-la para si. Por isso cobramos tanto a condição deles. Eles serão os responsáveis pela formação na fé da criança.

Houve um caso, que a mãe chegou a nós falando sobre a madrinha, que era frequentadora da igreja evangélica. Então perguntamos a ela: “você está trazendo seu filho para ser batizado na Igreja católica, supõe-se que você quer que ele tenha uma formação da doutrina católica. Se a madrinha dele não for católica, qual a orientação que ele vai receber da madrinha? Naturalmente da doutrina de outra Igreja, certo?” Então a mãe compreendeu e mudou de ideia. Ela pensou na madrinha como amiga não como uma corresponsável pela catequese da criança, na falta dela.

O Mensageiro: Como se dá o acolhimento às famílias? Existe algum trabalho posterior ao batismo realizado com os pais e padrinhos?

Por enquanto não, mas há uma perspectiva, quando houver uma maior unificação do vicariato Jacarepaguá. O padre Luiz Antônio tem uma grande vontade de com a ajuda da pastoral familiar e mais agentes, colocarmos mais gente para fazer esse trabalho de acompanhamento com as crianças e famílias. Muitas crianças são batizadas e só retornam à Igreja na época da catequese. São mais ou menos 120 crianças batizadas no ano. Se já é difícil fazer um acompanhamento com elas, quanto mais com os pais e os padrinhos, o que seria o mais correto devido a “Igreja doméstica”. A orientação da arquidiocese é que houvesse uma orientação maior, um contato maior com a família toda, mas fica muito difícil, pois nossa pastoral não tem agentes para esse trabalho.

O Mensageiro: Então a comunidade não acompanha o batizando, ficando exclusivamente a cargo dos pais a continuidade da fé professada em nome dos filhos?

Infelizmente sim, exclusivamente a cargo dos pais, pelo que falamos, não temos agentes suficientes para que pudéssemos elaborar um trabalho de continuidade. Falta cativar ainda um pouco mais os pais, já que crianças de um ano, dez meses não tem vontade própria, então são dependentes das famílias.

Antigamente tínhamos umas brincadeiras onde as crianças ficavam pintando em uma sala ao lado, enquanto os pais estavam na missa (inclusive essa que vos escreve pintou muito lá). Era um trabalho de “pré-catequese” que o ECC exercia para que os pais não se preocupassem em ir à missa e não ter onde deixar seus filhos; assim casais do ECC que se dispunham, ficavam lá com as crianças. Infelizmente, se perdeu, hoje não temos mais esse trabalho que era um estimulo a criança, antes da própria catequese em si, o interesse de frequentar a Igreja. O grande problema de não termos hoje muitas coisas boas que tínhamos ou poderíamos ter na nossa comunidade, é devido à falta de gente. Sempre vemos as mesmas pessoas ajudando e com isso, acabam se cansando de tantas tarefas quando poderíamos ter mais gente auxiliando e dispostas a ajudar. Além disso, estamos contando com os jovens também, “os jovens são o futuro da humanidade”.

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“O que crer e for batizado, será salvo” (Mc 16, 61).

A Pascom vem se propondo a escrever a cada mês sobre uma Pastoral diferente, tirando suas dúvidas e tentando despertar o interesse em ajudar o próximo nos pequenos gestos. Infelizmente, o que vemos nas entrevistas é quase um problema crônico: faltam pessoas, falta gente de boa vontade para servir! Onde estão as centenas de pessoas que participam dos diversos encontros promovidos na Comunidade? Gente! É o que não falta, já que na nossa paróquia temos centenas de bons corações. Então, depende de cada um de nós. Aquele que se sentir tocado por essa matéria, que perceberem quanto trabalho precisa ser realizado, procure a secretaria ou os coordenadores da Pastoral do Batismo (email: batismo@loreto.org.br).

“A messe é grande e os operários são poucos”. Jesus disse que “onde dois ou mais estivessem presentes em Seu nome, ali Ele estaria”, pois então, vamos ser esse MAIS!

Tamara Ribeiro – Pascom Loreto.

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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