Quem é o Diácono Durval?

Durval dos Santos Fernandes é carioca de Turiaçú e morava perto da Igreja de Santa Rita de Cássia. Foi militar do Exército durante 15 anos e simultaneamente exercia à noite, o Magistério.
Casado com Dona Terezinha tem três filhos: Lucimar e Paula- dentistas - e Valter, professor de Educação Física, um exímio capoeirista, é o Mestre Curumim.
Conheceu Terezinha há 40 anos numa quermesse da Igreja. Filha de Portugueses, o dono da fábrica de geléia do bairro, a quem teve a ousadia de namorar. Foi tudo muito rápido. Em 11 meses já estavam se casando, para desespero dos pais dela, na Igreja Santo Sepulcro em Madureia, lá a taxa de casamento era mais barata.
Cansado de tanto trabalhar com pouco resultado, resolveu abrir uma confecção, aproveitando a vocação da esposa pela moda. O negócio deu certo e prosperou, largou o Exército e o Magistério e mudou-se da Praça Seca para Barra da Tijuca. Durante 20 anos aproveitou a situação financeira favorável e investiu na formação dos filhos. Há aproximadamente 8 anos Voltou para Jacarepaguá - Anil, em conseqüência de uma iminente falência nos negócios, fruto de uma sociedade mal elaborada. Hoje o casal tem uma micro confecção em Madureira, trabalhando diariamente para seu sustento.
Perguntado se sempre foi católico, respondeu que sim, mas aquele católico para efeito de pesquisas do IBGE. Lembra-se bem de que gostava muito de ir à Missa do Galo, após ter passado por todas as festas da turma de rapazes da época, tendo o cuidado de se esconder atrás da coluna da Igreja, com medo de ser chamado a atenção pelo Padre.
Nos disse textualmente:” Refletindo que apesar de tudo, o estar na Igreja, o chamado, seja de que maneira for, é como uma semente que um dia germina, cresce e dá frutos. É a vocação latente, o sentir a necessidade de servir ao próximo. Ele resistia.
Agora, como diácono, refletindo sobre vocação, eu sinto que ela sempre existiu...”
Perguntado como reconheceu aquela vocação latente, respondeu:
“ - Caminhar é um somatório de pontos. Na realidade, o ponto de partida foi a Terezinha. Ela sempre me convidava para fazer o ECC e freqüentar o grupo de oração da São Francisco de Paula, na Barra da Tijuca. Para agradá-la, resolvi aceitar.Tornei-me atuante e passei sentir necessidade de me aproximar mais das coisas do alto. Movido pelas belas homilias do Pe Joel Amado Portela, tornei-me seu paroquiano, na Nossa Senhora da Vitória, Alfa Barra. O Senhor me chamava e eu não sabia como responder. Pesquisei e tomei conhecimento do Diaconato Permanente. E após longas entrevistas, o Pe Joel apresentou-me ao Bispo.
Após seis anos de estudos, fui ordenado Diàcono em maio de 2006, 1ª. Turma da Escola Diaconal São Efrém, na missa dos 25 anos de Episcopado de Dom Eusébio, juntamente com mais 24 diáconos: 09 permanentes e 15 transitórios, que hoje já são padres. Isto foi um recorde para a época!
Quando terminei a Escola Diaconal fui provisionado para a Paróquia de Santa Luzia, na Gardênia Azul. Cheguei praticamente junto com o Pe Robert. Foram cinco anos (um de estágio) de muito trabalho, haja vista que a Capela Santa Luzia se tornara uma Paróquia. Conseguimos implantar o ECES (Encontro de Casais com o Espírito Santo) adaptando o Encontro de Casais Com Cristo,_à realidade da Comunidade da Gardênia. Foi um período muito difícil, mas com o apoio do Padre e o carinho dos Paroquianos, chegamos ao sexto encontro. Nessa missão tivemos a ajuda de muitos casais do Loreto.
Perguntamos, então: O que faz um Diácono?
Na liturgia Eucarística, o diácono tem funções próprias: servir o altar, proclamar o evangelho, fazer a homilia, quando autorizado pelo padre, convidar para o abraço da paz, purificar os vasos sagrados e fazer a despedida. É também Ministro Ordinário da Comunhão Eucarística. Pode ainda ministrar todos os sacramentais; dar as bênçãos próprias de ministro ordenado, (objetos de devoção, casas, automóveis, etc.), inclusive a bênção com o Santíssimo Sacramento. Tem ainda a faculdade de presidir o sacramento do Matrimônio e do Batismo. Realizar o Rito Funeral e da Sepultura.
Pode exercer seu ministério em qualquer lugar do mundo, no entanto, está intimamente ligado ao Bispo Diocesano a quem deve plena obediência.
Como vê a Paróquia do Loreto.
Uma Paróquia com responsabilidade proporcional à sua dimensão.
Talvez muitas Dioceses no Brasil não tenham a nossa freqüência.
É uma Paróquia que deve ser vista de uma forma diferenciada, nos seus apelos, nas suas preocupações. Além dos Padres e o Diácono, ela conta com a importante colaboração das Irmãs na Catequese e Serviços Sociais. Tem na missionariedade dos casais o ponto forte em socorrer o próximo. Os casais do Loroto têm esta característica de colaborar com outras Paróquias na implantação e encontros de casais.
Vejo também que seria uma Paróquia de difícil controle, considerando sua enorme extensão, se não existisse um grande comprometimento da comunidade no que se refere à obediência, se os paroquianos não entendessem que a Igreja Católica Apostólica Romana é hierárquica. Percebo que a comunidade, enquanto ovelha, segue com muito amor e confiança as orientações do seu Pastor, Pe Sebastião e as de quem ele delega.
O Grande desafio daqui é Rio das Pedras. Uma comunidade que está interagida com toda área de Jacarepaguá e adjacências. Um pedaço das dificuldades do nosso País, que por falta de melhores oportunidades, se une na esperança de dias melhores. A procura pela palavra de Deus é muito grande. Grande também é o desafio para organizar e executar um plano de evangelização haja vista as dificuldades demográficas do local.
Uma Mensagem para nossos leitores:
Que todos possam vivenciar a palavra de Deus no dia a dia. Ter a alegria do Senhor como força para enfrentar os obstáculos.
Respeitar as limitações do irmão e nunca achar que sabe tudo.
Quem ensina, aprende mais. Ir para a Eucaristia não para cumprir preceito e sim para usufruir do seu direito. Que imitemos o nosso Pároco, que apesar dos quarenta anos de sacerdócio, vivencia seu ministério com o mesmo entusiasmo de um neo-sacerdote.
Que a nossa Igreja doméstica possa ser um exemplo a ser seguido.
Que Deus nos abençoe.
Agradecemos ao Diácono por suas palavras, sua disponibilidade e o seu amor.
O Mensageiro |