2 e 3 Carta de João (II)
Conteúdo (continuação)
3 Carta
A Carta é dirigida a Gaio, fiel discípulo de João, cuja conduta esta acima de qualquer censura. A carta deve ter sido escrita por ocasião da crise que explodiu entre os crentes. O problema desta carta é de organização, pela ambição de um rival.
Conseqüentemente a carta concentra-se na hospitalidade e na autoridade, não nos problemas soteriológicos evidentes em 1 e 2 João.
João escrevera antes uma carta à comunidade, mas Diótrefes, provavelmente chefe desta Igreja, não reconhece a suja autoridade (v.9) nem recebe os seus enviados, e inclusive atreve-se a excomungar aqueles que o fazem (vv. 9-10). Ele então se vê obrigado dirigir-se a Gaio, um dos principais cristãos que permaneciam fiéis.
Na Carta também aparece o nome de Demétrio, provavelmente o portador da carta, é evidentemente um emissário de confiança. Costuma-se supor-se que Demétrio tinha a incumbência ou de substituir Diótrefes na direção da comunidade ou de instituir Gaio neste cargo.
A carta, ainda que não contenha doutrinas novas, é um valioso testemunho da vida das primeiras comunidades cristãs e um modelo dos escritos de recomendação que se mencionam noutros lugares do Novo Testamento (cf. At 18,27; 2 Cor 3,3).
Ambas as epístolas deixam transparecer que o Apóstolo João tem bastante autoridade; sua atitude em relação às Igrejas se parece muito com a de Paulo.
Textos seletos
2 Carta
vv. 4-6 O autor declara-se satisfeito pelo fato de que os destinatários viverem na observância dos mandamentos e exorta-os sobretudo a praticarem a caridade, diretriz que tiveram desde o início.
vv. 7-9 Cuidado com os anticristos que negam a vinda de Jesus na carne.
3 Carta
vv. 5-8 Mostram-nos a imagem dos missionários cristãos primitivos.
v. 15 O autor escreve para manter esses amigos unidos e a Igreja deles intata.
Peçamos a Deus que, em nossa comunidade, possamos dizer e sentir verdadeiramente que nos amamos uns aos outros.
Jane do Tércio |