O Rosário
A religiosidade popular mariana identifica maio e outubro como meses marianos. Períodos para intensa prática do culto à Virgem Maria. A devoção do mês de Maio é bem mais explorada e vivenciada, tornando-se um percurso diário de evangelização. Já Outubro, como mês do Rosário, tem uma menor importância na consciência popular.
A origem desses meses temáticos, na história do culto a Nossa Senhora, difere-se: a piedade do mês de maio está relacionada à natureza, enquanto que o relacionamento de outubro foi estabelecido por ocasião da introdução da festa do santo Rosário motivada por uma vitória militar. Num Domingo, 7 de outubro de 1571, no golfo Mediterrâneo de Lepanto - Grécia, uma fraca frota cristã venceu o exército turco, bem mais forte e numeroso. A vitória cristã foi comemorada - como intervenção divina, obtida por intercessão de Nossa Senhora. O Papa Pio V, por ocasião dos combates havia exortado os fiéis a suplicarem o auxílio celeste com a reza do Rosário.
Inicialmente a comemoração dessa memória recebeu o título de Bem-Aventurada Virgem da Vitória, e fixou-se no dia 7 de outubro; posteriormente mudou-se para o primeiro domingo deste mês. Só a partir de 1716, porém, que a festa do Rosário tornou-se obrigatória para toda a Igreja. Com a reorganização do Calendário romano sob São Pio X, voltou a prevalecer a data histórica, com o título: "SS. Rosário da Bem-Aventurada Virgem".
O Calendário atual da Igreja retocou o título da festa para "Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário". O acento da forma de oração (do Rosário) passa para a pessoa da Mãe de Deus. O objeto da celebração não é o rosário, mas o olhar de Maria, aquela que gerou o Príncipe da Paz, Jesus Cristo.
Outubro tornou-se conhecido entre os cristãos como o mês do Rosário. Para celebrar o culto à Virgem Maria neste período podemos uiilizar da pedagogia do Rosário, como também de outras formas concretas de louvor e de veneração de Maria.
Lembramos que o Rosário pode ser também oração de intercessão e meditação. Ele tem como centro os mistérios da vida de Cristo (anúncio da encarnação, nascimento, adolescência, missão na vida pública, paixão, morte, ressurreição e ascensão).
Ressaltando o significado mariano de outubro, o Papa João Paulo II, proclamou o Ano do Rosário (outubro de 2002 a outubro de 2003). E, sob o impulso de uma inspiração sublime, desenvolveu uma reflexão sobre o Rosário, exortando a todos à "contemplação do rosto de Cristo na companhia e na escola de sua Mãe Santíssima". Acrescentou à estrutura tradicional do Rosário, os "Mistérios luminosos", que dão especial relevo aos anos da vida pública de Jesus, quando ele anuncia o evangelho do Reino.
Pe. José Luiz Majella Delgado C.Ss.R. da Academia Marial
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O que estás esperando para te comprometeres?
Se a nota dissesse: Não é uma nota que faz uma música ... não haveria sinfonia
Se a palavra dissesse: não é uma palavra que pode fazer uma página ... não haveria livro
Se a pedra dissesse: não é uma pedra que pode montar uma parede ... não haveria casa
Se a gota de água dissesse: não é uma gota de água que pode fazer um rio ... não haveria oceano
Se o grão de trigo dissesse: não é um grão de trigo que pode semear um campo ... não haveria colheita
Se o homem dissesse: não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade ... jamais haveria justiça e paz, dignidade e felicidade na terra dos homens.
Como a sinfonia precisa de cada nota,
Como o livro precisa de cada palavra,
Como a casa precisa de cada pedra,
Como o oceano precisa de cada gota de água,
Como a colheita precisa de cada grão de trigo,
a humanidade inteira precisa de ti, onde estiveres, único e, portanto, insubstituível.
O que estás esperando para te comprometeres?
Michel Quoist. Fale-me de amor.
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Missão
A missão evangelizadora da Igreja é a de testemunhar Jesus Cristo, em comunhão fraterna, formando o povo de Deus e participando na construção de uma sociedade justa e solidária.
Essa missão é iluminada pela opção preferencial de Jesus Cristo pelos pobres, levando a todos e às diferentes culturas vida e esperança do Reino de Deus, cuja plenitude se realizará após a vitória sobre o pecado e a morte.
A comunidade de fé é chamada a assumir a mesma missão de Cristo, proclamando o Reino de Deus a todos, dialogando com as culturas das outras religiões, colocando-se a serviço da transformação da sociedade.
Em poucos anos, houve mudanças rápidas e profundas: demográficas, econômicas, políticas, a exasperação dos aspectos negativos da modernização, a crise ética e o pluralismo religioso, tendendo ao individualismo e à mistura de crenças e práticas de vários cultos.
As novas diretrizes oferecem vários enriquecimentos: esclarecem melhor o sentido da evangelização, alargam a compreensão da ação salvífica de Deus no mundo, procuram discernir a diversidade de situações e contextos em que atuam, convocam todos os batizados à ação evangelizadora que se traduz pelo serviço, comunhão diálogo e anúncio do Reino de Deus.
D. Luciano Mendes de Morais
(Folha de S. Paulo 13/5/1995)
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