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Editorial |OUTUBRO

Meus amados irmãos, eis-nos aqui com as nossas notícias paroquiais e com a graça de Deus nos propormos, neste mês dedicado às missões, a sermos anunciadores da Palavra de Deus e da paz.

Meus irmãos, a missão deve estar a serviço da paz, felizes os que promovem a paz ( Mt 5,9), é como falar de São Francisco de Assis: " Senhor, fazei-me o instrumento de vossa paz!" Esta célebre frase expressa bem o desejo e os sentimentos de toda humanidade, somos convocados e enviados a proclamar a Boa Notícia da paz. Ser promotor da paz é uma questão de fidelidade ao mandato missionário de Jesus.

O mês de outubro é para a Igreja Católica, em todo mundo, um período no qual são intensificadas as iniciativas de promoção, animação, em prol da Missão Universal. Trata-se, com especial empenho, de despertar a consciência e a vida missionária cristã.

É meus irmãos, não se abre uma rosa apertando o botão, a rosa se abre somente depois do cuidado e da paciência da espera. A vida cristã é luta constante e empenho diário para que o Reino de Deus aconteça em nós e nos outros. A vida missionária não é fácil, mas é necessária. Jesus disse ao enviar seus apóstolos para anunciar o ano da Graça: " Eis que vos envio como cordeiros em meio a lobos vorazes (cf Mt 10,16)

Meus amados irmãos, ser batizado é ser discípulo de Jesus, é tomar consciência de nossa missão no mundo e obedecer ao grande mandato do Mestre: " Ide pelo mundo inteiro e fazei meus discípulos todos os povos.( cf Mt 28, 19). O imperativo " ide! " nos questiona constantemente e não nos permite instalarmos naquilo que temos e apascentar o pequeno grupo de nosso rebanho, ao mesmo tempo obriga-nos a centralizar a pessoa de Jesus, como razão principal da Missão. Nada justifica o imobilismo. O ponto central do comando de Jesus é "fazer discípulos", tornar cada pessoa seu seguidor destemido, apontando - O como centro da história e como a razão do viver individual e social.

Em nossa época, ou seja, a nossa sociedade humana, parece envolvida por densas trevas, abalada por acontecimentos dramáticos e confundida por calamidades naturais catastróficas, no entanto, assim como fez " na noite em que ia ser entregue" (1Cor 11,11), também hoje, Jesus " parte o pão" (Mt 26,26) para nós e nas celebrações eucarísticas oferece-se a si mesmo sob o sinal sacramental do seu amor por todos.

Meus amados,"a Eucaristia não é expressão de comunhão apenas na vida da Igreja; é também projeto de solidariedade em prol da humanidade (Mane Vosbicum Domine,27); é " pão do céu", que dando a vida eterna ( Jo 6,53), abre o coração dos homens a uma grande esperança. Diante da Mesa Eucarística, somos Igreja, comunidade orante e missionária, que se reúne para participar da fração do pão, onde realizamos um encontro com Jesus Cristo. Este encontro continuamente aprofundado na intimidade eucarística suscita na Igreja e em cada cristão a urgência de testemunhar e evangelizar. Por meio da Eucaristia, adquirimos a convicção de que devemos nos interessar pela salvação de todos os homens e de que é nosso dever atuar como missionário.

Neste mês nos lembramos de grandes missionários como São Francisco Xavier e Santa Terezinha do Menino Jesus. São Francisco Xavier percorreu grandes distâncias e falou do amor de Deus, do Reino, convertendo muitas pessoas e formando comunidades cristãs. Seu grande desejo era anunciar Jesus na China.

Santa Terezinha, por sua vez foi uma religiosa carmelita, missionária da oração, do sofrimento e do amor. Terezinha transformou a vida fechada no convento em luz, a dor em amor, o pequeno em grande, a terra no céu, o tempo em eternidade, a vida contemplativa do convento de clausura num horizonte missionário, em Igreja universal. Nunca participou das missões, no entanto o Papa Pio XI a nomeou Padroeira das Missões e dos missionários, junto com São Francisco Xavier.

Então, meus amados ir mãos, cabe-nos sermos missionários em nossa família, nas pastorais, no trabalho, nos sofrimentos e nas dificuldades. O céu de Santa Terezinha também pode acontecer em nossa vida, tudo depende de Cristo, mas também do nosso sim, pois precisamos dar ao homem moderno a consciência de Deus. Sem religião somos como barcos sem leme, e assim ignoramos até mesmo o sentido de nossa existência.

Meus queridos, quando almejamos algo precisamos lutar e perseverar na verdade. Devemos nos espelhar nas palavras de Santa Terezinha: "... quando se quer atingir um fim, deve-se procurar os seus meios. Jesus me fez compreender que era pela cruz que Ele me dá almas e minha atração pelo sofrimento cresceu na medida em que o sofrimento aumentou."

A vocês, meus queridos irmãos, meu abraço e minha bênção sacerdotal.

Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP
 
 
 

VEJA NO MÊS DE OUTUBRO/2007:


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