Dia 04 de setembro, às 18:40h, nossa
comunidade passou por mais um momento difícil, mais uma perda, mais uma
despedida.
Pe. Fernando, homem simples, humano e dedicado ao seu ministério
apostólico, dava-se sem medidas, não existia hora do dia e da noite
em que ele não estivesse disponível para quem solicitasse seu atendimento.
Ele
nos ensinou muito como Barnabita, a viver a pobreza e a vida de oração.
Desprendido, despojado ao extremo. Tudo que possuía era também do
próximo. Sua simplicidade não era falta de cultura, muito pelo contrário,
pois além dos seus estudos de Filosofia e Teologia feitos na Itália,
era também pedagogo e falava fluentemente o italiano, o francês e
o latim. Daí podemos perceber que era um homem culto.
Pe. Fernando
foi meu formador no Seminário, juntamente com Pe. Luiz Fernando e outros.
Nosso professor de latim e francês, posso dizer do fundo do meu coração,
que de todos os meus confrades barnabitas, ninguém viveu ou vive a pobreza,
com tanta intensidade como ele a viveu.
Foi amigo dos pobres, sem medida.
Quantas vezes foi incompreendido por causa das suas atitudes. Algumas vezes tirava
de casa para dar aos outros. Sempre com um sorriso sereno e um olhar confiante
na Providência Divina.
Onde estava, havia sempre pessoas privilegiadas.
Pedia sempre para que as pessoas fizessem o bem pelo próximo. Às
vezes até "desobedecia" aos seus superiores para proteger os
empobrecidos. Devotíssimo de Nossa Senhora, acompanhava os casais das equipes
de Nossa Senhora.
Confesso que no dia em que fui com os seminaristas arrumar
o seu quarto, vimos o exemplo de um barnabita pobre para os pobres.
No
dia 04 de setembro, Pe. Fernando subia para a igreja de N. Sra. da Penna, com
a intenção de concelebrar com Pe. Henrique, mas neste dia, Nosso
Senhor tinha reservado para ele, não a subida à Penna, mas a subida
ao céu, portanto, não foi Pe. Fernando que subiu à Penna,
mas Nossa Senhora da Penna que veio até ele, para levá-lo ao céu.
Que
Deus seja louvado, irmão, por tudo que fez por nós e por todos aqueles
que Deus lhe confiou.
Fino a quando eu viver você estará presente
no meu coração e nas minhas orações.
Pe.
Francisco |