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Temas Bíblicos | OUTUBRO

O CAMINHO DO HOMEM

O homem trilha o caminho da sua realização enquanto desenvolve as suas potencialidades em harmonia com o seu Criador. A lei fundamental do seu desenvolvimento é o reconhecimento da sua condição de dependência, explicitada por uma atitude de reverência, pela obediência à Lei de Deus. A louvação, nutrida pela contemplação das obras do Criador, é a condição que permite ao homem manter o justo equilíbrio na sua relação com Deus. No A.T., o sábio constata que, de fato, o homem viola o equilíbrio exatamente a partir do momento em que não vive, em toda a sua extensão, o processo de conhecimento de Deus.

A essa altura é de grande valia a contribuição da filosofia, confirmada pela psicologia, que detectaram o processo do conhecimento no homem. Esse parte da interação com o mundo chega a uma hipótese científica. A primeira forma de conhecimento do mundo é imaginativa. É dela que, por um processo de abstração, o homem chega à formulação de conceitos. Enquanto o homem compara os conceitos entre si, chega a formulação de hipóteses. Quando, enfim, confronta essas últimas com a realidade, chega a um conhecimento científico.

Deus quer, então, que o homem o conheça pelas obras da criação, porque é por elas que revela os seus atributos, o seu Poder e a sua Divindade. O homem falha na sua relação com o Criador quando tira conclusões para o seu comportamento, movido pelas informações que recebe no estágio do seu conhecimento que é o da imaginação. Logo é arrastado à idolatria porque troca a Glória de Deus pela glória que se manifesta nas criaturas, a ela prestando seu culto de adoração. Evitaria esse erro caso, procedendo no conhecimento, reconhecesse que a glória das criaturas é obra de Deus e por ela chegasse ao culto do Criador. Pela contemplação dos atributos divinos, que se manifestam nas criaturas, tributaria a Deus a devida louvação; vendo o seu Poder, nele somente confiaria, dele, sempre esperando o seu bem.

O Modelo no qual todo e cada homem deve se espelhar é o Homem Cristo Jesus. Nele a Humanidade, em tudo igual à nossa, assumida pelo Filho, a segunda Pessoa da Ssma. Trindade, é conduzida, com sabedoria infinita, nos caminhos perfeitos da sua realização. Jesus cultiva profundamente o espírito de piedade, pela contemplação da criação: "Olhai aos lírios dos campos..." (Lc 12,27s). Isto provoca nele uma profunda confiança no Pai que o leva a sempre fazer a vontade dele. Na perfeita visão da sua dependência do Pai, vive a sua obediência até a morte de Cruz. É o que merece, para a sua Humanidade, a glorificação divina, a condição de verdadeira realeza (Fl 2,6-11). Este deve ser o caminho do homem para o qual Cristo Jesus se tornou até o Mediador da graça necessária para trilhá-lo: o Espírito (1 Tm 2,5).

Perguntas para uma reflexão:
1a) Em que a filosofia nos é de grande valia para vivermos plenamente a nossa religião?
2a) Quando é que o homem cai na tentação do Maligno?
3a) Em que sentido Jesus Cristo é Caminho de plena realização para nós?

Pe. Fernando Capra - CRSP
 
 
VEJA NO MÊS DE OUTUBRO/2003:

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cf2008

Após a morte acontece o julgamento particular. Quem faz o julgamento?
Deus.
Você mesmo(a).
A Corte Celeste.

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