|
Meus amados irmãos e amigos, tem estado muito em evidência
o assunto que irei abordar desta feita, tentando apenas, com uma
pequena contribuição, fazer com que possamos parar
um pouco e analisar o quanto podemos fazer para termos um ganho
não de qualidade, mas de espiritualidade, durante as Santas
Celebrações da Santa Missa e demais momentos especiais
de louvor e adoração ao Nosso Bom Deus, ao Nosso Senhor
e Rei Jesus Cristo e ao Santo Espírito Santificador, sempre
presentes, unidos e prontos para realizar as obras de graça,
cura e edificação na nossa vida. Como estava dizendo,
refiro-me à música, tantas vezes polemizada, muitas
vezes incompreendida, como também muitas vezes particularizada
"show". Existem coisas que não temos como explicar,
são mistérios, são desígnios do Senhor,
são Ministérios Consagrados, e graças a Deus,
fui agraciado com as ferramentas necessárias e preciosas
para este trabalho tão nobre e lindo da Evangelização.
N a verdade, muitas das vezes, ficamos um pouco recuados, para não
sobressairmos muito, mas uma coisa é certa, não podemos
nos omitir e não assumirmos o Dom dado por Deus para a honra
e glória do Seu Nome. O propósito desta mensagem não
é de maneira nenhuma uma correção, mas uma
chamada para que possamos ver e trabalhar com uma visão nova.
Irmãos muito queridos das Equipes de Música, falhamos
quando pensamos que Deus está à procura de músicas
lindas, arranjos bem executados e acordes complexos. Muitas vezes
não compreendemos que nosso grau de musicalidade não
vale nada perante Ele. Deus não está à procura
de pessoas talentosas e muito menos deseja seus talentos. Ele quer
corações! Deus deseja encontrar corações
contritos, humildes e que O amem de verdade. Não importa
se estamos executando um dó maior ou cantando duas oitavas
acima, se o nosso coração não está "executando"
a verdadeira adoração ao Pai, estamos perdendo tempo.
É evidente, que a verdadeira adoração requererá
o meu melhor. É no nosso melhor que Deus se compraz e se
agrada. Por isso, quando formos oferecer algo ao Senhor, ofereçamos
nada mais que o nosso melhor. Se o nosso melhor é executar
três acordes, então executemos-los três acordes.
Se o nosso melhor é executar oito acordes dissonantes e três
consonantes, executemo-os. Mas, lembremos, perante Deus esta diferença
técnica não fará diferença alguma. Todavia,
não caiamos na mediocridade de dizer: "Para Deus qualquer
coisa vai!". Quem profere este tipo de frase joga na cara de
Deus que Ele não merece um pouco de esforço! Ofereçamos
o nosso melhor com sinceridade e pronto!
Queridos e amados irmãos, sigamos o raciocínio. O
que faz Deus descer da Sua glória e majestade, onde está
rodeado por anjos prostrados em adoração constantemente,
para ouvir o seu Zé tocar um violão desafinado numa
missa de terça-feira à noite? Será que é
o seu talento? Será que é o seu grau de musicalidade?
É óbvio que não!!! O que faz Deus escutar o
louvor do seu Zé é a postura de seu coração,
que é sincero, humilde e agradável aos Seus olhos!
É a retidão de seu Zé que atrai a atenção
de Deus. Não é exatamente isso que os versículos
23 e 24 de João 4, nos ensinam? Deus é Espírito
e quer adoradores que o adorem em Espírito e em Verdade.
Só para entender, a Palavra diz que Deus procura verdadeiros
adoradores, não adoradores talentosos! Então, Deus
não quer músicos bons, cantores super afinados, e
corais que conseguem dividir as vozes em todas as classificações
possíveis... se fosse assim, quantos músicos profissionais
teriam se convertido??? Reflitamos com prudência, sem estarmos
nos sentindo julgados, sem complexos de superioridade ou inferioridade,
o seguinte: Se os melhores corais que existem estão no céu,
louvando a Deus. Os melhores músicos estão ao redor
de Deus em adoração. Os violinistas, guitarristas
e percussionistas mais rápidos que existem são celestiais.
Deus é o melhor músico que sempre existiu, desde a
eternidade e dizem que o segundo melhor, que foi preparado por Deus,
com seus instrumentos preferidos e músicas por Ele ensinadas,
se desviou. Realmente, o nível musical do céu não
é brincadeira! Sabendo isto lanço um questionamento:
Há alguma coisa que possamos fazer aqui no planeta Terra,
que não haja melhor lá no céu? Será
que existe algo que possamos fazer que seja comparável ao
que os seres celestiais estão oferecendo a Deus neste exato
momento? Será que o som dos melhores equipamentos de áudio
disponível nas igrejas de hoje chega aos pés do glorioso
som produzido no céu? Não irei responder a estas perguntas,
mas sei que todos nós somos angustiados pela péssima
qualidade de som que a Igreja oferece a Deus para o seu louvor e
que muitas das vezes mencionamos que não entendemos o porquê,
enfim, tudo isso nos aborrece. Seguros nas promessas do Senhor,
firmes nesta "Rocha Viva" que é Jesus Cristo, abramos
o coração neste momento e procuremos compreender que
o louvor e a adoração que oferecemos a Deus dependem
unicamente de duas coisas: Da nossa motivação e o
estado do nosso coração. Não dependemos de
profunda teoria musical para agradar ao Pai. Aliás, não
dependemos de teoria musical alguma. Simplesmente, façamos
o possível para oferecê-Lhe o nosso melhor. Deus não
está interessado no nosso pior, muito menos no nosso melhor
sem sinceridade. Sejamos ousados, determinados, aguerridos, motivados,
fiéis e com muito mais amor agora, entendamos de uma vez
por todas com mais clareza, que Deus não está à
procura de músicas lindas, arranjos bem executados e acordes
complexos. Ele está à procura de corações
verdadeiros, leais, que confiem, que O aceitem e O amem. São
esses corações que "executam" o verdadeiro
louvor e a verdadeira adoração, ministrando com amor
a música que toda a assembléia conhece e canta, cheios
de felicidade e alegria de saber que assim estaremos cumprindo o
nosso Ministério e a missão abraçada. Caso
hajam dúvidas ou questionamentos, como servos, perguntemos
a Jesus e Ele com Sua Sabedoria que transcende a todo entendimento
humano haverá de nos orientar. Uma outra coisa que não
podemos ignorar e que também precisa ser encarada de outra
forma é a crítica. Toda pessoa que está à
frente de uma platéia está sujeita a críticas.
Nós, que trabalhamos com a música, precisamos saber
filtrar as críticas construtivas e aprender a consertar os
erros que cometemos sem perceber. Como experiência própria,
várias vezes já fui criticado e exortado quando errava
de uma forma ou outra. Muitas destas críticas foram bênção
em minha vida. Erros como falar demais, falar de menos, cantar demais,
expressão e semblantes caídos, volume do som, desorganização,
etc., são as falhas mais comentadas. Precisamos estar preparados
para ouvi-las constantemente e aprendermos a aceitar os nossos erros.
Nunca esqueçamos: "Nenhum ministro de música,
aquele que ministra o louvor é perfeito e um pouco de humildade
não faz mal a ninguém"! Tenhamos cuidado também
com os que nos invejam, como se fôssemos "os privilegiados"
, sem saber que o que fazemos não tem uma relevância
maior do que as outras tarefas exercidas. É o perigo do "status
espiritual".
Caríssimos irmãos, reflitamos sozinhos ou em nosso
grupo de trabalho, mas reflitamos. Não deixemos passar esta
oportunidade, a nossa postura é de suma importância
para a construção de uma nova Igreja. Com certeza
unidos e guiados pelo mesmo Espírito Santo chegaremos ao
denominador comum e assim poderemos dar mais um passo importante
na conscientização de que somos a Igreja Peregrina
e Militante, o povo de Deus escolhido, os que escolheram a boa parte,
para um dia estarmos junto aos demais irmãos da Igreja Triunfante,
que hoje louvam, glorificam e adoram a Deus face a face.
Um Santo Beijo em todos, com muito amor! Que Deus os abençoe
ricamente!
Ricardo da Liturgia das 10h
|