Maria
de Nazaré é sempre a mesma Maria: a mãe de Jesus,
o Filho de Deus, a qual se tornou também a mãe de todos
aqueles que seguem e amam seu filho. Entretanto, ela assume vários
rostos e nomes, de acordo com cada lugar e cada cultura. É
um jeito de o povo mostrar seu carinho pela mãe de Jesus e
também de colocá-la dentro de sua vida e de sua história.
É assim com Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
a padroeira do Brasil. Um dia, no século passado, um grupo
de pobres pescadores recolheu das águas do Rio Paraíba
uma imagem da Virgem da Conceição. Desde então,
ela entrou na história e na vida do povo simples e trabalhador
de nossa terra. Deixou de ser uma referência distante, para
tornar-se a mãe que caminha junto com a gente, ajudando nas
nossas dificuldades cotidianas.
A devoção que começou entre os escravos e o povo
pobre do Vale do Paraíba cresceu. A Mãe adotou todo
povo brasileiro. Seu rosto é negro; seu porte, pequeno; sua
expressão, humilde e serena; e seu olhar é amoroso,
um olhar de mãe que está sempre pronto a captar as necessidades
de cada filho para apresentá-las ao Pai.
É na convivência com Nossa Senhora Aparecida, a mesma
Maria de Nazaré de todos os tempos e todos os povos, que o
povo brasileiro encontra o estímulo para suas lutas, a coragem
para aproximar-se de Jesus e a esperança de que o amanhã
sempre poderá ser melhor.
Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
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