Os Ecos da Jornada

Em comemoração por um ano da JMJ no Rio de Janeiro, fomos entrevistar alguns jovens, representando os diversos grupos ligados à juventude, de nossa paróquia.

Muito se enganou quem pensava que a juventude cristã perderia sua força com a saída do Papa emérito Bento XVI. Pelo contrário, ganhou um grande incentivador no momento em que o atual Papa Francisco assumiu, impulsionando muito mais a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro.
Faz um ano exatamente nesse mês, que o Rio de Janeiro sofreu uma “invasão” de jovens e adultos de todo o mundo, para participar dessa oportunidade de encontrar com o sucessor de Pedro e firmar-se mais na fé, testemunhando-a ao mundo inteiro.
Durante a JMJ, nossa paróquia recebeu mais de 2.500 peregrinos e quase todos os membros da comunidade se voluntariaram a ajudar no que podiam, sendo sua função ou não.
Dentre esses membros, lógico, temos que destacar os próprios jovens – uma vez que a JMJ é feita por jovens e para eles – e sua participação em massa. Os mais diversos grupos de jovens existentes em nossa paróquia se mostraram ativos e participaram bastante. Abaixo relembramos com eles um pouco do que foi a jornada, o serviço e o que a jornada modificou em suas vidas, nossa comunidade e na Igreja como um todo.
Tamara Ribeiro e Thiago Santos conversaram com alguns jovens e se surpreenderam muito com o que ouviram. Antes de tudo, registraram o quão gratificante foi para eles dois realizar este trabalho.
Vamos conferir:
“Uma vez que trabalhamos muito com o Santíssimo, mesmo nas celebrações, é como se tivesse reavivado um pouco mais a nossa fé, aquele fervor, o calor no coração que por alguns momentos por conta de diversos problemas vai esfriando. E quando vieram à jornada, os grupos jovens se uniram mais, éramos vários grupos espalhados e a JMJ ajudou a trabalharmos juntos de verdade”, disse Juan, que é cerimoniário na Paróquia. E continuou dizendo: “As pessoas começaram a notar um pouco mais nosso trabalho, não sei se por conta das celebrações da JMJ, que eles acabaram vendo que é importante realizar uma celebração que chame mais as pessoas. Mas do ano passado para cá, temos recebido bastantes elogios e isso é bom, pois nos impulsiona a conseguir fazer um bom trabalho, um próximo da perfeição. Buscar seguir mais os padrões do vaticano, vendo o que se adequa a realidade paroquial. Trazemos coisas novas, a comunidade responde se gostou e continuamos a buscar coisas novas. Apesar disso, não observei uma maior busca da juventude por coroinhas e cerimoniários. Por conta do nosso trabalho ser diferente dos outros grupos, pode ser por isso, já que nosso trabalho leva em conta muito o chamado, a vocação da pessoa. A primeira coisa que eu percebi em relação ao nosso trabalho com outros bispos e padres de outros países foi a língua da fé. Um dia fui voluntário em outra paróquia, que tinha poloneses, e eu não entendia nada que estava sendo falado durante a missa, mas eu estava completamente dentro do que estava acontecendo na Missa. Eu soube agir da maneira certa em todos os momentos por conta dessa língua da fé. Quanto a experiência com outros padres, o maior ensinamento foi tentar fazer o que é mais certo não o mais bonito. Desde que buscamos o que é feito no vaticano, nos uniformizamos mais. A Missa do padre Francisco tem que ter um formato semelhante ou do padre Sebastião, a do padre Miguelito, a do padre Luiz, da dos que vem de outros países para serem iguais e únicas. Tanto é que temos o calendário litúrgico para uniformizarmos as celebrações.”
Outros grupos como o MAC (Maturidade Cristã) e EJC (Encontro de Jovens com Cristo) também foram muito efetivos em sua atuação durante a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 e isso rendeu frutos:
“A reestruturação no nosso movimento foi um fruto, nós organizamos melhor as coisas e definimos quais são nossos objetivos para esse ano. Estamos pensando em fazer um retiro baseado naquela frase do Papa Francisco: “ide sem medo para servir”. No sentido de fortalecimento do grupo, tanto dos que já estavam quanto os que estão chegando”, concordam Ana Clara Fontenele e Mariana Carvalho, do MAC.

Thais Batista, também do MAC diz que “a presença da juventude dentro da paróquia mudou também. Eu, por exemplo, estou muito mais ativa na igreja do que antes da jornada. Antes eu não tinha grupo, não trabalhava dentro do grupo e depois da jornada, eu estou sempre indo à missa. Também encontrei meu namorado nos moldes do que pedia a Deus e temos vontade de casar vivendo uma vida religiosa corretamente”.

A mesma percepção tem Camila Barbosa, atual coordenadora do EJC, que nos disse que “A busca aumentou depois da JMJ, as pessoas viram os jovens bem ativos na paróquia ajudando, inclusive, muitos, fazendo tarefas que não eram as deles. Isso rendeu alguns frutos ao EJC”.
Dentre os grupos de jovens, destaca-se também o grupo de Iniciação Cristã para Jovens e Adultos, responsável pela catequese de jovens e adultos como o nome diz, preparando-os para receber os primeiros Sacramentos. Quando perguntado sobre mudanças em seu grupo, Guilherme Takamine, catequista desde 2002 e também membro do EJC, disse que começou uma turma logo depois da JMJ, no mês de agosto: “100% das pessoas que entraram na minha turma de catequese, foram pessoas que falaram: “eu vi o papa, vi os jovens e gostei muito, achei maravilhoso e quero viver isso” e essas pessoas vão se crismar agora dia 12 de outubro. Isso foi excepcional, ver essa mudança, vermos de forma tangível a mudança na vida dessas pessoas por causa da JMJ”.
Camila, que também participou da JMJ de 2011 em Madri, conta seu relato curioso sempre que a perguntam: “eu mudei completamente a maneira de ver os jovens da igreja católica, foi muito importante para a minha caminhada. Eu tive a oportunidade de viver duas JMJ e a minha primeira eu ainda estava caminhando na minha fé, um pouco ainda novata na igreja. Fiquei encantada em saber que a gente tem tantos jovens de tantos lugares com a mesma fé. Foi inesperado. Eu não iria e fiquei sabendo que ia, faltava um mês para a JMJ. Foi providência divina, fui sem saber o que era e me surpreendi. Eu ganhei a viagem com tudo pago e foi uma coisa que vai ficar marcada na minha vida para sempre. Acompanhei a preparação de todos que iam, mas não imaginava que eu também iria. Primeiro, porque achei que meus pais não iriam deixar e segundo pela condição financeira, eu não trabalhava ainda e não estava nos meus planos, mas Deus quis que eu estivesse lá.
A grande preocupação da Irmã Graça, que me levou, foi minha locomoção lá. Sabemos que é difícil e longa a caminhada, indo de um lado pro outro. Eu tenho dificuldade de andar, então a Irmã graça perguntou se levasse uma cadeira de rodas eu iria me incomodar. Falei que não, que era uma maneira de me poupar também. Fui e fiquei muito na cadeira de rodas e eu via o quanto as pessoas queriam me ajudar, não só meu grupo, mas os grupos de outros países queriam também ajudar. O curioso é que quando eu me cansava, levantava da cadeira e as pessoas ficavam sem entender aquilo. Achavam que era milagre… (risos)… era engraçado, mas ao mesmo tempo foi uma lição para mim. Ver a doação deles, o cuidado não só comigo, mas também com os outros cadeirantes. Isso me deu um empurrão. Deus me mostrou que eu estava no caminho certo e que é esse o caminho que eu tenho a seguir. Mudou completamente minha vida, minha maneira de pensar, de agir, e não ter vergonha de proclamar minha fé e saber que não estou sozinha nessa caminha, sabendo que Deus está comigo como com os outros jovens também”, concluiu.
O fato é que não só Camila e os demais que citamos nessa matéria, mas também os jovens do mundo inteiro que estiveram na JMJ, presenciaram Deus em cada pessoa, nas ações e gestos solidários, como nos disse Guilherme:
“Desde a recepção calorosa na alvorada, assim como em muitas outras situações. Na praia, pessoas dando as mãos para não se perderem e outras respeitando. Parece normal, mas é difícil perceber esse cuidado, nas comemorações de ano novo, por exemplo. Pessoas passavam mal e outras ajudavam como podiam; pessoas que não tinham onde tomar banho e outras cedendo as casas para o banho, que é uma coisa tão íntima, fazendo isso por quem não conheciam e que provavelmente nunca mais ouvirão falar, são coisas que não encontramos em outro evento no mundo. Acho que não existe nada igual ao momento de jornada, isso mudou até minha forma de ver o ser humano, que nós não somos só um pedaço de carne que vai morrer, mas criaturas de fato, e capazes de atitudes que vem de Deus e vemos isso no próximo”.

A Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 passou e nos deixou saudades, mas rendeu frutos de várias maneiras. Muitos são os que ainda têm contato com outros peregrinos e o marco da primeira Jornada com o querido e simpático Papa Francisco vai ficar pra sempre na memória dos cariocas.
Rumo a Cracóvia!
Tamara Ribeiro e Thiago Santos – Pascom

 

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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