Oh! Meu Brasil, cuidado com a intolerância!

Com o trecho de um samba da Viradouro sobre intolerância, começamos a tratar do grande desafio de seguir uma doutrina, ideologia, ou filosofia, exatamente por entender que o que é diferente é tão válido quanto o que você acredita. Parece confuso e até relativista, mas acredite, não é, sobretudo se estivermos falando de fé.

Os princípios básicos para entender isso são: empatia e respeito.  A empatia nos permite olhar o outro como um semelhante a nós e, com isso, dotado de inteligência e do mesmo livre arbítrio para entender o que é melhor para ele. A partir do momento que o outro já discerniu sobre o que acha adequado e onde quer estar, deixe-o à vontade e respeite.

Tem um ditado que diz ‘quem muito ajuda, atrapalha’ e podemos levar a discussão para esse lado. Sabemos da doutrina que acreditamos e vivemos e, justamente, por acreditarmos temos plena convicção do que achamos correto e do que nos dá sentido na vida. Quando se fala de fé, a base é justamente crer. A fé é autossuficiente e nos dá a certeza de que acreditamos no que é a pura verdade, é o que nos dá sentido, chega a ser sagrado, não é mesmo?

Ora, perceba o quão cruel é olhar o outro e dizer que o que ele acredita, que onde ele deposita a fé dele é errado, ou mesmo que sua fé é uma mentira.  É perverso desacreditar o outro a partir do que ele crê, ainda que seja diferente do que você, leitor, acredita e aí começam os problemas, principalmente se faltar a empatia e o respeito.  

Sabemos da boa intenção de querer ser ‘pescador de Cristo’ e mesmo de querer o melhor para o irmão, mas cabe a ele buscar conhecer algo novo. É totalmente diferente das pessoas que não conhecem nada, cabe a quem se achar apto fazer as devidas apresentações. Fazê-las a fim de trazer e, sobretudo formar novos cristãos para que tenham sua fé sóbria e forte, de modo a não esmorecer frente às adversidades.

A intolerância religiosa vai muito além das agressões físicas e verbais que costumam virar notícia na imprensa. O olhar com julgamento, ou mesmo o afastamento, a exclusão de pessoas por serem de outras religiões é complicado.  O Papa Francisco nos orienta ao diálogo e enquanto cristãos e católicos, devemos prezar por ele, com respeito.

Tivemos dois recentes episódios que mostraram que as diferenças acabam gerando exclusão.  O prefeito do Rio de Janeiro, a cidade com o maior carnaval do mundo, tradicionalmente entrega a chave da cidade ao Rei Momo, o que simboliza o início do carnaval na sexta-feira. Neste ano, isso não aconteceu.  O prefeito se ausentou da maior festa da cidade, atrasou o compromisso em horas e a entrega foi feita pela secretária de Turismo.  Intolerância?  Vai saber, mas a postura a ser tomada em um cargo público não deveria ser baseada apenas pela religião. Essa visão fechada, acaba nos cegando do restante. 

O outro episódio foi no desfile das campeãs, quando a Igreja pediu à Liga das Escolas de Samba que a Mangueira não desfilasse com um tripé que trazia um sincretismo, no qual um lado do carro era Oxalá e o outro era o Cristo Crucificado, já que o enredo era “só com a ajuda do santo”.  A igreja procurou conhecer o que seria levado para avenida e visitou o barracão da escola, mas o tripé não estava pronto, segundo a agremiação. Paralelamente a arquidiocese de São Paulo, apoiou e fez uma parceria com a escola de samba Unidos de Vila Maria, que homenageou os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. A igreja participou de todo o processo de confecção das alegorias e da participação da escola, pedindo que fosse feita uma procissão, sem nudez e sem sincretismos, respeitando a tradição da Igreja.

Note como é um debate vasto, a igreja segue pedindo respeito para com suas crenças e tradições e não se opôs em colaborar com o carnaval de São Paulo. No entanto, quando se sentiu desrespeitada, usou de sua autoridade e negociou com a Liga para que o carro não desfilasse. O próprio nome já diz, é diferença e justamente por isso precisa de tolerância, o que não se transforma em aceitação. A tolerância deve estar em todos os lados, é um jogo de morde e assopra. Nossa fé deve ser assim: ceder, mas sem se descaracterizar. O respeito deve imperar nesse tipo de relação, nenhum dos lados pode se sentir desrespeitado. 

Segundo Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, tudo depende da intenção e da forma como as coisas são feitas e é isso que deve direcionar a tolerância – os católicos não poderiam honrar o nome de Deus, professar sua fé e prestar homenagem a Nossa Senhora também no sambódromo? – questionou. 

 

Phillipe Rabelo

Pascom Loreto

 

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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