O Amor (traduzido) em gestos concretos

 

               É impossível não lembrar de Cristo quando vamos falar de amor. Afinal, não há amor maior do que o amor d’Aquele que nos amou primeiro e deu sua vida para nos salvar. Aquele que no meio de nós, tudo fez para que compreendêssemos que o centro de tudo é o amor. Inclusive há uma música da banda Vida Reluz que diz “Simplesmente amar / é o que importa para quem quiser servir / simplesmente amar / é a condição maior suprema do servir / Eis a verdadeira vocação / Simplesmente amar.

               Mas de onde vem esse amor? O que impulsiona esse amor? Como dito acima, a condição mais suprema do servir, é o amor. O amor que faz homens e mulheres sairem do seu conforto para ir ao encontro do próximo, de suas necessidades, de suas queixas, buscando apazigua-lo, nem que seja com um abraço, um pedaço de pão ou simplesmente um tempo para ouvi-lo. Essas pessoas são reais, elas existem, mesmo que o mundo e a sociedade individualista insista em nos convencer que não. Nós temos em nossa comunidade muitas pessoas assim e como prova disso, fomos conversar com membros da Ação Social, pastoral que a 75 anos transforma o amor em obras (Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta – São Tiago 2,26) e também com membros do Fé e Dons, que realizam o que chamam de “Café do Bem”.

 

Ação Social
 

A mais ou menos dois anos atrás, a Ação Social implementou o Aconselhamento Familiar para Inclusão Social e Cidadania – chamado de AFISC. Essa reorganização na forma de atuar da Ação Social possibilita hoje o atendimento de 150 famílias que estão dentro da nossa área paroquial, além de orienta-la para que a mesma possa procurar e utilizar os serviços já disponibilizados pelas instâncias governamentais.

Dessa forma, orientadas atráves da equipe da Ação Social, o trabalho realizado visa dar novamente dignidade as famílias assistidas e capacita-las para que as mesmas possam buscar seus direitos como cidadãos, além,  é claro, de todo aconselhamento e orientação que é dado pela equipe.

               Na última entrega de bolsas, enquanto as famílias estavam participando da palestra, recebendo as informações e também partilhando sobre a Palavra de Cristo, as crianças estavam com a Bianca Portelinha e a Júlia Cardoso, recebendo orientações sobre como cuidar dos dentes. Outra declaração de amor, aos pequenos e a Deus.

 

“Na verdade, desde a escolha da faculdade, do curso que eu ia fazer, eu já tinha vontade de ajudar e fazer a diferença nesse mundo! Eu nem sei muito bem de onde vem essa vontade, mas eu sempre gostei de ser útil às pessoas, sabe? Minha família diz que eu sempre fui assim, se eu me deparar com alguém sofrendo ou em qualquer situação que necessite de ajuda, eu vou estar lá com ela até que se sinta confortável!

Com certeza, o que eu mais quero na minha vida, é ser uma cristã que pode ser um pouquinho de Cristo para o irmão! Então, tento usar a minha profissão pra isso. Fazer parte da ação social é muito gratificante, ver aqueles sorrisos, tentar ajudá-los a cuidar dos seus dentinhos e ver a empolgação deles, querendo e buscando um sorriso mais bonito, é de preencher qualquer coração”.

Bianca Portelinha

 

“O que me leva ajudar é a vontade de levar amor, atenção e cuidado ao próximo. É poder retribuir todo amor que recebo a quem precisa. É saber que ali, independente de quem seja, é alguém como eu, um ser humano, que também tem suas necessidades e merece atenção. É saber que, seja qual for o tipo de ajuda, o coração fica sempre mais leve e mais limpo. E todas as vezes você acaba aprendendo mais que esperava e a alma sai renovada.”

Julia Cardoso

 

               O amor a Deus, ao próximo e ao necessitado, é o grande motivador da equipe da Ação Social, para que o trabalho não pare, continue, perpetue e siga adiante. Mas também no coração de cada um há um fator motivador, que é de mostrar aos assistidos que é possível vencer. Que como no passado, eles tiveram de alguma forma uma ajuda, estar hoje atuando na paróquia e na pastoral é uma forma de retribuir o que lá atrás eles receberam de Cristo, através das mãos de alguém. E claro, apenas aquele que sente na pele os resultados da falta de algumas das necessidades básicas é que consegue compreender o que de fato o que essas famílias sentem e do que elas precisam.

               Na última semana, o Papa Francisco fez a seguinte postagem em sua conta no twitter: “Pedimos ao Senhor para que nos faça entender que amor é serviço, é responsabilizar-se pelos outros.” Mas como disseram os integrantes da Ação Social na entrevista, “Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.”  São Lucas, 10, 2. E justamente por serem poucos é que Ação Social convida toda a comunidade a participar também das atividades da pastoral.

 

 

              A manifestação do amor na figura do próximo também teve uma iniciativa que acompanha até hoje o pessoal do Fé & Dons: O Café do Bem.  O projeto surgiu em 2016 através do Fábio, que era membro do Movimento e foi, durante algum tempo, assistido pela casa de Betânia.

               Fabio morava em Madureira com o casal de filhos adolescentes e a mãe dos jovens. Juntos, tiveram a iniciativa de servir um café da manhã para as pessoas em situação de rua da região. Começaram com 25 pães com mortadela e uma garrafa térmica de café com leite.

               À medida que o Fábio dava início ao Café do Bem, iniciava-se também a preparação para o 32º Encontro Fé & Dons. Em uma das reuniões, ele comentou sobre a iniciativa com a Rosângela que pediu aos coordenadores do movimento autorização para pedir doações nas reuniões do Fé & Dons e nos grupos do whatsapp, inicialmente.

               Rosângela, Eginaldo e Soraya abraçaram o Café do Bem e trouxeram para dentro do Movimento. Hoje, aquele projeto que começou com a família do Fábio conta com 70 pessoas, das quais 30 se responsabilizam pela distribuição e o demais pela arrecadação dos insumos e preparação. O projeto cresceu: Em todos os domingos são distribuídos 150 pães com presunto, 80 garrafas (de 500 ml de água mineral) com café com leite, além de biscoitos, bolos e sanduiches para as pessoas em situação de rua, em Madureira.

               Rosângela conta que durante as entregas a equipe de voluntários é super bem recebida “Eles nos perguntam se temos um lugar de recuperação. Ficamos com o coração partido por não conseguirmos direcioná-los. Nós estamos indo em frente e fazendo o possível para darmos o melhor para eles. Com imensa gratidão eles param tudo que estão fazendo para nos receber”, disse.

               Especialmente no Natal a ação também ganha força. No 1º Natal do projeto, em 2016 foram distribuídos sanduiches de pernil com guaravita, já no natal de 2017, o pessoal do Café do Bem distribuiu 300 quentinhas de macarrão, farofa e pernil, mais os guaravitas. Também nessa entrega uma amiga colaborou com mais 150 quentinhas de macarrão, farofa e frango assado, além dos 150 guaravitas.  “Essa última entrega de Natal foi feita no dia 23 de dezembro e foi maravilhosa! Estava chovendo muito, então tivemos certa dificuldade de encontrá-los, mas conseguimos terminar às 6h da manhã do dia 24 de dezembro. Foi emocionante”!

               Aos que quiserem fazer parte, fiquem à vontade para entrar em contato com:

Rosangela: 21 99353-2766 / Eginaldo: 21 98330-5999 / Soraya: 21 99292-7017.

“… porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.”  São Mateus, 25, 35-40

 

Thiago Santos e Phillipe Rabelo

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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