Prezado leitor, querido paroquiano.
O tempo passa sem parar. Estamos quase chegando ao final do ano civil. E, no ano litúrgico, o ano religioso, já este mês, dia 28, começamos o novo ano com o primeiro domingo do Advento. Esse tempo litúrgico quer nos fazer acompanhar o tempo de salvação que Deus prepara para os seus filhos. No início do Evangelho de Marcos, a primeira palavra de Jesus é: “Completou-se o tempo e o reino de Deus está próximo” (Mc 1,15). Este é o convite para entrarmos no tempo de Deus e não deixá-lo passar como passa o tempo sem Deus. A liturgia irá nos ajudar. Os paramentos roxos falam do esforço da preparação, do silêncio, da escuridão que antecede o surgir da luz. A coroa do Advento vai sendo acesa, uma vela a cada domingo, para anunciar a luz maior que está chegando. É preciso que a agitação não atrapalhe essa espera... E o tempo do Advento é o tempo em que vivemos conscientemente a fase do esperar.
Sem esperança o ser humano vai ficando enfraquecido e com medo do mistério do tempo. Mas se aguardamos a vinda do Senhor, vamos poder abrir-lhe a porta logo que chegar e bater.
Vamos concluindo nestes dias o estudo do 2º texto de preparação do 11º Plano de pastoral de conjunto. As perguntas que estamos respondendo vão nos orientando também para as ações pastorais concretas na nossa paróquia. A formação de novas comunidades, a missão de ir ao encontro das pessoas nos lugares onde moram, esse ser igreja em permanente estado de missão, como nos recomenda o Documento de Aparecida são ações pastorais muito concretas que podemos ir planejando para a nossa realidade. São também da maior importância os ministérios já existentes e os novos propostos para o trabalho pastoral. Já conhecemos e podemos opinar sobre os ministérios da Sagrada Comunhão junto aos doentes e nas celebrações eucarísticas; do Acolhimento diante das portas da igreja e do Loretão; e da Consolação e Esperança nos cemitérios. Mas temos agora a possibilidade de outros ministérios como o da Palavra, da Escuta e do Introdutor. Este último foi experimentado na iniciação cristã de jovens e adultos numa função semelhante à dos padrinhos que apresentam e acompanham os candidatos aos sacramentos de iniciação. Vamos dinamizar sua atuação, preparando as pessoas para esta função? E os Círculos Bíblicos? Estamos completando o cadastro dos nossos círculos em funcionamento, na esperança de que eles sejam realmente as pequenas comunidades onde se reúnam os fiéis em torno da Palavra de Deus; comunidades que sejam as bases da paróquia, definida como comunidade de comunidades.
A história dos 350 anos da paróquia de Loreto nos traz este mês a figura carismática do P. Ambrósio. Certamente lembrado ainda hoje pelos antigos paroquianos, tem uma praça guardando sua lembrança no bairro do Tanque, próximo da Escola Pio X. Tive a oportunidade de conviver com ele no tempo de seminário, em 1961 e o encontrei nos primeiros dias de minha presença como padre em 1970. Celebrei as minhas primeiras missas em Jacarepaguá na igreja de Santo Antonio Maria Zaccaria onde ele foi pároco até morrer. No último domingo de dezembro ele sofreu o derrame que acabou levando-o à morte. As crianças que estavam esperando pela celebração do batismo naquele dia foram batizadas por mim aqui na igreja do Loreto.
Esse é outro propósito deste mês de novembro. As lembranças boas dos apóstolos que nos precederam serão estímulos para sermos santos e aprendermos a homenagear os mortos. Nossos parentes e amigos que nos antecedem na vida eterna, aos olhos da fé, acendem uma luz nova para nós.
Um abraço carinhoso, com o desejo de muitas bênçãos de Maria para você.
P. Sebastião Noronha Cintra, pároco. |