CELEBRAR O ADVENTO significa despertar para a vida da presença de Deus em nós. Maria, João e Isaías nos ensinam a fazê-lo. Para isso, devemos andar por um caminho de conversão, de afastamento do visível e aproximação ao invisível. Andando nesse caminho somos capazes de ver a maravilha da graça e aprender que não há alegria mais luminosa para o homem e para o mundo que a da graça que vem de Cristo.
O mundo não é um conjunto de penas e dores a alegria é fundamental no cristianismo, que é por essência evangelium, boa nova. E, entretanto, é ali onde o mundo se equivoca, e sai da Igreja em nome da alegria, achando que a Igreja a tira do homem com todos os seus preceitos e proibições.
A verdadeira alegria vem de Cristo, e devemos aprender a ver e compreender Cristo em nossa vida, o Deus da graça, da luz e da alegria do mundo. Pois, nossa alegria só será autêntica se não se apoiar em coisas que podem ser tiradas e destruídas, e se fundamentar na mais íntima profundidade da nossa existência, impossível de nos ser arrebatadas por alguma força do mundo.
Toda perda externa deveria fazer-nos avançar um passo rumo a essa intimidade e fazer-nos mais maduros para nossa vida autêntica em Deus.
Toda a angústia que existe no mundo está amparada por uma misericórdia amorosa, dominada e superada pela benevolência, o perdão e a salvação de Deus. Quem celebra assim o Advento poderá falar com razão que a celebração natalina será feliz, bem-aventurada e cheia de graça. E conhecerá como a verdade contida na felicitação natalina é algo muito maior do que esse sentimento romântico dos que a celebram como uma espécie de diversão de carnaval. |