Meus amados irmãos(ãs), estamos mais uma vez iniciando um novo mês, muito rico, primeiro, porque meditaremos sobre Todos os Santos, Finados e Cristo Rei (conclusão do Ano Litúrgico).
No Dia de Todos os Santos, a Igreja não celebra só a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim de todos; isto é para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. Todos os fiéis cristãos de qualquer estado ou ordem são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: “Sede perfeitos como vosso Pai é perfeito” (Mt 5,48). Só assim compreenderemos melhor o início do Sermão da Montanha. São Bernardo, Abade, já dizia em seu sermão: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim esta solenidade?
Que lhes importa as honras terrenas? A eles, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica! Os santos não precisam de nossas homenagens, não há dúvida alguma. Se veneramos os santos é interesse nosso e não deles.” Eles são um exemplo de vida para todos nós, pois também passaram por todas as dificuldades que nós passamos: apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnias, ódio, falta de amor, injustiças; tudo isto e mais o que constitui o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria Definitiva, pois “ não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois convidados dos santos, sois da família de Deus” (Ef 2,19). Neste Dia de Todos os Santos o apelo se dirige a todos os fiéis cristãos, a de vivermos a plenitude da vida cristã, a perfeição da caridade, a viver como Cristo Jesus nos ensina.
O Dia de Finados é um dia apropriado para uma reflexão sobre o sentido da vida e a certeza da morte. Este dia é importante para pensarmos nos nossos entes queridos falecidos e todos os mortos. A fé e a esperança da vida eterna entre o Povo de Israel já aparece no Antigo Testamento, especialmente no Livro dos Macabeus, portanto é importante, fazermos sacrifícios. Trata-se de um santo costume, o de rezar pelos mortos, pois isto nos revela a esperança da vida eterna. Quem reza pelos mortos e manda rezar missa pelos seus falecidos está dando um testemunho de que acredita na vida depois da morte. Para nós, cristãos, a morte é um verdadeiro sinônimo de libertação. É na morte que nós nos libertamos de todas as dores e doenças. O nosso corpo é transformado num corpo glorioso que ressuscita para a vida eterna. Rezando pelos nossos entes queridos dedicamos-lhes cada oração feita por ele. “ Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno e a luz perpétua os ilumine , descansem em paz. Amém.”
Também neste mês, especialmente no dia 25 encerra-se o Ano Litúrgico, a Igreja celebra a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Escutamos no Evangelho a pergunta dirigida a Jesus por Pôncio Pilatos : “Tu és o Rei dos Judeus? (Jo 18,33). É neste ponto do diálogo que Cristo afirma: “ O meu reino não é deste mundo, se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue às autoridades dos judeus. Mas o meu Reino não é daqui.” (Jo 18,36)
Então celebrarmos Cristo é avaliarmos se de fato o nosso Rei Cristo, é de fato o Nosso Senhor mesmo, cada um responda conforme o senhor a que está servindo. Servir ao Cristo Rei é sabermos viver a nossa obediência à missão a nós confiada.
Nosso Senhor Jesus Cristo Rei. Ele é o servo obediente, é Rei, porque tem: “ as chaves da morte e do inferno”( Ap 1,18). É enquanto vencedor da morte, do inferno e de Satanás é “ o Príncipe dos reis da terra”. Com efeito, todas as coisas terrenas estão sujeitas à morte. Ao contrário, Aquele que tem poder sobre a morte, abre para toda humanidade a perspectiva da vida mortal. Ele é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de toda a criação” (Ap1,8), por isso todas as gerações podem repetir: “Bendito, seu reino que está para chegar (Mc11,10).
Meus amados irmãos(ãs), sinto-me feliz por estar com vocês para celebrar a Eucaristia na solenidade de Cristo Rei.
Meus amados paroquianos, meus mais sinceros e cordiais às Pastorais e Movimentos, saúde a vocês, meus queridos confrades (barnabitas), a vocês meus queridos seminaristas e a todas as Religiosas(os) e a todos vocês, irmãos amados em Cristo que colaboram de diversos modos na guia e no serviço pastoral da nossa comunidade. Por fim um abraço, especial a todos os anciãos, doentes e às pessoas que se encontram sozinhas.
Meu abraço fraterno e minha bênção sacerdotal para todos.
Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP |