: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som|  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Fotos
Figuras
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

Viver a Morte Morrer a Vida |NOVEMBRO


GRÃO DE TRIGO NÃO MORRE; o grão não se decompõe, mas o armazém se esvazia: a polpa possibilita ao cerne de se desenvolver e produzir frutos.

Na pessoa humana há algo como o cerne que tem de desabrochar, e algo como a polpa que tem de ser gasta.

A polpa é tudo de que o cerne vive e que lhe possibilita o crescimento: a mãe, o aconchego do lar, o ninho do seu próprio corpo, sonhos, conquistas, bens de toda ordem...

Progressivamente, em cada fase, a pessoa consome nova polpa e realiza ulterior gestação, de modo mais rico.

É como se o armazém se esvaziasse; consecutivamente perdemos: o aconchego inocente de criança, o mundo dos sonhos de púbere, o estado auto consciente de adolescente, a eternidade de adulto, a união de amantes...

Resta sempre a ternura! E nos acompanham duas companheiras inseparáveis: a solidão e a morte que, de mãos dadas, conduzem a pessoa para dentro do seu núcleo, onde é como um fiapinho de capim, tão frágil e tenro. Segredo também da autêntica grandeza!

A vida do grão está ameaçada por dois extremos: deficiência ou excesso na polpa. Respectivamente haverá morte por inanição ou por saturação.

O chamado progresso, posse, segurança podem sufocar a vida propriamente dita. Ali a polpa é identificada com a vida à qual devia servir.

Ou então deixa o cerne à míngua, numa situação de opressão, injustiça e marginalização.

Viver, atravessando a morte, é algo que dói como o nascer. Podemos ir em duas direções opostas, ou como diz a Bíblia: estão diante de nós a vida e a morte.

Podemos fazer um casulo da nossa polpa, identificando-nos com ela. Colheremos a morte. E podemos ir em busca da vida, através da morte, tornando-nos menos possessivos, mais frágeis exteriormente, não raro mais solidários, mas interiormente mais renovados.

Nessa nudez, por um processo de descontinuidade, cada vez mais livres do acessório, uma ferida de amor vai ser revestida da roupagem da eternidade, da plenitude do infinito.

No ponto mais frágil onde acontece o reinado da morte, ali a vida verdadeira irrompe. Entenderá quem tiver coragem!

Essa morte nos lembra a liberdade do cerne que não faz um casulo da polpa: liberta do poder, da posse, do status...
Simboliza um despojamento crescente, onde se é consumado como pão e vinho a caminho da ressurreição, e como um frágil sopro a caminho da luz.

Você, ao dedicar-se com afinco ao aprofundamento de sua vida espiritual, esteja bem consciente do preço a pagar. Toda postura significativa implica alguma perda para dar consistência ao ganho.

Feliz de você quando olha mais o ganho escondido na perda, e se dispõe a experimentar a vida mais como dádiva que desempenho.

Certamente terá boas surpresas: nas areias esquecidas do deserto da vida fará desenterrar maravilhas insuspeitas.

Frei Claudio Balen
Paróquia do Carmo - BH

 
 
 

VEJA NO MÊS DE NOVEMBRO/2007:


- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16
 
 
cf2008

Após a morte acontece o julgamento particular. Quem faz o julgamento?
Deus.
Você mesmo(a).
A Corte Celeste.

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores


JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário
HTMLcounter.com!