Apocalipse (3) - Divisão e conteúdo do Apocalipse
Continuação
As Cartas às Igrejas (Ap 2-3)
À Igreja de Éfeso. O Senhor das Igrejas pede a conversão porque Éfeso abandonou o primeiro amor, o que lhe tirou a condição de ser reconhecida por ele como sua Igreja, não obstante tenha perseverado no testemunho, mantido a fé dos Apóstolos e deteste os falsos doutores que os apóstolos reprovam (1Jo2,19).
Somente quem vive o fervor da caridade, realiza boas obras, mantém a fé e dá testemunho de Cristo, na perseverança, será reconhecido por ele como vencedor e poderá comer "da árvore da vida que está no paraíso de Deus" (2,7).
À Igreja de Esmirna. Aquele que é de condição divina e que venceu a morte se agrada com a Igreja perseguida e que sofre maledicências e a aconselha a perseverar na tribulação até à morte porque, então, alcançará a coroa da vida, garantindo-se definitivamente contra a segunda morte.
À Igreja de Pérgamo. Aquele que pela espada da verdade é capaz de destruir toda mentira adverte à Igreja de Pérgamo a abandonar o costume de comer carnes sacrificadas aos ídolos e a não seguir a doutrina dos falsos doutores. Somente os que não se contaminaram com ídolos e não aceitaram outra doutrina a não ser aquela dos Apóstolos, comerão o alimento celeste e serão considerados membros do Novo Israel.
À Igreja de Tiatira. O Filho de Deus que perscruta todas as coisas com o seu Espírito e que é eterno reconhece na Igreja de Tiatira que há amor, prática das boas obras e perseverança na tribulação, mas lhe falta a integridade da fé apostólica, porque comem carnes sacrificadas aos ídolos. Sofrerá castigos corretivos, dos quais serão poupados os que não se contaminaram com a idolatria. Caso estes perseverem reinarão com ele e terão parte na sua Glória.
À Igreja de Sardes. O Senhor da Igreja que tudo perscruta com o seu Espírito declara que Sardes é uma Igreja morta. Deve voltar à vigilância antes que seja surpreendida pela Vinda do Senhor como por um ladrão. Os que mantêm suas vestes brancas terão seu nome inscrito no Livro da vida e serão reconhecidos por ele diante de seu Pai.
À Igreja de Filadélfia. A Igreja de Filadélfia vive, em tudo, segundo os desejos do Senhor da Igreja, o Santo e Verdadeiro.
Por isso este lhe concede uma esperança que não será confundida: "Te guardarei da hora da tentação". Responderá atento à invocação da Esposa que o invoca e logo virá, sabendo que ela tem pouca força. O sinal da plena complacência de Jesus Cristo com esta Igreja está no fato que a torna instrumento de conversão de alguns judeus. No fim, tornar-se-á a Cidade de Deus, a Nova Jerusalém, com o nome do Cristo glorioso inscrito nela.
À Igreja de Laodicéia. Aquele que é de condição abertamente divina, o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus, execra totalmente a conduta da Igreja de Laodicéia: "Tu és o infeliz: miserável, pobre, cego e nu!" (13,17), sem a graça de Deus, sem a veste branca, sem a luz do Espírito.
Tudo pode ser recuperado pela conversão, porque Jesus ama a sua Igreja embora, como um pai, a repreenda. O vencedor sentará com ele no trono do Pai.
(continua)
Perguntas para uma reflexão:
1ª) Quais são a exigências de Cristo Senhor para que cada Igreja local seja reconhecida por ele?
2ª) Quais são as recompensas reservadas às Igrejas que ouvem a voz do Espírito?
3ª) Por que a Igreja de Filadélfia agrada de forma perfeita a Jesus Cristo?
Pe. Fernando Capra/CRSP
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