: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som|  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Fotos
Figuras
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

Editorial |NOVEMBRO


Meus amados irmãos(ãs), mais uma vez aqui com nossas notícias paroquiais. Em novembro vamos meditar sobre o dia de Todos os Santos e também dedicar a nossa atenção aos nossos entes queridos já falecidos.

No dia de Todos os Santos, a Igreja celebra a santidade não só de um cristão, mas de todos que se encontram no céu, isto é, para mostrar-nos concretamente a vocação universal de todos os cristãos, de qualquer estado ou ordem. Somos chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: "portanto, sede perfeitos, assim como o vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5,48)

Neste dia, a Igreja convidado a olhar para o alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no céu, com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", conforme o Livro do Apocalipse: " Era uma imensa multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, patrões, empregados, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal de que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que decide viver o Evangelho e com a graça de Deus, colocaram em prática a sua fé através de atos concretos.Portanto, a vida destes acabou virando proposta de vida para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnias, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto e mais o que constitui o cotidiano dos seguidores de Cristo, que enfrentam os embates da vida sem perder o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois " não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, membros da família de Deus" (Ef 2,19)

É meus amados irmãos(ãs) se eles conseguiram, nós também podemos, basta-nos viver a cada dia, a Palavra de Deus. Não é fácil para ninguém ser santo, mas isto é a nossa meta, o nosso fim último, ver Deus como Ele é, mas para isto precisamos ser santos, como Ele. Segundo São João, no Apocalipse, os santos são aqueles que " vieram da grande tribulação; lavaram as suas roupas e as branquearam no sangue do cordeiro" (Ap 7,14). Eles souberam caminhar contra a corrente, seguindo o "Sermão da Montanha", como norma inspiradora de sua vida: pobreza de espírito e simplicidade de vida, mansidão e não violência; justiça; misericórdia, compaixão, pureza de coração, compromisso em favor da paz e sacrifício pela justiça. (Mt 5,3-10). Portanto, meus queridos irmãos, cada cristão é chamado à santidade, ou seja, a viver as bem-aventuranças como exemplo para todos. A Igreja nos indica que os santos são aqueles que se distinguiram nas virtudes e foram instrumentos da graça divina. Hoje, nós os comemoramos todos juntos, para que com a sua ajuda, possamos crescer no amor de Deus e ser "sal da terra e luz do mundo" (Mt 5,13-14).

Neste mês também, iremos voltar a nossa atenção para os nossos irmãos (ãs) que nos precederam na casa do Pai. A morte sempre foi um mistério profundo para todos nós. A Igreja se propõe à celebração do dia de Finados, logo após a celebração de Todos os Santos, não tem outra intenção do que a de nos colocar diante da vida para olhar o passado, o presente e debruçar-nos sobre os nossos limites e fraquezas, confrontarmos com o fato de que um dia também nós estaremos lá.

Meus queridos irmãos, devemos sempre estar preparados para este grande dia, já que não viemos a este mundo para eternidade. Não devemos ter medo da morte; o próprio Jesus nos adverte, quando diz: " Quem ouve a minha Palavra e crê naquele que me enviou, este tem a vida eterna e não será condenado, mas passou da morte para a vida" (Jo 5,24). Cristo nos coloca duas condições: ouvir, crer e seguir-lhe os passos com generosidade e perseverança. São Paulo nos exorta: "Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que morreram (1Tes 13,ss).

Meus amados irmãos, como os homens de todos os tempos, também nós nos defrontamos com a morte. Como diz o Concílio Vaticano II (GS): "Diante da morte, o enigma da condição humana atinge seu ponto mais alto. O homem não se aflige apenas com a dor e a progressiva dissolução do seu corpo, mas também, e muito mais com o temor da sua destruição para sempre. Mas, por uma inspiração correta de seu coração, o homem afasta com horror a ruína total e a morte definitiva de sua pessoa. A semente da eternidade que leva dentro de si, uma realidade superior à matéria, insurge-se contra a morte. Todas as conquistas da técnica não conseguem acalmar a angústia do homem. Não lhe basta uma longa vida, quer que a vida dure para sempre.".

A fé cristã sempre deu ao homem a certeza de que essa vida, que se espera para depois da morte, é uma realidade. Essa fé, porém, não anula a nossa sensibilidade, os cristãos, aliás, sempre souberam chorar seus mortos. Santo Agostinho, em suas "Confissões", fala da sua dor quando morreu sua mãe, Santa Mônica:" Eu lhe fechei os olhos, ao mesmo tempo que uma profunda tristeza me entrou no coração, tristeza que se queria derramar em lágrimas... o que me doía era chaga viva de me ver, num momento, arrancado de tão suave e querida companhia... E assim minha alma ficava ferida e minha vida despedaçada, pois minha vida se tinha feito uma só com a vida de minha mãe." Afinal depois de muito ter resistido, Agostinho cedeu às lágrimas.

" ...deixei que as lágrimas corressem à vontade e assim consolassem meu coração. E assim achei descanso, porque isso se passou em Vossa presença e não na presença de um homem soberbo que julgasse mal o meu pranto... É isto aí, meu chorar sem desespero jamais visto que "nada nos separará do amor de Cristo...".

Neste dia de Finados rezemos e façamos penitência em prol de nossos entes queridos; vamos ao cemitério, participar das santas missas e em nossa Paróquia fazer orações uns pelos outros.

Meu abraço e minha bênção sacerdotal

Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP

 
 
 

VEJA NO MÊS DE NOVEMBRO/2007:


- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16
 
 
cf2008

Jesus é o presente de Deus para a humanidade. Você é um presente para...
família
a sociedade
para igreja
para você mesma

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores


JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário
HTMLcounter.com!