: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som|  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Ore Conosco
Galeria de Fotos
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

 
Finados - 2º de Novembro - |NOVEMBRO


Finados é o momento de robustecer a fé no Cristo que assumiu nossa morte.


O dia de Finados, como é vivido em nossas grandes e pequenas cidades encerra um valor e um significado muito maior do que parece. Não se trata do lucro especial do comércio de flores ou velas ou da oportunidade de se fazer propaganda ou promover campanhas aproveitando a afluência das pessoas nos cemitérios.
Finados nos desperta a consciência para a realidade da morte, redescobre nossa identidade e nos abre para o mistério da existência humana.

É próprio da fé cristã, já em suas raízes bíblicas, olhar a morte com realismo, sem acalentar no homem sonhos ilusórios ou disfarçar de modo alienante um fato do qual ninguém pode fugir.
O homem "verá a morte" (Salmo 39,49; Lucas 2,26; João 8,51), "provará a morte" (Mateus 16,28; Hebreus 2,9). Para quem quer somente desfrutar os bens da vida terrena, o pensamento da morte será certamente amargo, mas poderá ser, na óptica do realismo bíblico, uma perspectiva atraente para quem vive no desespero. O Rei Ezequias chorava vendo a morte se avizinhar (2 Reis 20,2...); o livro de Jó registra o grito do grande sofredor na esperança de morrer logo e assim se libertar de sua dor (Jó, 7,15).

O Padre Antônio Vieira, no final do seu célebre Sermão da Quarta-Feira de Cinzas pregado em Roma na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses, mostra que a morte tem duas portas: por uma se sai da vida; por outra se entra na eternidade.
Importante é a primeira porque no seu umbral está registrado o que fomos na vida pelo uso de nossa liberdade. Algo que só depende de cada um, embora com o auxílio da graça de Cristo. A segunda porta será conseqüência inevitável e irrecorrível da primeira. Por isso, o pensamento da morte tem o dom de nos desvendar a verdade sobre nós mesmos. Ela nos mostra o sentido e o valor da vida, como um momento único e intransferível para o homem se realizar e cumprir sua missão.
Durante o tempo, o antes e o depois nos possibilitam a mudança, o poder fazer ou corrigir o que se fez, a construção da própria personalidade pelos atos externos e as posturas interiores. Com a morte surge uma nova situação, que não tem mais o antes e o depois, que se toma um agora imutável, "posse totalmente simultânea e perfeita de uma vida sem limites”, como os antigos definiam a eternidade.

Precisamente este é o valor da vida do homem no tempo, como o estágio singular e irrepetível de ele se realizar. Depois, não haverá mais retomo ou possibilidade de mudança. Por isso é totalmente alheia à fé cristã e a uma análise cuidadosa da experiência humana da morte a idéia tão vulgarizada da possibilidade de uma nova vida terrena, de uma reencarnação.
Assim como Cristo se ofereceu uma única vez para nos libertar do pecado, também o homem, ensina-nos a Carta aos Hebreus (9,27), morre uma só vez para ser logo submetido ao julgamento do que foi sua vida terrena.

É bom cultuar a memória dos mortos, dos antepassados, daqueles cujas vidas muito representaram para cada um de nós e cuja experiência nos pode esclarecer, bastante nossa condição cultural, espiritual, fazer-nos voltar a nossas raízes. As flores de Finados expressam a saudade que deles temos. Mas não basta ficar na lembrança, na homenagem ou mesmo na oração por eles.
Ao acender velas para nossos mortos, mostramos nossa fé; em Cristo, luz do mundo. Finados é o momento de robustecer nossa fé neste Cristo que, na cruz, assumiu nossa morte, que por nós aceitou morrer e em sua Ressurreição triunfou do poder da morte. A Liturgia Pascal, em um dos seus hinos, recorda que "mors et vita duellum conflixere mirandum" a morte e a vida se enfrentaram num duelo admirável; "dux vitae mortuus regnat vivus" o Rei da vida que morreu reina vivo. Em Cristo, o mistério da morte encontra, para quem crê, a luz do seu significado maior: o final da condição presente transitória e contingente e a passagem à realidade definitiva de uma vida tornada um ato eterno de amor diante de Deus.

Dom José Carlos de Lima Vaz

 
 
 

VEJA NO MÊS DE NOVEMBRO/2006:


- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16
 
 
Ore Conosco
cf2008

Você já é um voluntário para o JMJ 2013?
Vou abrigar os peregrinos.
Vou ser voluntário
Ainda não me decidi.

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores
JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

ABR MAI JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ
JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário