Evangelho: João 18,33b-37
“És tu o rei dos judeus?”
Este é o último Domingo do tempo comum. Isso quer dizer que estamos encerrando o ano litúrgico e também terminando de ler o Evangelho de Marcos. O texto do Evangelho deste dia não é uma parábola nem um apocalipse, mas uma descrição profética do julgamento. Ela é feita para mostrar que todos os homens são julgados a partir do ponto de vista decisivo de uma fé que é ou não vivida corretamente. O ato final de Jesus é um ato de separação. Ele vem como Rei universal para fazer o julgamento, a separação final. Jesus separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. As ovelhas seriam os que praticaram a justiça, que ficarão à direita, sinal de salvação, enquanto que os cabritos, seriam os que praticaram a injustiça e ficarão à esquerda como sinal de condenação. Portanto, o critério utilizado para o julgamento da humanidade e da história é o da prática da justiça, isto é, colocar a própria vida como serviço do amor que constrói um mundo, em que a verdade e a justiça fazem aflorar a fraternidade. Esse texto do Evangelho de hoje nos mostra que a piedade divina se traduz em misericórdia e solidariedade para com os outros. O Filho do Homem não exigiu nada para si mesmo, nem culto, nem orações, mas solidariedade praticada e traduzida na partilha dos bens.
Para Refletir
“Todo o que é da verdade ouve a minha voz.” Deus nos fala por muitos meios: por sua palavra, pela oração, pelas pessoas...
Tenho procurado ouvir sua voz?
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