: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som|  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Fotos
Figuras
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

Temas Bíblicos|NOVEMBRO

Cristologia - Introdução I

Para falar da Pessoa divina de Jesus, d'Aquele que, portanto, sendo Deus se revelou aos homens mediante a natureza humana assumida pela Encarnação, devemos nos ater à maneira que os Apóstolos adotaram. O ponto de partida foi a sua fé na Divindade d'Aquele que ressuscitou dos mortos e sempre uniram este conhecimento único da Pessoa do Senhor a todas as profecias que o anunciaram, embora nestas não se pudesse encontrar nenhuma expressa proclamação da divindade do Cristo do Senhor.[ Há, contudo, aos menos duas profecias que somente se tornam passíveis de explicação no seu sentido quando acontece a Encarnação, indicando, dessa forma, que em si, contêm o anúncio da divindade do Salvador. A primeira é a de Gn 3,15.
Como poderia um descendente da estirpe humana ser capaz de resgatar a própria humanidade uma vez que todo e cada membro dela tinha caído sob o domínio da Serpente? O explica a Pessoa humano-divina de Jesus. Jesus se torna em tudo igual a nós exceto o pecado e, pela condição da sua Pessoa divina é capaz, pelo sofrimento, de chegar a ser coroado de honra e de glória enquanto, no meio dos seus irmãos, se torna o Sumo Sacerdote que entrou no Santuário com o seu sangue, capaz de nos purificar dos nossos pecados. A segunda é a de Is 7,14. Como poderia acontecer que um filho de uma jovem mãe pudesse ser o Emanuel, a não ser em sentido figurativo, como o tinha sido cada juiz que, na força do Deus de Israel era capaz de feitos extraordinários que alcançavam a libertação do povo de Deus da opressão dos seus inimigos?] Em geral toda profecia, enquanto é preparação do Tempo em que se realiza plenamente o Plano de Deus, fala de Cristo; é a maneira pedagógica com que Deus prepara a revelação última de si. Por causa disso deve ser assumida para que cada uma delas se torne um vocábulo bíblico capaz, mediante a devida modificação à luz do acontecido, falar d'Aquele que morreu segundo as Escrituras e que ressuscitou segundo as Escrituras. Com este método, embora exija muito trabalho, executado em espírito de sabedoria e revelação, sobre a Palavra, é possível falar de Jesus Cristo de forma adequada, alcançando, assim, todos os tesouros da sabedoria e da ciência que estão contidos naquele no qual habita corporalmente a plenitude da divindade. Ele é, como afirma São Paulo, o Mistério de Deus, isto é, a revelação que Deus faz de si à altura da capaci-dade humana de entender e, contém tudo o que Deus é capaz de dizer ao homem, não obstante a linguagem antropomórfica, analógica e simbólica que ele não pode deixar de adotar, e que utiliza segundo a sua infinita Sabedoria.

Ao longo da exposição sobre Cristo Redentor, muitas coisas já foram ditas de Jesus Cristo visto até como Pessoa divina.
Chegou, contudo, a hora de falar dele de forma direta porque ele mesmo é Deus. Somente enquanto se torna conhecido pela Encarnação é que começamos a falar dele com os termos da nossa linguagem humana, nisto ensinados até por ele mesmo. O fato realmente novo que se soma a toda a revelação do Antigo Testamento é o da divindade da sua Pessoa, anunciada, até o tempo da sua vinda, simplesmente como Messias, Redentor e Salvador. Existe nele uma condição peculiar, qual é aquela de viver, com o Pai e com o Espírito, dos quais ele, pela primeira vez nos fala como de Pessoas divinas, ele mesmo sendo uma das Pessoas da Ssma. Trindade. Ele nos descreve a sua condição com o termo de Filho, tirado da nossa linguagem antropomórfica.
Na tentativa de expressar de forma mais precisa a condição de Jesus como Pessoa da Ssma. Trindade, João diz dele que, em Deus, ele é a Palavra. Também este termo tem sua origem na linguagem antropomórfica que o autor de Gn 1 utilizou para falar de Deus de forma analógica. Somente que, em João, deve ser entendido relacionado à Pessoa divina de Jesus, qual se revelou pela Encarnação. Abre-se para nós um mundo grandioso qual é o da Divindade da qual é possível falar de forma nova porque, ao manifestar-se, enquanto revela a sua glória pela criação, na Pessoa de Jesus Cristo revela a sua Natureza Trinitária. Dela, Jesus é o Resplendor, a Imagem. De toda a Glória divina possível para ser entendida pelo homem, Deus nos fala pelo Filho. Ele é a sua Palavra, isto é, a sua Revelação. O discurso, embora feito em linguagem antropomórfica, enquanto é conduzido pelo próprio Deus, é extremamente revelador.

Perguntas para uma reflexão:

1ª) De que forma Deus falou de si aos hebreus?

2ª) De que forma Jesus nos fala de Deus?

3ª) De que forma o Mistério Trinitário enriquece o nosso conhecimento de Deus?

Pe. Fernando Capra/CRSP


 
 
VEJA NO MÊS DE NOVEMBRO/2005:

- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16

      Convites

 
cf2008

Jesus é o presente de Deus para a humanidade. Você é um presente para...
família
a sociedade
para igreja
para você mesma

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores


JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário
HTMLcounter.com!