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Editorial|NOVEMBRO

Queridos irmãos e irmãs,
Nos encontramos mais uma vez para nossas notícias paroquiais.
Em primeiro lugar meditemos sobre o mês de novembro, tão significativo para nós cristãos, no qual a ênfase principal é dada ao dia de Todos os Santos e ao dia dedicado aos nossos entes queridos já falecidos.

No dia 1º de novembro, celebramos o Dia de Todos os Santos, ou seja, o nosso dia, visto que somos chamados a sermos santos, como nosso Pai é Santo.

Deus nos colocou neste mundo com a missão de nos sacrificar para santificar o nosso próximo, mas lembremo-nos que a santidade não se vive só de uma fé labial, mas ela é alcançada por meio de atitudes e atos solidários de vivência da Palavra de Deus, pois é somente através deste empenho pessoal e comunitário que nós, chamados à santidade devemos ser santos de Deus neste mundo secularizado, onde somos chamados a ser sinais vivos e eficazes de sua Palavra. Santo Afonso de Ligório nos diz: " O homem jamais poderá errar na sua vocação principal", que é justamente viver a santidade de Deus, pois quem não o faz, vai para o inferno, segundo ele. Portanto, irmãos, esforcemo-nos para viver em plenitude a nossa vocação principal.

Já no dia 2, estaremos no dia dedicado aos mortos, nossos irmãos falecidos. Neste dia vamos voltar nossa atenção especial para eles, rezando, jejuando, fazendo sacrifícios espirituais agradáveis a Deus. Não deixemos que este dia passe sem uma meditação profunda sobre este estado, no qual nós um dia, nos associaremos a eles. Os falecidos sempre estiveram presentes nas celebrações da Igreja; este é o momento de agradecermos a Deus e aos nossos ascendentes (pais, avós, parentes e amigos), o Dom da vida.

Queridos irmãos, paremos um minuto, acendamos uma vela, rezemos uma oração, vamos à Missa, na Comunidade, ou nos cemitérios, agradeçamos a Deus a cadeia da vida que nos tornou possíveis e viventes.

A luz que nos iluminou através dos nossos antepassados não se apagou com sua morte, muito pelo contrário, nós estaremos sempre ligados a eles pelos laços afetivos, sobretudo pelos laços eternos; portanto, veneramos seus exemplos imitando sua fé. Hb 13,7.

Enfeitando as sepulturas com flores, símbolo da ressurreição, nossos mortos são plantados como sementes, regadas com nossas lágrimas e florescem ressuscitados no jardim do Senhor.
“Nada pode nos separar do amor de Cristo, nem a morte, nem a doença, nem a espada” ( Rm 8,35)

Os mortos e os vivos participam da Comunhão dos Santos, pois quem morre sai deste mundo, desta dimensão para entrar na eternidade; lá não existe tempo nem espaço. Deus vê sempre como presente a nossa oração, por isto nós não rezamos aos mortos, mas pelos mortos, visto que os mortos não saíram da economia eclesial, mas participam da Comunhão dos Santos, por isto é que na morte, a vida jamais será tirada, mas transformada porque nossa vida é eterna.

Neste dia especial, é lógico que o pensamento da morte influirá em nossas considerações, pois nós cristãos, embora pecadores, devemos seguir o exemplo do bom ladrão, que alcançou o perdão por admitir que estava sendo punido justamente, o que chamamos Batismo de Sangue, como dirá São Camilo: “A aceitação da morte com seus sofrimentos, como vontade divina é uma espécie de sacramento que perdoa e justifica o homem, pela ação direta do sacramento dos sacramentos que é Cristo Salvador, como foi o caso de Dimas, o bom ladrão.”

Meus queridos irmãos e irmãs, rezemos sempre por aqueles que já faleceram, pois o Dia de Finados não é o Dia da Morte, mas o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca, visto que a vida é viver em comunhão íntima com Deus, agora e sempre. Que os nossos queridos sejam lembrados pelos seus trabalhos, obras e dons, " pois são felizes os mortos que morreram no Senhor", Ap 14,13

Meu abraço fraterno e minha bênção sacerdotal.

Pe. Francisco de Assis Maria Leite CRSP

 
 
VEJA NO MÊS DE NOVEMBRO/2005:

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