: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som |  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Fotos
Figuras
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

Imaculada Conceição de Maria | NOVEMBRO

Aos 8 de dezembro de 2004, a Igreja celebrará
150 anos da definição do dogma da Imaculada Conceição de Maria


Clique AquiQue significa esse dogma?

Ele professa que Maria Santíssima foi concebida, no seio de Santa Ana, sem o pecado original.

E que é o pecado original?
Na criança, não é um pecado propriamente dito (pois todo pecado propriamente dito é consciente e voluntário, mas é a ausência dos dons que os primeiros pais receberam no paraíso e perderam.
Pois bem, a fé ensina que Maria não foi concebida como as demais criaturas, privada da graça, mas recebeu-a desde o início de sua existência, pois era chamada a ser o tabernáculo de Deus feito homem. Convinha que a Mãe do Verbo encarnado jamais tivesse experimentado o jugo do pecado.

E quais os fundamentos de tal afirmação?
Não a encontramos explicitamente na Bíblia, pois esta não foi escrita para tratar de Maria Santíssima e sim de Jesus Cristo e sua obra salvífica. Maria só entra ai como a Mãe de Jesus. São João nos diz que mesmo a respeito de Jesus nem tudo foi escrito, pois o mundo não conteria os livros daí resultantes (ver Jo 21,24s).
De qualquer forma, a Bíblia afirma que Maria é cheia de graça e a enaltece acima de todas as mulheres (ver Lc 1,28.47s)

E a história?
O povo de Deus em sua piedade, e a Liturgia, tanto no Oriente como no Ocidente, desde os primeiros séculos se compraziam em celebrar a santidade e pureza de Maria.
No século VIII celebrava-se a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa da Natividade de Maria (8/9). No século X a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria. Os teólogos porém ficavam à margem dessa propagação da piedade; parecia-lhes que a tese da Imaculada Conceição de Maria era incompatível com a da universalidade da Redenção e a da santidade singular de Jesus. Daí as declarações em contrário, de Santo Anselmo de Cantuária (+1109), São Bernardo (+1153) e Santo Tomás de Aquino (+1274).
Finalmente no século XIV o franciscano João Duns Scotus (+1308) formulou a solução do impasse: pela aplicação antecipada dos méritos de Cristo, Maria foi preservada das conseqüências do pecado original; ela nasceu portadora da graças santificante, mas não dos demais dons paradisíacos. Desta maneira foi remida e salva por Cristo; tudo que ela tem de bom e belo lhe vem do Senhor Jesus; a santidade de Cristo fica incólume e proclamada pela santidade de Maria.
Após Duns Scotus foram-se dissipando as hesitações acerca do privilégio mariano da Imaculada Conceição a ponto que, no século XIX, foi solicitada ao Papa Pio IX a definição solene do dogma.
Pio IX atendeu, não para criar mais um dogma (a Igreja não cria dogmas) mas para reafirmar no mundo materialista do século XIX a presença do Sobrenatural.
Ao dogma da Imaculada Conceição está associado o da Assunção corporal de Maria aos céus. Esta é conseqüência daquela; com efeito, se Maria nunca esteve sujeita ao pecado, não terá ficado sob o império da morte; seu corpo não se decompôs no sepulcro, mas foi elevado a glória dos céus. Esta verdade professada desde antigos tempos foi solenemente definida por Pio XII em 1950 não como novo dogma, mas para enfatizar a dignidade do corpo humano após a Segunda Guerra Mundial, que tanto humilhou e pisoteou esse mesmo corpo. A Assunção nada tem a ver com o título de Co-Redentora; há um só Redentor e Mediador: Jesus Cristo, que quer servir-se dos homens para realizar sua obra salvífica.

Em conclusão, observamos:
1.Se alguém quer ser fiel a Bíblia, deve considerar também a Palavra de Deus que não foi redigida por escrito mas passou de geração em geração como Tradição (transmissão) oral. (ver Jo 20,30s; 21,24s e 2Tm 2,2)
2.Para distinguir o que, nessa Tradição oral, haja de válido e não válido, a Igreja goza da infalível assistência de Cristo e do Espírito Santo (ver Mt 28,19s; Jo 14,26; 16,13-15)
3.A exaltação de Maria não derroga à grandeza singular de Cristo, mas é fundamentada na Bíblia e canta o louvor de Cristo como todo belo artefato canta os louvores do seu artesão.

Estêvão Bettencourt, OSB
Arquidiocese do Rio de Janeiro




 
 
VEJA NO MÊS DE NOVEMBRO/2004:

- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16

Convites:

cf2008

Jesus é o presente de Deus para a humanidade. Você é um presente para...
família
a sociedade
para igreja
para você mesma

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores


JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário
HTMLcounter.com!