SEJAMOS UMA ORQUESTRA
Queridos irmãos leitores, temos abordado diversos assuntos
nesta coluna, os quais evidenciam nossa intenção de
passar adiante as experiências que adquirimos ao longo da nossa
caminhada religiosa. Desta feita, falaremos de algo de fundamental
importância para o nosso crescimento espiritual. Dedicação,
competência e humildade, são fatores imprescindíveis
ao católico praticante, isso porque quando somos chamados para
alguma função pastoral, antes de tudo precisamos nos
despojar de vaidades, orgulhos e egoísmos, os quais não
coadunam com a sutileza e a dignidade dos trabalhos religiosos. É
preciso que entendamos que tudo na vida é passageiro e transitório,
se hoje somos coordenadores de algo na Igreja, amanhã não
seremos mais nada e sim simples colaboradores. Vejam um exemplo das
diretrizes do ECC, muito bem criado pelo padre Affonso Pastore, ou
seja: Um Casal Coordenador Geral de determinado encontro, no encontro
seguinte não exerce nenhuma função de coordenação,
pelo contrário, é colocado como um casal comum no meio
de tantos outros que trabalham no ECC. Lamentavelmente, alguns irmãos
e irmãs, ficam zangados quando o pároco, remaneja alguma
pastoral e substitui agentes e/ou coordenadores. Ora, na Igreja ninguém
é dono de nada, quem manda é o pároco e a ele
devemos obediência e respeito. Temos que acatar com serenidade
e absoluto conformismo as iniciativas renovadoras do pároco,
e nos colocar sempre a disposição para novos desafios
e novas funções, reconhecendo sempre nosso lugar de
humildes servidores do Cristo em qualquer circunstância. Logicamente
o ser humano é sensível, orgulhoso e ambicioso, alguns
só se sentem bem em função de chefia e coordenação.
Se querem coordenar, mostrem valores e qualidades para tal, dediquem-se,
aguardem suas oportunidades e sejam fiéis a nossa Igreja. A
disputa de cargos e funções é totalmente absurda
nos meios religiosos. Os dons e predicados de cada um serão
sempre evidentes aos que os cercam. Muitos comentam injustamente que
o casal fulano e beltrana, tão antigo na Paróquia, nunca
foram dirigente ou coordenador disso ou daquilo. Ora, será
que o fulano e a beltrana só porque são antigos na Paróquia
têm qualidades para tamanha responsabilidade de coordenar? Será
que terão paciência e humildade de dar ordens e darem
exemplos entre os coordenados? Será que estão preparados
para coordenar? E o temperamento de ambos? Será que são
sensatos, calmos, carinhosos e tolerantes? Vejam bem, queridos irmãos
que a Igreja não é fábrica nem casa comercial,
muito menos um setor de trabalho remunerado. Tudo tem e deve ser flexível,
tolerante e fraterno, é bem verdade dentro da ordem, respeito
e disciplina. A pontualidade por exemplo, é importantíssima
nos trabalhos pastorais, se cada coordenador e/ou agente chegar a
hora que bem entender, lá se vai a reunião pro brejo.
Iniciativas isoladas não devem ser tomadas sem que a equipe
tome conhecimento prévio e que o coordenador concorde e estude
cada caso, se for caso junto ao pároco, que avaliará
e dará o parecer. Às vezes, uma pastoral se mostra improdutiva,
porque alguns membros querem mandar e fazer aquilo que lhes dá
na telha. SEJAMOS COMO UMA ORQUESTRA: Cada músico toca seu
instrumento de acordo com o que está escrito na partitura e
o maestro rege, sendo mantida assim a harmonia, a afinação
e a beleza da interpretação. SEJAMOS COMO UMA ORQUESTRA,
toquemos o que nos compete na partitura e deixemos que o maestro FRANCISCO
faça a sua parte.
Louvores e glórias a Deus
Zamoura (da Diva) 15ºECC |