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Estava eu no meu SPA me recuperando, ou seja, me produzindo para
voltar à ativa, porém não contava com tais
atividades. Desci do meu pedestal e comecei a trabalhar sem saber
o que me esperava. A coisa foi esquentando e quando me vi, estava
visitando os nossos irmãos menos favorecidos, ou seja, os
nossos assistidos. Para minha surpresa comecei a sentir que as pessoas
já me tratavam como se fosse da família, inclusive,
com cenas de ciúmes.
Quando eu entrava numa rua e ouviam ou sentiam a minha chegada,
corriam todas ao meu encontro porque sabiam que alguma coisa trazia
Era fogão, sofá, geladeira, cama e até material
de construção, sobra de obras de paroquianos ou de
pessoas que sabiam deste serviço da ação social.
A minha vontade de servir era tanta que eu nem me olhava, não
tinha tempo de ver que estava definhando e fui trabalhando, trabalhando,
até que tive que parar. Ainda tentei continuar, mas estava
tão mal que os guardas fingiam que não me viam para
não ter que ouvir minhas lamentações. Numa
dessas blitz, o guarda me espetou dizendo: t'Vocé deve ter
se ajoelhado para passar na vistoria". Mas não tem nada
não, mesmo assim, eu agradeço a Deus pelos anjos que
me acompanhavam em todos os momentos em que eu precisei Dele. Acho
também que vou deixar saudades até naqueles que caçoavam
de mim me chamando de gari do Loreto ou de jabiraca.
FUI !!!!!!!!!!!!!
Toyota Azul
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