Ministério do Acolhimento

Vivemos um tempo em que acolher bem e ser bem acolhido deve fazer parte de tudo o que fazemos. Queremos ser bem acolhidos, seja onde for. Queremos sorrisos, informações, queremos nos sentir bem aonde chegamos pela primeira ou centésima vez. Da mesma forma, queremos e devemos receber bem também, oferecendo o mesmo sorriso e carinho.

Com esse lema, fomos entrevistar o Ministério do Acolhimento, para conhecermos melhor como ele funciona na nossa paróquia. Foi então que nos deparamos com pessoas alegres, que realizam a tarefa de evangelizar a partir de atos simples, mas que podem fazer a diferença na vida de uma pessoa. A função do acolhedor, que deveria ser de todos nós, vem de encontro com o pedido que o Papa Francisco sempre nos faz: a sermos os braços abertos da Igreja, recebendo a todos.

Conversamos com três membros dessa equipe: Vandinha, que está no acolhimento há quatro anos, Cintia ministra investida há um ano e a atual coordenadora, Marlu, que já está no ministério há 10 anos.

Como surgiu o Ministério do Acolhimento?

O ministério do acolhimento no Rio foi oficializado por Dom Eusébio Scheid, que se empenhou em dá um novo rosto às paróquias, que deveriam receber as pessoas com carinho, com informações, como elas merecem ser tratadas. A Igreja Católica ficou muito tempo ociosa neste aspecto. Não era possível deixar somente na responsabilidade dos padres o acolhimento e a permanência do fiel na paróquia. Então o ministério do acolhimento, formado por leigos, colabora nessa importante necessidade. Todas as pessoas sejam novas ou não na paróquia, em dado momento, necessitam de informações e muitas aproveitam a vinda às Missas para perguntar. Normalmente recorrem ao ministério do Acolhimento. Perguntam os horários das missas, sobre Batismo, Eucaristia e Casamento. Então, temos que estar aptos a responder essas perguntas para passar as informações corretas.

Acolhimento quer dizer “receber bem’, “ir ao encontro”. Como isso é feito na nossa Paróquia?

A função do colaborador e do ministro é a mesma: acolher. As pessoas nos olham e acham que só entregamos folhetos, mas não, nós acolhemos. O que seria acolher? As pessoas chegam para a Missa às vezes precisando de apenas um sorriso, de um carinho, de sentir realmente Jesus. Somos a face de Cristo para os irmãos que chegam na Igreja, isso que é acolher.

Qual a importância do Ministério do Acolhimento na vida da Comunidade?

“Quando eu vou começar a servir, eu vou ate o sacrário e peço que seja Deus que esteja ali, não eu. Pois muitas vezes chega uma pessoa que quer conversar, quer contar algo ou precisa de alguém, você tem que sentar e escutar a pessoa. Ela quer ser acolhida. Devemos ser como Maria, pois ela foi a primeira a acolher Jesus. Então que sejamos a face de Jesus para todos que chegam até nós, para que se sintam bem. Às vezes uma pessoa chega num domingo e falamos que sentimos sua falta no domingo anterior, ela já abre um sorriso e se sente importante por alguém sentir sua falta. É preciso se desprender de si mesmo, não é você que está ali naquele momento, você tem que ter noção que não está naquele momento e sim Jesus, você está a serviço.”

Participamos da missa, mas também temos que prestar atenção a tudo que está acontecendo a nossa volta. Se algum idoso está em pé, se ele pode se locomover para comungar etc. Primeiro acolhemos as pessoas entregando o serviço a Jesus, depois temos que observar as questões litúrgicas também. Para que não comam dentro do santuário, não usem boné enfim, são muitos detalhes. Também ajudamos a Liturgia quando precisam de cestinhas. Somos “Pau para toda obra”, onde estiver precisando de ajuda, estamos lá. Como diz o orientador espiritual Padre André, o acolhimento é “Arroz de festa”, chega primeiro e sai por último. Estamos aqui para servir.

Nós nos dividimos em todas as Missas, no sábado manhã e noite, aos domingos em todos os horários, e de segunda a sexta na Missa da noite. O único horário que não temos alguém é na Missa de 7 da manhã de segunda a sexta.

Quantas pessoas compõem o Ministério do Acolhimento e como atuam?

Somos 40 pessoas na equipe, infelizmente apenas isso e mesmo assim, algumas não participam assiduamente. Precisamos de mais pessoas no Ministério do Acolhimento, porque as Missas de domingo, são muito cheias. Nos dias de semana comuns, duas pessoas são suficientes, pois as celebrações são no Santuário. Já no Loretão nós precisamos de 8 a 10 pessoas, mas contamos atualmente com 4 ou 5. Às vezes temos 3 pessoas… Isso acaba atrapalhando, pois não dá para fazer uma acolhida como deveria fazer. Não conseguimos dar a atenção necessária a todos os quesitos. No verão a situação piora, pois devido ao calor dentro do Loretão, muita gente acaba passando mal e precisamos ajudar. Missas grandes como as Solenes, de Primeira comunhão, Batizados, que normalmente também enchem muito, precisamos contar com mais pessoas no acolhimento, pois além de tudo, muitos participantes não são pessoas que frequentam regularmente, então temos que ter um cuidado ainda maior. Quanto mais gente tiver disponibilidade, mais precisamos.

Muitos do acolhimento vêm do Estágio pastoral da crisma ou do Fé e Dons, mas ainda precisamos de mais pessoas.

O Acolhimento interage com outras pastorais? Como em um evento na paróquia uma pastoral ou movimento pode solicitar a ajuda e participação do Ministério do Acolhimento?

Ajudamos nos eventos, sejam da paróquia ou do vicariato ou diocese, que muitas vezes realizam atividades aqui. Ajudamos a liturgia e a MESC também. Por exemplo, em um curso de MESC, somos convidados para fazer a acolhida. Na iniciação cristã, como aconteceu na catequese diocesana, participamos ajudando. Ou seja, o ministro do acolhimento é investido pela arquidiocese do Rio de Janeiro, é o bispo que dá a investidura. Então somos ministros de toda arquidiocese e não somente da paróquia. Sendo assim, todas as pastorais que precisarem desse suporte do acolhimento, na medida do possível, ajudaremos.

Como funciona a investidura, quando você passa de colaborador a ministro do acolhimento?

Toda pessoa entra como colaborador por um tempo determinado. A investidura é feita de dois em dois anos. É um curso ministrado com nosso orientador espiritual, o Padre André. Esse curso geralmente é feito a nível vicarial. Colaboradores e ministros devem participar para inclusive, haver reciclagem. Qualquer pessoa que entrar no acolhimento, pode ser colaborador, mas para ser ministro precisa ser maior de 18 anos e fazer esse curso que acontece de dois em dois anos. Você faz o curso, e aí depois a uma ficha é levada preenchida para o pároco da sua paróquia, é ele que vai dizer se aquela pessoa tem aptidão ou não para ser ministra daquela paróquia ou se deve aguardar mais um pouco até estar preparada. E isso também vai de pessoa para pessoa, aquela consciência vai dela também.

Na verdade, o ministério é uma série de abdicações, no sentido de renúncias. Então o seu cônjuge deve assinar também dando autorização para que ele possa ser investido. É um serviço de maneira integral que você se compromete por exemplo, toda quarta feira de 19:00 horas até as 20:30 com o ministério e não com sua família. Você está sendo Jesus naquela hora. Se abdica de compromissos sociais para estar lá servindo. Se você estiver em outro grupo de convivência e tem alguma atividade do ministério, sua prioridade é o ministério.

O que o Ministério mais precisa hoje, para melhor desenvolver suas atividades?

De gente e de comprometimento. Que venham, mas que se comprometam, com a comunidade, com quem serve com você e principalmente com Deus. Os jovens podem e devem participar, inclusive precisamos muito da ajuda deles para serem acolhedores, em missas como as de sábado à noite que são missas para os próprios jovens. Para ser investido deve ser maior de 18 anos, mas para ser colaborador, precisamos demais de jovens. Jovens e pessoas mais maduras, todos podem participar. É tão bom quando uma pessoa passa por você na porta da missa e fala que gostou muito do que você disse a ela outro dia, que ajudou muito e você simplesmente não lembra. Porque naquela hora, não era você falando o que ela precisava ouvir, era Jesus.

Já houve alguma situação inusitada?

Um acolhedor uma vez saiu no meio da missa para o pátio indo procurar mais folhetos para entregar, e viu um senhor que chamou sua atenção por algo que falou e pela raiva que aparentava estar por seus comentários. Sua aparência era suja e cheirava a álcool, mas mesmo assim ele foi ao encontro dele. E daí, começaram a conversar, o senhor estava com fome e o acolhedor foi leva-lo para buscar algo para comer. Deu um pastel para ele e conversaram mais um pouco, então o senhor começou a abençoa-lo e da mesma forma o acolhedor o fez involuntariamente, os dois emocionados e o acolhedor disse que tinha certeza que o veria em outra situação e o abraçou. Depois disso, o senhor foi levado por um amigo da paróquia para Betânia, mesmo achando que a Irma Elci não iria recebê-lo.

Por fim, ele havia consumido além de álcool, drogas, era um ex-morador de Betânia, que saiu uns anos antes por uma recaída e a Irmã mesmo assim o recebeu. Na semana seguinte, o mesmo amigo que o levou para lá, ligou para o acolhedor e falou que tinha alguém que queria lhe falar. Porém, o mesmo já sabia que era o senhor que estava no pátio das mangueiras naquele dia, pois estava pensando nele.

“Olha, eu não me lembro do seu rosto, nem da sua fisionomia, mas eu lembro que você foi a única pessoa que me abraçou depois de 10 dias sem banho. Muito obrigado por ter me ACOLHIDO. Foi isso que me fez entender que precisava de ajuda”.

“O grande papel do acolhedor é se fazer Jesus nos momentos que precisam, é ser amor”.

Doação, caridade e amor, são as três palavras que definem o ministério”.

Quem recebe vocês, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mt 10, 40).

Tamara Ribeiro

Pascom

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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