Mês Vocacional

 

Todos os anos, durante o mês de agosto, a Igreja no Brasil convida os fiéis a refletirem sobre as vocações, em diferentes aspectos. Em 2017, o chamado “mês vocacional” está focando no exemplo de Nossa Senhora.

Com o tema “A exemplo de Maria, discípulos missionários” e o lema “Eis-me aqui, faça-se”, a iniciativa busca motivar a oração pelas vocações nas comunidades, paróquias e dioceses, além de conscientizar adolescentes e jovens sobre o chamado de servir à Igreja.

Normalmente a própria liturgia da Palavra de cada dia no mês de agosto, em especial a dos domingos, dá o tema principal da reflexão e meditação trazida para alimento do povo de Deus. Ao participarmos das celebrações não podemos nos esquecer da vocação primeira e mais importante de todas: a vocação à vida cristã e, consequentemente, à santidade! Todos somos vocacionados à santidade e fora desse caminho não temos como viver bem qualquer que seja a nossa vocação pessoal.

É costume, portanto, neste mês, comemorarmos as diversas vocações:

 

·                  Primeiro domingo: é o dia das vocações sacerdotais, dia 04/8 é o Dia dos Padres.

·                  Segundo domingo: é o dia da vocação matrimonial e abertura da Semana da Família.

·                  Terceiro domingo: recorda-se a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados.

·                  Quarto domingo: é o dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. Neste domingo, comemoramos o dia dos ministérios leigos e em especial, no Brasil, o dia dos Catequistas.

 

Este ano, nossa revista destaca o trabalho dos (as) nossos (as) catequistas, representados pela Ir. Maria Cristina, coordenadora da Iniciação Cristã das Crianças de Adolescentes e pelas catequistas Sonia Maria Quintano e Maria Gracilha Vituriano, na entrevista abaixo, feita durante o retiro da catequese no final de julho, pela Marcia Lanzarine, que também é catequista e agente da Pascom. Vale conferir.

 

1 – O que fez despertar em você a vocação pela catequese?

Maria Gracilha – A vocação vem de Deus. Ele nos chama. Esse chamado à catequese veio para mim através da minha missão de mãe, levando os filhos para a catequese. Na época, há 30 anos atrás, levava os nossos filhos para a catequese e algumas mães ficavam conversando e uma dessas mães levava a Bíblia e sempre partilhávamos a Palavra. Também acompanhávamos o trabalho da catequese. Veio daí o chamado para ser catequista. Fui catequista na Iniciação Cristã da Infância de Adolescência por 18 anos. Interagia muito com os pais das crianças. Fui então, chamada por vontade de Deus, para coordenar o Círculo Bíblico de pais da catequese e aqui estou há 12 anos, nessa missão de evangelizar os pais, àqueles que querem participar.

Ir. Cristina – A vocação pela catequese veio para mim junto com a vocação religiosa, com o carisma que vem de Deus, e me fez atender o seu chamado. Vem de Deus também essa paixão, essa vontade de falar Dele. Quem encontrou Jesus, não consegue guarda-lo só para si, ao contrário, tem a necessidade de anuncia-lo para as outras pessoas. Nós, irmãs de Belém, temos várias missões na igreja e uma delas é a catequese. A catequese é uma missão essencial dentro da igreja.

Hoje, neste retiro, vemos tantas pessoas diferentes, algumas que nem conhecemos direito, mas todas atenderam a um mesmo chamado. Temos, inclusive alguns jovens e eu me sinto tão feliz em ver a juventude contribuindo, ajudando na catequese. Nosso papel, como catequistas mais antigos, é formamos essa juventude para que possam junto conosco assumir a missão da evangelização.

Sonia Maria – Este ano estou completando 25 anos de catequista. Comecei na catequese na paróquia de N. Senhora da Piedade e São Vicente de Paula, no Encantado. Eu fui despertada pela ação do Espirito Santo, já que tinha acabado de fazer a crisma quando fui convidada. Estava abrasada pelo fogo do Espírito, aceitei de pronto e aqui estou.

 

2 – Muitas vezes os catequistas buscam outras pastorais ou grupos, para se abastecer espiritualmente e aprimorar sua formação. Fora a catequese você participa de outra atividade pastoral?

Maria Gracilha – Não participo de outra Pastoral, mas participo das Equipes de N. Senhora, que é um Movimento da Igreja e que possui um propósito claro e derivado do seu Carisma que é a Espiritualidade Conjugal. Sem espiritualidade faltará o fermento que favorece o crescimento em santidade do casal, na vida a dois e no Lar. É fundamental para o casal equipista, que ele se alimente para ter essa espiritualidade conjugal. O casal se fortalecerá espiritualmente, nas reuniões mensais, nos momentos de vida do Movimento, nas Missas, nas Noites de Oração, nos Retiros Anuais e principalmente na vivência dos Pontos Concretos de Esforço (PCEs) e orientações que recebemos dos nossos Conselheiros Espirituais. Tudo isso nos leva a uma mudança de vida, à santidade, que é o objetivo do Movimento. E o que recebemos, partilhamos com aqueles que não têm esse privilégio.

Ir. Cristina – Nós temos um trabalho de evangelização dentro das escolas; como professoras de escolas públicas, nos cabe evangelizar, falar de Jesus àqueles que estão fora da igreja. “Eu ainda tenho ovelhas que não estão neste aprisco”, disse Jesus e nos repete nossa mãezinha, que nos lembra a nossa missão de evangelizar todas as crianças, o que inclui as que estão fora, que não recebem formação religiosa nem na família e nem em lugar algum. Anunciamos de uma forma diferente da catequese, mas ensinamos para eles que Deus existe e que vale a pena amar.

Sonia Maria – Eu me dedico quase exclusivamente à catequese, mas participo, quando sou convidada, do ECC e EAC.

 

3 – Alguma vez aconteceu algo que tenha te marcado, na sua trajetória como catequista?

Maria Gracilha – O que mais me marcou na catequese foi o caso de uma turma de mães no Círculo Bíblico da catequese sendo coordenado por mim, quando falei sobre a importância dos Sacramentos. Essa turma se interessou em se preparar para receber os Sacramentos da Iniciação Cristã. E com o apoio da Irmã Luzia, dirigente da tarde de quinta-feira, trabalhei na Iniciação Cristã de Jovens e Adultos preparando essa turma. Todos receberam o sacramento do Crisma, sendo que duas receberam quatro sacramentos (os da Iniciação Cristã mais o Sacramento do Matrimônio). E dessa turma também quase todos fizeram estágio nas diversas pastorais, passando depois a servir na comunidade.

É muito bom servir ao Senhor na Catequese. É tudo feito com amor e dedicação. No Círculo Bíblico nós nos colocamos à disposição dos pais, onde procuramos dar subsídios, ou seja, suporte a todos os pais que querem participar desses encontros, para que fiquem por dentro da doutrina da Igreja e das festividades do Ano Litúrgico, conscientizando-os mais da vida na Igreja, a fim de poderem passar aos filhos uma educação religiosa mais firme.

Ir. Cristina – Todos os dias no contato com as crianças acontece alguma coisa especial, mas a cada ano, quando recebemos as famílias trazendo seus filhos para a catequese, em particular, aqueles pais que trazem as crianças ainda novinhas, com 4 anos ou 5 anos, que ainda não teriam “obrigação” de estar na catequese, isso nos enche o coração de alegria! Percebemos que são casais jovens que já caminham na comunidade e que sabem da importância da catequese infantil; quanto mais cedo a criança tiver contato com a Palavra de Deus, melhor. Quanto mais cedo a criança praticar a fé, mais cedo ela irá guardar no coração esse amor por Jesus.  Nós vemos isso na pedagogia, quanto mais cedo a criança entra na escola, mais rápido ela aprende. Na fé é a mesma coisa. Como nos disse São João Paulo II, a criança precisa aprender a rezar no colo da mãe. Então eu acho que a nossa vocação também nasce a partir dessa experiência, quando conhecemos e praticamos a nossa fé desde cedo, desenvolvemos o amor pela religião e despertamos para a vocação. É preciso agir, ir ao encontro da realização desse chamado, seja como leigo ou como religiosos, o importante é fazer a semente germinar dá bons frutos no futuro.

Sonia Maria – As “crianças” que eu encontro depois de 25 anos e vê que continuaram a caminhada na igreja, é muito gratificante! Sempre que encontro um ex aluno e fico sabendo que perseveraram, que estão também encaminhando os seus filhos, me enche de alegria, não por mim, mas por eles, por saber que a sementinha germinou e deu frutos.

 

4- Deixe uma mensagem para as demais catequistas.

Maria Gracilha – A nossa missão é com Deus, assim temos que fazer o máximo para realizar tudo conforme a vontade de Deus e Ele nos recompensa por isso. Nosso coração se enche de alegria por cumprirmos a missão, que ele nos confiou e vemos seu poder acontecer desde que perseveremos com fé, com coragem e com caridade. Desse modo a parte de Deus nunca falhará. Precisamos fazer a obra de Deus acontecer. Temos de correr atrás do que o outro não fez e não ficar, no que pensamos ser apenas a nossa parte.  Nossa missão é grande.

Ir. Cristina – Nossa mãezinha diz que “evangelizar é ensinar a ver Deus na transparência das coisas”, então você não precisa saber tudo para começar a ser catequista. O catequista vai se formando na medida que ele ensina, que ele se esforça para ensinar. O catequista sabe que tem a vocação para ensinar sobre as coisas de Deus, é um anunciador da Palavra e se ele não faz isso, ele não se realiza. Assim é toda vocação, quanto mais se pratica, quanto mais se envolve, se dedica, mais se cresce para Deus e Ele vai fazendo frutificar. É preciso ir ao encontro do chamado. Rezem e trabalhem para que tenhamos sempre muitos catequistas.

Sonia Maria – Eu aconselho os catequistas a sempre procurarem se aprofundar no conhecimento teológico, entender a nossa fé. Nunca parar de estudar. As irmãs e a própria Igreja oferecem muitos cursos de formação, como a Mater Eclesiae e Luz e Vida. Não podemos esquecer que temos uma responsabilidade muito grande em nossas mãos, que é a de anunciar a Verdade, que não é nossa, é de Cristo, então precisamos ensinar com firmeza, com certeza. Além disso, saber que somos como dizem o “eco” de Deus, somos meros instrumentos nas mãos Dele.

 

Oração do Catequista

Senhor, chamaste-me a ser catequista na Tua Igreja e na minha Paróquia.

Confiaste-me a missão de anunciar a Tua Palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar, com a minha vida, os valores do Evangelho.

É pesada, Senhor, a minha responsabilidade, mas confio na Tua graça.

Faz-me teu instrumento para que venha o Teu Reino, Reino de amor e de Paz, de Fraternidade e Justiça.

Amém
 

Os catequistas são, por vocação e missão, os grandes promovedores da fé na comunidade cristã preparando crianças, jovens e adultos não só para os sacramentos, mas também para darem testemunho de Cristo e do Evangelho no mundo.

Ser catequista é ser capaz de ler a presença de Deus nas atividades humanas, é viver a experiência de descobrir o rosto de Deus, também nas realidades do mundo. É olhar o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava o povo de sua época.

Ser catequista é ser uma pessoa de espiritualidade e santidade. É colocar-se na escola do Mestre Jesus e fazer com Ele uma profunda experiência de vida e de fé.

Ser catequista é vocação e missão. É um dom de Deus, mas que requer resposta e compromisso. É óbvio e nem se discute, então, que é necessário preparar-se continuamente, formar-se, para ser competente e dar testemunho.

Introdução e finalização: Wiki Canção Nova

 

 

 

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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