: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som|  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Ore Conosco
Galeria de Fotos
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

 
Educação para uma economia do AMOR |MARÇO

Diante de um tema tão complexo como o escolhido para a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano, podemos nos perguntar: mudar é possível? De que forma?

Para nos ajudar a refletir e pensar alternativas para uma economia de vida, como propõe a CF, recorremos à publicação de uma matéria da revista de Aparecida, que entrevistou o economista Marcos Arruda, um dos colaboradores do Texto Base desta Campanha. Marcos acaba de lançar um livro, no qual propõe como caminho uma economia voltada para o amor, inspirada pelo altruísmo, pela compaixão e pelo desejo do bem comum. Ao primeiro olhar isso pode soar utópico, mas veremos que são pequenos gestos de cada um de nós que tornarão nossa sociedade menos financeira e mais solidária.

Vamos ao breve resumo que fizemos sobre as colocações de Marcos Arruda:


As pessoas de um modo geral nem sabem direito o que quer dizer economia, a maioria quando pensa na palavra economia lembra o verbo “poupar”. O que dirá pensar se existem tipos diferentes de economia. Na verdade, o sentido original da palavra economia é “gestão de casa”. “Oikos” em grego é casa e “Nomos” é gestão.
A idéia original era todo o trabalho de gerir as casas para que seus habitantes tivessem melhor qualidade de vida. Ao longo da história foram aparecendo outras atividades, como o comércio, as finanças, que foram dando à produção, ao trabalho de produzir bens e serviços, uma direção que já não era de atender às necessidades, mas em primeiro lugar, fazer lucro. E na medida em que o lucro entrou em cena a economia foi sendo distorcida e virou o que ela é hoje: a atividade do fazer dinheiro e acumular riqueza material é a atividade de consumir cada vez mais sem limite nenhum, nem limite do que se é capaz de consumir, nem respeito ao limite da natureza, da terra, da cidade nem de nada.

O tema da CF deste ano pode parecer um pouco complicado, mas na verdade ele vem em boa hora, pois por um lado o mundo está ainda vivendo os efeitos de uma crise, resultado dessa febril busca de lucro que deu tanta ênfase ao lado das finanças e que se esqueceu de ligar as finanças à produção das necessidades humanas. Chamamos isso de “financeirização” da economia, E na medida em que apareceu a crise os governantes, ao invés de irem aos fatores que geraram a crise, que é, sobretudo, a especulação, ficaram na superfície do problema. Assim a crise vai voltar, mais cedo ou mais tarde, e justamente agora a CNBB e o CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), num movimento ecumênico, decide fazer a Campanha da Fraternidade em torno do tema economia e vida. Portanto o momento é o mais oportuno.

“Cabe a cada um de nós fazer a mudança na nossa vida para colocar a lógica do suficiente no lugar da lógica do esbanjamento”.

É um tema riquíssimo e que nós temos que trabalhar muito para fazer o melhor dessa Campanha, em termos de educação, de levar consciência à população e acordar todo mundo para a importância, a urgência, de cada um mudar seu estilo de vida, sobretudo, quem tem muito, e quem tem o suficiente e gasta demais, consome demais, produz lixo demais, desperdiça recursos preciosos da natureza. Cabe a cada um de nós fazer mudança na nossa vida para colocar a lógica suficiente no lugar da lógica do esbanjamento, do excesso, da gula, da voracidade e da ganância.

Falar essas coisas dentro da Igreja e para Igreja enquanto povo é instruir as pessoas da necessidade de mudança de atitudes, a começar pelas individuais.

É preciso ganhar consciência de que cada gesto faz a diferença, se gastamos muita ou pouca água, ou o lixo, por exemplo, se selecionamos para a reciclagem, se nossas compras não são em excesso, se consumimos coisas que fazem mal à saúde, enfim tudo isso faz parte dessa economia de solidariedade, de cooperação. O conceito da economia do amor é altruísta, é pelo desejo do bem do outro e não só do próprio. Isso é uma evolução.

“ A idéia de introduzir oamor na economia vai ser uma revolução para o mundo por que não se trata só do amor ao outro, às pessoas, à sociedade, mas amor à vida, à natureza e adequar a economia para ser harmônica com a natureza e não agressiva contra a natureza, isso é possível, já está acontecendo, o movimento de economia solidária tem se expandido pelo mundo.
Nós temos hoje milhões de pessoas que estão trabalhando em cooperativas onde não há dono. Todo mundo que trabalha tem direito a ser dono, todo mundo que comunga do mesmo espírito de partilha e de atendimento à necessidade de cada um e de todos, tem direito à propriedade e à gestão do empreendimento onde trabalha.

Já a questão do dinheiro, que tanto corrompe, tem na sociedade o mesmo papel que o sangue tem em nosso organismo. O dinheiro tem como finalidade levar o poder de compra a todas as células que compõem a sociedade. Então se ele fica concentrado na mão de poucos é como se o sangue ficasse concentrado em um só órgão, e parasse de circular. E a nossa sociedade, que é um grande organismo tem essa doença grave, um sistema financeiro no qual o dinheiro fica concentrado na mão de poucos e o sistema circulatório não funciona direito. Então uma grande parte das células dessa sociedade está mal nutrida do poder de compra para ter uma vida decente e os que têm criam um sistema de propaganda para convencer todo mundo, através de novelas, de histórias de televisão, que se você trabalhar muito pode ter tudo àquilo também, o que é mentira, porque nunca poderemos produzir para todo mundo tudo o que os ricos consomem porque não há recursos na terra para tanto consumo e nem lugar para jogar tanto lixo.

Por isso a necessidade que existe é que os países mais desenvolvidos reduzam sua produção e seu consumo. Não há outro caminho. 20% dos países mais ricos consomem 86% daquilo que é produzido no mundo.

E para os países menos desenvolvidos é importante que o que for preciso produzir para o seu crescimento seja dentro dos limites da natureza e das gerações futuras.

“Cabe a cada um de nós fazer a mudança na nossa vida para colocar a lógica do suficiente no lugar da lógica do esbanjamento”.

 
 
 

VEJA NO MÊS DE MARÇO/2010:


- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16
 
 
Ore Conosco
cf2008

Você já é um voluntário para o JMJ 2013?
Vou abrigar os peregrinos.
Vou ser voluntário
Ainda não me decidi.

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores
JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

ABR MAI JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ
JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário