Quem não amaria alguém assim?
Meio homem meio menino
Que briga dizendo que ama,
que ensina cantando, que canta rezando,
que reza ensinando...
Quem não amaria alguém assim?
Que jovem se faz maduro e experiente,
que adulto se confunde com os jovens
Que da risada desabrocha em criança,
que da pressa demonstra conhecer
o tempo que resta
Tão fácil te amar, Pe Francisco!
Que a tantos fez chorar com o teu soluço
e com a tua lágrima
Que a tantos consolou com o teu olhar
e tua palavra de força
Que a tantos fez sorrir com o teu sorriso tímido
Que a tantos encorajou com o teu sorriso franco
Tão Fácil te amar, Pe Francisco!
Nordestino, retirante, magricelo, apressado, zangado...
Quem não amaria um nordestino, retirante, magricelo, apressado e zangado?
Se a nossa terra adotou, se o teu retiro foi para junto de nós?
Se leve, pôde correr para que esses 10 anos rendessem 20,
Se zangado com nossas impertinências, ainda assim nos amou?
Quem não amaria alguém assim?
Nos perdoe se chorarmos tua partida
Sabemos que é a hora de ir, de seguir tua missão!
Mas nos perdoe mesmo assim
Nossa lágrima é de agradecimento
Nosso aceno é de saudade
Nosso abraço é de vontade de dizer...
Nós te amamos para sempre, irmão!
Ana Clébia |