Com o salão do Cepar lotado, Pe. Francisco fez uma excelente palestra sobre a Campanha da Fraternidade deste ano, dentro da pedagogia do Ver, Julgar e Agir.

Com o tema: Escolhe pois, a vida, em cujo versículo do Livro do Deuteronômio foi inspirada: “Hoje tomo o céu e a terra como testemunhas contra vós: eu te propus a vida ou a morte, a bênção ou a maldição. Escolhe, pois a vida, para que vivas tu e toda a tua descendência.” Dt,30,19
Deus nos diz que existem dois caminhos a escolher e que devemos escolher o caminho da vida e não da morte, pois, o homem nasceu para a vida e não para a morte. A Campanha dá grande ênfase à dignidade humana. Somos chamados a viver com dignidade, não apenas sobreviver como muitos dos nossos irmãos, que não têm o mínimo para se manter, ou então, aqueles que apesar do muito que possuem, a vida não tem sentido.

A vida é sempre um bem, um dom de Deus, não é direito do homem, é uma graça.
O homem é a maior expressão do bem que é a vida.
A vida é única e irrepetível, não pode ser tirada, escravizada ou banalizada. Precisamos saber discernir entre os caminhos da vida e da morte.
São tantos os problemas citados pela Campanha, que encaminham o homem para a morte, como o aborto, a fome, as doenças, o suicídio, o abandono dos velhos e crianças, a eutanásia, a distanásia, a mistanásia, o desperdício, a poluição das águas, a ecologia e muitos outros. Estes são os nossos grandes desafios.
Hoje ser moderno é muitas vezes assumir posição de morte, sem nenhum respeito pelo próximo.
A ciência que nos trouxe a tecnologia não é um mal, deve estar a serviço da vida, a fim de salvar a humanidade das doenças, da fome, da ecologia; e não é bem isto que vemos hoje em dia. Nos nossos dias, devido ao desenvolvimento da agricultura, nenhuma pessoa deveria passar fome, há abundância de alimentos no mundo, mas devido à ganância, ao desperdício e ao consumismo uma imensa multidão de pessoas passa fome e morre por isto.

A lei de Deus deve estar escrita no coração do homem, a lei da sobriedade, da compaixão, do amor, pois tudo que Deus criou é bom, o mal existe por causa do esvaziamento dos bons. Devemos nos esforçar para promover a vida, Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham com abundância” Jo10,10
Nas comunidades cristãs, a caridade é fundamental, é uma exigência, pois somente por meio dela poderá acontecer a transformação social. Esta consciência é necessária para desenvolver a vida.
Segundo o Documento de Aparecida se nós cristãos fôssemos unidos, se conhecêssemos nosso poder, conseguiríamos muito mais e a vida teria outro sentido, outro caminho. Na Política, por exemplo, em quem você votou na última eleição, quais leis eles aprovaram, foram a favor da vida ou a favor da morte. Precisamos eleger pessoas que lutem por políticas públicas, não é só dar o peixe, mas ensinar a pescar, procurando a transformação das estruturas visando uma vida digna e justa para todos. |