: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som|  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Fotos
Figuras
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

O mistério da Páscoa |MARÇO


Queridos irmãos, a celebração anual da Páscoa nos obriga a olhar sempre, como se fosse a primeira vez, para o seu mistério, para a realidade divina que se encerra e que nos é oferecido no acontecimento pascal.

Páscoa começa por ser o nome de uma festa judaica, que, em cada ano, celebra o acontecimento fundamental da história do povo de Deus do Antigo Testamento: a sua libertação do Egito, onde os hebreus viviam como escravos, e a sua passagem para a Terra prometida, desde Abraão e à sua descendência. Páscoa chamou-se também ao Cordeiro pascal, como no texto de I Cor 5, 7 onde o Apóstolo Paulo cita: “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”; na verdade, o Sangue de Cristo é o penhor da libertação para todos os homens, como o sangue do cordeiro o tinha sido para os hebreus quando da saída do Egito. De fato, a oblação, até ao sangue, de Cristo na cruz realiza a passagem libertadora do pecado e da morte para a vida em Deus, como se lê no Evangelho de João, logo no início dos capítulos que consagrou à Paixão do Senhor: “Sabendo Jesus que era a chegada a hora de passar deste mundo para o Pai...” (Jo 13, 1).
Daí que Páscoa tenha vindo a significar, em última análise, no sentido real, passagem, qualquer que tenha sido na origem o seu sentido etimológico. A Páscoa, o Mistério Pascal, ou ainda por outras palavras, os acontecimentos pascais com a sua significação divina, centra-se na morte de Jesus sobre a Cruz, pela qual Ele passou para o Pai, onde vive na vida nova da Ressurreição. “Jesus de Nazaré, o Crucificado”, não está aqui, ressuscitou, disse o anjo às mulheres que procuravam o seu corpo no túmulo. Tomando a condição humana na Encarnação, o Filho de Deus tomou sobre Si o pecado da humanidade; mas oferecendo-se ao Pai sobre a Cruz por todos os homens, Ele tira o pecado do mundo e, “destruindo assim a morte, manifestou a vitória da ressurreição”, para dela tornar participantes todos os homens. Para isto Ele veio ao mundo, para levar em Si e consigo os homens ao Pai. “Saí do Pai e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e volto para junto do Pai” (Jô 16, 28), disse Jesus, mas volta levando agora em Si o homem cuja condição assumiu.
Mistério inaudito, este da passagem pascal do homem para o Pai pela oblação do Cordeiro Pascal. É este mistério que, desde o princípio, foi o centro da liturgia cristã; aí a Igreja O recorda, aí O celebra, aí ela se torna participante, já desde a terra, da vida do Ressuscitado, antegozo da comunhão com o Pai na Glória Celeste.

A Páscoa não se limita apenas a celebração do Domingo da Ressurreição, mas no Tríduo Pascal, que se inaugura com a celebração da Missa da Ceia do Senhor, ao entardecer de Quinta-feira Santa, e se conclui com a Hora de Vésperas do Domingo da Ressurreição. Não se trata propriamente de um conjunto de celebrações. O Tríduo Pascal tem um ritmo e uma unidade interna indestrutível. A sua celebração principal, e na origem a única, é a Vigília na Noite Santa. Aí se celebra todo o Mistério Pascal, o mistério da passagem da morte à vida, da terra ao céu, deste mundo para o Pai. A liturgia da Palavra desta Vigília faz memória da história da salvação desde o princípio em que Deus criou o céu e a terra até à Ressurreição do Crucificado.
Na celebração da Vigília, o mistério que a Palavra anuncia os sacramentos logo o realizam. O Batismo, imitando na passagem pela água a morte e a sepultura com Cristo, torna os batizados realmente participantes na passagem pascal do Senhor; a Confirmação, que, em princípio, se segue ao Batismo dos adultos, comunica o Espírito Santo, dom pascal por excelência, fruto da Páscoa de Jesus; a Eucaristia, memorial máximo da Páscoa do Senhor Jesus, ao mesmo tempo que é memória do acontecimento passado, é presença sacramental do mesmo na assembléia da Igreja e anúncio da comunhão eterna na glória futura. A Sexta-feira e o Sábado Santo, os dois primeiros dias do Tríduo Pascal, são os dias do jejum pascal referido na Constituição conciliar sobre a Liturgia, os dias em que o Esposo foi tirado, como Jesus tinha anunciado, nos quais todo o Corpo da Igreja comunga diretamente, e como que fisicamente, na dor e na morte da sua Cabeça, Cristo crucificado, morto e sepultado. As celebrações destes dois dias são apenas Liturgias da Palavra, na celebração da Paixão do Senhor na tarde de Sexta-feira Santa e na Liturgia das Horas, nesse dia e no Sábado Santo. Não são dias vazios, pelo fato de neles não se celebrar a Eucaristia; são antes dois dias do grande silêncio, da grande paz, da profunda comunhão do espírito e do coração com Jesus, em que se manifesta a situação trágica do pecado dos homens, ao mesmo tempo em que o poder e a força do amor, que leva o Pai a entregar o Filho à morte por nós, e o Filho a oferecer a sua vida ao Pai pelos seus irmãos. A Igreja, no Sábado Santo, permanece junto do sepulcro do Senhor, meditando na sua paixão e morte, até o momento em que, depois da solene Vigília, se der lugar à alegria pascal, cuja riqueza se prolongará por cinqüenta dias.

Irmãos, como diz Santo Agostinho, a Páscoa é celebrada como um mistério tornado presente de maneira sacramental para nele se poder participar. Vivamos intensamente este mistério não apenas para cumprir preceitos, mas para que configurados a Cristo possamos viver a vida nova que nos é oferecida e possamos valorizar mais cada instante, em especial da Vigília, que ocupa lugar central na celebração dos sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia, os sacramentos da vida nova. Por meio desses sacramentos nascem os novos filhos de Deus. Nasce também da Vigília o Tempo Pascal, e aí se faz a passagem do luto à alegria, do jejum ao banquete, da tristeza à festa, da morte à vida. Tempo de alegria, de ação de graças, de aprofundamento do sentido do mistério cristão e da vida em Cristo, do mistério da Igreja e consequentemente do mistério da comunidade dos cristãos. O Tempo Pascal é o tempo espiritual, por excelência, do ano litúrgico. É o tempo em que o Ressuscitado dá o Espírito: “Recebei o Espírito Santo”, e que se conclui precisamente com a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos, que, uma vez repletos da graça santificadora, que aparecem no mundo como a “Igreja de Deus da Nova Aliança”. Cristo Ressuscitado, “Primogênito dentre os mortos”, “Cabeça do Corpo Místico da Igreja” realiza na Páscoa a união entre o céu e a terra, entre o divino e o humano, entre os que caminham na esperança da vida eterna e os que ainda não conheciam o Senhor.

Redescubramos este mistério e tenhamos de verdade uma Santa e Feliz Páscoa do Senhor!

Ricardo da Liturgia das 10h
ricardomoyses@globo.com

 
 
 

VEJA NO MÊS DE MARÇO/2008:


- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16
 
 
cf2008

Jesus é o presente de Deus para a humanidade. Você é um presente para...
família
a sociedade
para igreja
para você mesma

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores


JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário
HTMLcounter.com!