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“O Cristão e a consciência ecológica”
Nem sempre damos à questão ecológica a importância que o assunto merece. Quando muito, encaramos esse tema como algo de menor importância e o renegamos ao segundo plano em nossas vidas. Porém, esse tipo de atitude é um grave erro, principalmente se levarmos em consideração a situação em que vivemos no mundo moderno.
Ao analisarmos a proposta de Jesus Cristo, muito bem explicitada no evangelho e claramente aprofundada no Concílio Vaticano II, perceberemos que o papel da Igreja (Igreja essa também constituída pelo povo de Deus) é ser elemento de transformação do mundo. A Igreja veio para o homem do mundo. Para que possamos, como muito bem nos ensinou o próprio Cristo na oração universal do Pai Nosso, "trazer a nós o vosso reino". O Reino de paz, justiça, fraternidade e amor. E é exatamente aí que percebemos o claro compromisso do sentido salvífico de Sua proposta: A preocupação constante com o próximo, com o seu bem-estar e a sua felicidade, como vemos na parábola do bom samaritano (Lc 10, 25-37).
Essa análise acerca da parábola do bom samaritano facilmente nos remonta para questões fundamentais que asseguram o bem-estar do nosso próximo: "a nossa relação com o meio-ambiente".
Será que realmente tratamos o nosso planeta de forma a permitir que os nossos irmãos, ou melhor, o nosso próximo tenha a garantia de um bem-estar e de uma vida com qualidade e dignidade?
Na campanha da fraternidade deste ano, a CNBB nos conduz à reflexão da importância da Amazônia em nosso País. Essa valorização advém da necessidade da promoção do bem-estar coletivo, ou em outras palavras, do bem comum. Será que realmente estamos preparados para manifestar o nosso amor ao próximo através da preservação da Natureza e da defesa da Amazônia?
Precisamos olhar para natureza e observar a beleza da criação divina como um exemplo perfeito de equilíbrio, cooperação e presença de Deus. Nós, seres humanos, precisamos observar esse mecanismo para melhor entendermos a necessidade de preservar o amor de Deus, que se dá em abundância para nós através, por exemplo, dos frutos da terra.
Para finalizar, eu gostaria de deixar como sugestão de reflexão, o exemplo de vida da Irmã Dorothy Stang, assassinada em fevereiro de 2005. Ela, que morreu por pautar a sua vida no Evangelho, tinha como principal característica no seu trabalho junto aos colonos de Anapu-PA, a formação da consciência cidadã de preservação ambiental. Ensinava-os a tirar os frutos da terra preservando sempre o meio-ambiente e a floresta.
Se tomarmos a sua atitude como modelo, nós estaremos, sem sombra de dúvidas, contribuindo para um mundo mais justo, fraterno e, conseqüentemente, Cristão.
Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo!
Robson Campos Leite
Email: feepolitica@terra.com.br
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