Com a graça de Deus, estamos iniciando o ANO SANTO de 2003,
e com ele todos os nossos afazeres inerentes a nossa condição
de CRISTÃOS CATÓLICOS, o que significa que devemos dar
continuidade aos trabalhos que nos foram destinados, não só
no âmbito paroquial, mas também no meio das nossas famílias.
Afinal, não podemos esquecer de que tudo caminha conforme os
desígnios de Deus, razão pela qual devemos acreditar
no plano que ele tem para cada um de nós. Logicamente, este
plano é o melhor possível, desde que procuremos entender
qual é a sua vontade. Costumamos dizer que as coisas de Deus
são coincidências. Os dons por exemplo, muitos insistem
em ignorá-los e/ou achar que é mania. Por exemplo: O
Carlinhos, tem mania de teclado, a Halina, tem mania de cantar bem,
o Pe. Victor, tem costume de fazer excelentes homilias, e por aí
vai... Nada disso, tudo que vemos e sentimos nas pessoas que citei,
são DONS e Deus é que nos dá. Afinal, dons não
são costumes nem manias. Devemos sim respeitá-los, valorizá-los
e aperfeiçoá-los nos cursos e escolas especializadas.
Afinal, ninguém nasce Maestro nem Cirurgião. Não
adianta determinar o futuro dos nossos filhos, obrigando-os a estudarem
algo que não gostam e que nunca demonstraram tendência.
Em suma, não avaliamos as características de cada um,
nem observamos os sinais enviados por Deus, que estão exatamente
nos dons de cada um. É incrível quando vemos os bem-dotados
de cultura menosprezar o talento alheio, achando que todos deviam
ser doutores. Como é sublime e gratificante ver um pintor de
paredes executar caprichosamente o seu trabalho, deixando nossa casa
novinha em folha. É maravilhoso ver um carpinteiro (tal qual
Irmão Mário, nosso querido religioso aqui da paróquia)
fazendo coisas incríveis com a madeira. Como é bom chegarmos
numa sapataria e receber a atenção e a paciência
do vendedor, que nos apresenta diversos pares e muitas vezes, não
gostamos e nem compramos nenhum. Claro que o estudo e a formação
intelectual é importante nos seres humanos. Não fosse
isso, quem cuidaria da nossa saúde? Quem nos defenderia nas
questões judiciais? Infelizmente vemos muitos com excelente
educação e sem nenhuma cultura e sem nenhuma educação
social. Recentemente, em determinada clínica ortopédica,
me consultei com um médico, que sequer olhou para mim. Perguntou
o que eu sentia, me encaminhou para o exame de raio X e no teclado
do seu computador, manipulou a receita que saiu do outro lado da sala
nas mãos de uma atendente, e assim, fui encaminhado friamente
para a FISIOTERAPIA. Que saudade do tempo em que os médicos
pegavam as mãos dos pacientes e lhes dirigia palavras de conforto,
consolo e esperança. Hoje os sofisticados aparelhos, inclusive
computadores fazem tudo, mas jamais substituirão o carinho
e o amor-humano. Oremos, portanto, queridos irmãos pelas vocações
profissionais daqueles que cuidam da nossa saúde, quer nos
consultórios e/ou nos hospitais e clínicas. Que a ternura,
a paciência e o carinho, não se afastem daqueles que
galgam importantes cargos no mundo da cultura. Que Deus, na sua infinita
bondade, faça com que nossos intelectuais respeitem e valorizem
aqueles que os cercam, principalmente, os prestadores de serviços
nas mais variadas profissões, pois a sabedoria deles, está
na humildade, na simplicidade e na competência em bem-servir.
Louvores e Glórias a Deus
Zamoura (da Diva) 15º ECC |