Queridos irmãos, dando continuidade ao ano litúrgico
de 2002, precisamos parar e pensar nas coisas do nosso país,
que vão de mal a pior, no que se refere ao egoísmo e
ambição dos homens, que tudo fazem no sentido de ampliar
seus patrimônio, agindo muitas vezes de maneira desonesta e
a custa do sacrifício de muitos chefes de família, que
lhes servem como empregados em troca de baixíssimos salários.
A mídia nos mostra diariamente a onde de corrupção
envolvendo os poderosos ávidos de riqueza e poder. Precisamos
rezar pela dignidade e honestidade do nosso povo, principalmente por
aqueles que exercem cargos executivos em todos os segmentos. Que eles
possam respeitar os humildes, dando-lhes o devido valor, não
só em termos salariais, como também na assistência
social. No que se refere à fome e as necessidades alimentícia
dos pobres seria bem fácil a solução desses problemas.
Se cada empresa fundasse uma cooperativa ou uma fundação,
nos parece que ambas são isentas do imposto de renda. Certamente
seria possível adquirir gêneros alimentícios diretamente
das fontes produtoras, para venda aos funcionários, naturalmente
com preços mais baixos. Lógico é evidente que
os trabalhadores prefeririam o caminho mais barato para suprir suas
despensas. Por tudo isso, nós da comunidade, católicos
praticantes, devemos dar preferência sempre aos anunciantes
d'O MENSAGEIRO que são católicos e muito provavelmente,
pautados nas lições contidas no santo Evangelho de Jesus
Cristo, os comerciantes e empresários, devem tratar seus empregados
com dignidade e honestidade, dando-lhes o devido valor e retribuindo
o trabalho dedicado com bons salários e boa assistência
social. É óbvio dizer que o empregado bem assistido
e remunerado, certamente se esforçará para dar o melhor
de si pela empresa, ou seja, VESTIRÁ A CAMISA. Em suma, os
empregadores católicos precisam mostrar que são diferentes
em tudo e que a força de suas empresas estão nos servidores,
cujo trabalho garante o funcionamento e a própria existência
da empresa. Lembro perfeitamente de um cunhado, estabelecido em Brasília
na década de 70 com uma enorme churrascaria, e que anualmente
no dia 24 de dezembro, fazia questão de fechá-la para
os clientes, oferecendo um almoço para todos os empregados
e familiares, com música ao vivo e entrega de presentes aos
filhos menores de 15 anos. O cardápio era o mesmo sem nenhuma
alteração, como se a churrascaria estivesse em pleno
funcionamento para o público usuário. Será verdade
que entidades associativas patronais, pelo menos aqui no Rio de Janeiro,
não permitem que nenhum comerciante pratique preços
mais competitivos? Será que este negócio de CARTEL existe
mesmo? Por tudo isso devemos rezar hoje, amanhã e sempre pelos
nossos empregadores católicos para que um dia possam vencer
os obstáculos e tornar a vida de seus empregados mais alegre,
mais segura e mais digna.
A PAZ DE CRISTO
Zamoura (da Diva) 15º ECC |